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Warren Buffett: conheça os investimentos do “guru” no Brasil

21 de setembro de 2021 EconomiaInvestimentos Básico

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Warren Buffett: conheça os investimentos do “guru” no Brasil

Beatriz Lopes —

Warren Buffett, um dos maiores investidores do mundo, completou 91 anos no final de agosto. O CEO da Berkshire Hathaway acumula um patrimônio líquido de 103,9 bilhões de dólares, e é a sexta pessoa mais rica do mundo, segundo a revista Forbes. 

Buffett começou cedo no mundo dos investimentos. Aos 7 anos comprou três ações da Cities Services – atual Citgo, empresa petrolífera. Aos 13 anos, fez sua primeira declaração de Imposto de Renda. Para complementar a mesada, o jovem investidor entregava jornais e vendia pequenas mercadorias na cidade de Omaha, em Nebraska, nos Estados Unidos, onde nasceu e vive hoje.

Com os negócios, acumulou um capital de quase US$ 10 mil até o final da adolescência. Formou-se em Administração aos 19 anos e fez mestrado em Economia na Universidade de Columbia, onde conheceu Benjamin Graham, que veio a se tornar o seu mentor. 

Trabalhou por dois anos na empresa de Graham, a Graham-Newman Corp. e depois, por três anos na Buffett-Falk & Company. Em 1965, criou a Berkshire Hathaway – Buffett comprava regularmente as ações da empresa desde 1962.

A Berkshire Hathaway é uma holding de investimentos, fundada por Buffett na década de 1960. Hoje, tem participação em companhias como Apple, Coca-Cola, Visa e Kraft-Heinz.

Buy & Hold e Value Investing

Traduzido para português, Buy and Hold significa “comprar e segurar”. A estratégia usada por Warren Buffett tem foco no longo prazo. Ou seja, o investidor compra ações e as mantém em sua carteira por um determinado período, visando a valorização futura. 

A base que sustenta a estratégia é que, apesar da alta volatilidade, no longo prazo os mercados financeiros podem apresentar uma taxa de retorno atrativa. Dentro dessa estratégia, Buffett aproveita os períodos de baixa nos mercados para comprar papéis de empresas que acredita ter potencial de crescimento.

Aí entra a estratégia Value Investing, que investe na compra de ações depreciadas. A Value Investing leva em consideração o valor potencial de uma empresa, e não o valor apresentado pelo mercado financeiro. 

Sendo assim, o investidor aposta no buy and hold comprando papéis na bolsa de valores, sem a intenção de revender, e guardam por um determinado tempo, esperando sua valorização. Por meio do uso destas estratégias, Warren Buffett ficou conhecido como o “Oráculo de Omaha”.

Empresas brasileiras

Claro que Buffett não iria ficar de fora dos investimentos em empresas brasileiras. Em junho deste ano, o Nubank angariou um aporte de US$ 500 milhões da Berkshire Hathaway.

Além do banco digital, outra empresa brasileira que compõe a carteira de Buffett é a fintech Stone. Em 2018, quando a Stone abriu capital na Nasdaq – índice de Nova York que agrega empresas de tecnologia – o investidor comprou cerca de 11,3% da companhia por US$ 340 milhões. 

Mesmo vendendo parte da participação – a Berkshire Hathaway passou a possuir cerca de 3,4% das ações da companhia – Buffett já lucrou quase o dobro, uma vez que hoje esses papéis valem US$ 682,7 milhões. 

Buffett também é sócio de Jorge Paulo Lemann, economista e empresário brasileiro, por meio da 3G Capital, na Kraft-Heinz, subsidiária da Heinz e do Burguer King. Buffet possui mais de 25% das ações da Kraft-Heinz, e Lemann, mais de 20%. 

A 3G Capital foi fundada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles, Carlos Alberto Sicupira, Alex Behring e Roberto Thompson Motta, acionistas da InBev, que controla a AmBev (ABEV3). Em 2013, O Burguer King, da 3G, em parceria com a Berkshire, anunciou a compra da H.J. Heinz Co.

Atualmente, Buffett vive em Omaha, na mesma casa que comprou em 1958 onde tem uma vida simples. Aos 91 anos, ele segue sendo um guru para investidores de todo o mundo.