renda fixa

dicas para diversificar os investimentos

Sete dicas para diversificar os investimentos

Sete dicas para diversificar os investimentos 1332 883 SVN Invest

Priscilla Arroyo —

O princípio da diversificação é um dos mais importantes quando o assunto é investimento. Ao diversificar a carteira, o investidor pode melhorar a performance, diminuir a volatilidade e ter melhor previsibilidade dos resultados. 

Conversamos com o Lucas Andreani, sócio e assessor de investimentos na SVN, que listou sete dicas essenciais para ajudar o investidor a ter uma visão mais crítica sobre si mesmo (e os seus objetivos). Dessa maneira, fica mais fácil escolher as opções disponíveis no mercado e ter sucesso na missão de equilibrar os aportes.  

1- Tenha a taxa de juros como aliada

Embora a taxa de juros do Brasil possa ser considerada baixa (a Selic está 2,75% ao ano),  ela ainda é elevada em comparação com outros países em desenvolvimento. Por isso, há oportunidades em renda fixa. O segmento é uma ótima opção para quem quer ter resiliência na carteira e sem a presença da volatilidade.

Há maneiras de diversificar dentro da renda fixa, pois os títulos têm três indexadores: Selic,  inflação medida pelo IPCA e taxa prefixada. 

“A escolha entre essas três opções vai variar muito de acordo com o melhor momento do mercado ou com o perfil do investidor”, diz Andreani. Por isso, é importante contar com a ajuda de um especialista para agregar os produtos mais coerentes de acordo com cada plano de investimento. 

2- Analise os Fundos Imobiliários

O produto possibilita que investidores com pouco capital tenham acesso a grandes empreendimentos imobiliários. Com apenas R$ 100, é possível “comprar” agência bancária, escritórios em grandes metrópoles, hospitais, entre uma enorme gama de opções. 

Dessa maneira, o investidor recebe parte da rentabilidade do aluguel desses imóveis todos os meses na sua conta. Uma vantagem adicional da operação é que o recebimento de aluguel é isento de Imposto