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dicas para diversificar os investimentos

Sete dicas para diversificar os investimentos

Sete dicas para diversificar os investimentos 1332 883 SVN Invest

Priscilla Arroyo —

O princípio da diversificação é um dos mais importantes quando o assunto é investimento. Ao diversificar a carteira, o investidor pode melhorar a performance, diminuir a volatilidade e ter melhor previsibilidade dos resultados. 

Conversamos com o Lucas Andreani, sócio e assessor de investimentos na SVN, que listou sete dicas essenciais para ajudar o investidor a ter uma visão mais crítica sobre si mesmo (e os seus objetivos). Dessa maneira, fica mais fácil escolher as opções disponíveis no mercado e ter sucesso na missão de equilibrar os aportes.  

1- Tenha a taxa de juros como aliada

Embora a taxa de juros do Brasil possa ser considerada baixa (a Selic está 2,75% ao ano),  ela ainda é elevada em comparação com outros países em desenvolvimento. Por isso, há oportunidades em renda fixa. O segmento é uma ótima opção para quem quer ter resiliência na carteira e sem a presença da volatilidade.

Há maneiras de diversificar dentro da renda fixa, pois os títulos têm três indexadores: Selic,  inflação medida pelo IPCA e taxa prefixada. 

“A escolha entre essas três opções vai variar muito de acordo com o melhor momento do mercado ou com o perfil do investidor”, diz Andreani. Por isso, é importante contar com a ajuda de um especialista para agregar os produtos mais coerentes de acordo com cada plano de investimento. 

2- Analise os Fundos Imobiliários

O produto possibilita que investidores com pouco capital tenham acesso a grandes empreendimentos imobiliários. Com apenas R$ 100, é possível “comprar” agência bancária, escritórios em grandes metrópoles, hospitais, entre uma enorme gama de opções. 

Dessa maneira, o investidor recebe parte da rentabilidade do aluguel desses imóveis todos os meses na sua conta. Uma vantagem adicional da operação é que o recebimento de aluguel é isento de Imposto de Renda. Na SVN, a corretagem de compra e venda desses ativos também é isenta. 

Outro diferencial de investir em Fundos Imobiliários é que eles são negociados na Bolsa de Valores, e por isso têm liquidez (facilidade de compra e venda das cotas). Do outro lado,  há também uma leve volatilidade, que o investidor tem de estar preparado para lidar.  

3- Avalie renda variável

Aqui é onde estão as maiores opções para rentabilizar a carteira de investimentos. Ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio de uma empresa, e contribui para gerar valor, riqueza e tecnologia. “É um círculo vicioso, um ganha-ganha”, destaca Andreani. 

No entanto,  é nesse mercado que existe a maior taxa de volatilidade. Por isso, é importante ter conhecimento e contar com ajuda especializada para operar no segmento.

4- Considere os fundos Multimercados

São veículos ideais para quem busca se descolar do desempenho dos produtos mais tradicionais do mercado. Os fundos são administrados por profissionais experientes, que podem investir em ativos de renda fixa e renda variável brasileiros e/ou estrangeiros. 

A categoria possibilita um espaço maior para a tomada de decisão do time de gestão, que faz as mudanças com o objetivo de aproveitar ao máximo as mudanças do cenário econômico com o objetivo de melhorar a rentabilidade. Trata-se de um produto que geralmente tem uma leve volatilidade. 

5- Estude sobre Fundos Internacionais   

Os fundos alocados em outros países permitem que o investidor brasileiro aplique em outro mercado, em outra moeda. É o auge da diversificação!

Para mensurar a diferença do mercado externo com o local, vamos considerar o índice norte-americano Nasdaq, que reúne as ações das maiores empresas de tecnologia do mundo. O Nasdaq valorizou 71,6% nos últimos 12 meses (até 26/03). No mesmo período, o Ibovespa subiu 52,09%. 

O dólar, por sua vez, valorizou R$ 14,06% sobre o real no mesmo período, e a sua cotação saltou de R$ 5,02 para R$ 5,74.  

Por meio dos fundos internacionais é possível comprar ativos de renda fixa, multimercado, outras modalidades de renda variável, moedas, entre outras opções. 

6- Considere o Perfil de Investidor

O autoconhecimento não é importante somente para operar o mercado financeiro, mas para tudo o que vamos fazer em nossas vidas. Quem quer entrar no mercado, deve entender exatamente o nível de risco que pode suportar.

Por isso, é importante responder de maneira sincera e objetiva o questionário que vai indicar o grupo de investidores a que pertence cada um ou cada uma: conservador, moderado ou arrojado. 

Trata-se de uma ferramenta indispensável (e por isso obrigatória) para fazer qualquer aporte. Ajuda igualmente o assessor de investimentos a montar a cesta de produtos mais coerente com cada caso, levando em consideração os objetivos e apetite ao risco dos clientes. 

7- Entenda os seus objetivos

Quando o assunto é diversificação, um ponto essencial é levar em consideração os objetivos e os prazos para que as metas traçadas no plano de investimento sejam concluídas. Só assim é possível alcançar uma combinação exata entre rentabilidade e risco.  

Se o objetivo for  fazer uma viagem em 12 meses, não é aconselhável  expor o patrimônio à volatilidade, por exemplo. 

Em outro cenário, se o plano for montar uma carteira para a aposentadoria, então a dica é dar preferência para ativos de longo prazo, que oferecem melhor retorno. O perfil do cliente vai ditar as doses de volatilidade desses ativos. 

“Nós, da SVN, estamos dispostos a encontrar a melhor estratégia para cada cliente. Se você pensa em diversificar e tem mais alguma dúvida, entre em contato conosco. Ficamos felizes de contribuir com essa dica de Páscoa: Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta!”, diz Andreani. 

dicas para driblar os juros baixos

Quatro dicas para driblar os juros baixos

Quatro dicas para driblar os juros baixos 1326 866 SVN Invest

Jhonny Oliveira —

De julho de 2015 até agosto de 2020, a Selic – taxa oficial de juros do País – diminuiu aproximadamente 86%, saindo de 14,25% para 2% ao ano. Essa queda refletiu uma mudança na política econômica proposta pelos últimos governos, com o objetivo de incentivar a atividade do mercado produtivo e estimular o consumo.

Isso repercutiu de maneira direta no rendimento das aplicações. Os investimentos conservadores, que antes pagavam mais de 1% ao mês em juros, passaram a render aproximadamente 0,16%. Trata-se de um retorno que muitas vezes não supera a inflação, resultando em um juro real negativo para o investidor. O que fazer para garantir uma boa rentabilidade nesse cenário?

O conselho é montar uma carteira combinando modalidades de investimentos capazes de ofertar retornos mais equilibrados, rentabilidade, segurança e liquidez.

Confira algumas categorias que atendem a esses critérios:

  1. Renda fixa indexada à inflação: São títulos conservadores que têm a sua rentabilidade formada pela inflação medida pelo IBGE, mais uma taxa prefixada, que gera uma rentabilidade real positiva para o investidor.Nessa categoria podemos encontrar títulos públicos, bancários e títulos de crédito privado. São papéis para serem mantidos na carteira até o vencimento. Por isso, trata-se de uma alternativa para preservar o poder de compra do patrimônio ao longo do tempo com uma maior segurança
  2. Renda fixa com taxa prefixada: é o único investimento no qual é possível saber o rendimento exato do título até o vencimento. Por essa característica, é uma modalidade segura e rentável para compor a carteira de investimentos. Contudo, os prazos e a liquidez desses títulos são longos. A dica é colocar até 10% do patrimônio nessa categoria de remuneração, que está disponível em títulos públicos, bancários e de crédito privado.
  3. Fundos de investimentos: aqui a estratégia de alocação dos ativos será feita por um gestor, que vai decidir quais são os melhores produtos para compor o portfólio com base em regras pré-acordadas, que são diferentes entre os fundos. Há tipos que operam com estratégias conservadoras em renda fixa, moderada em multimercados e arrojadas em renda variável. Avaliar essas estratégias é importante para que o investidor escolha de maneira assertiva onde pode ter os melhores retornos considerando o perfil individual de tolerância ao risco. Antes de adquirir cotas, é importante avaliar igualmente as características dos fundos, como prazo de resgate, taxas de administração e, se houver, de performance.
  4. Ações e Fundos Imobiliários: indicado para investidores com perfil mais arrojado, que buscam ganho de capital ao longo do tempo e estão dispostos a tolerar flutuações negativas em determinados períodos – principalmente no curto prazo. Trata-se de uma estratégia que demanda maior conhecimento e capacidade analítica para tomar decisões no momento de formar o portfólio. Como os preços são bastante sensíveis ás mudanças nos contextos econômico e político do mercado, a dica é não expor mais do que 5% do patrimônio inicialmente nessas classes. Um boa oportunidade de iniciar aportes na Bolsa de Valores são ativos de empresas bem fundamentadas, já consolidadas em seus setores de atuação e que distribuem lucros periodicamente aos investidores. Em relação aos Fundos Imobiliários, algumas categorias permitem ganho de capital à medida que o fundo valoriza e também por meio de pagamento mensal dos dividendos aos cotistas. Outra vantagem é que há isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. As possibilidades de retorno nessa classe são muito significativas, porém os riscos também são consideráveis e não se deve investir recursos que o investidor pode ter necessidade de usar em um horizonte de tempo curto.

Em um momento no qual a Selic atinge patamar mínimo histórico, o ideal é compor uma carteira diversificada entre várias classes de ativos, na qual os percentuais devem ser definidos conforme o perfil de cada investidor. Os critérios preestabelecidos de segurança devem ser igualmente analisados, assim como liquidez e objetivo de retorno. O comportamento da Selic é cíclico, e por isso é preciso estruturar a carteira de investimentos de maneira estratégica para capturar as melhores rentabilidades em meio a esse movimento.

Breve histórico da Selic

A Selic foi criada em 1999 com o objetivo de ser uma de referência para os juros praticados no mercado financeiro. Definida pelo Banco Central a cada 45 dias, ela se tornou instrumento balizador da economia, pois promove estímulos de consumo, com juros mais baixos, e controle da inflação, com juros mais altos.

No ano passado, a postura de diminuição da taxa se intensificou por conta do isolamento social em meio à pandemia, o que impactou todos os setores da economia. Como ferramenta para fomentar a atividade nesse cenário adverso, o Banco Central reduziu os juros com o intuito de amenizar custos de crédito e compensar o baixo nível de atividade econômica.

Novo rumo para os juros

Hoje em 2,75% ao ano, a Selic deve seguir aumentando. A expectativa do mercado financeiro em meados de março era que a taxa básica de juros encerrasse o ano em 3,75%, enquanto a expectativa para a inflação oficial, medida pelo IPCA, estava em 4,60% para o fim de 2021. O percentual consta no boletim Focus (edição de 15/03), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), que reúne a projeção para os principais indicadores econômicos.

Um importante fator que contribui para a expectativa do aumento de inflação e, como consequência da Selic, é a alta do dólar. A moeda americana sobe mais de 7% em 2021 e reflete na alta dos preços da cesta de produtos que forma o IPCA.

Como o cenário muda constantemente, o investidor deve estar sempre atualizado para avaliar potenciais mudanças na sua carteira de ativos com o objetivo de angariar a melhor rentabilidade.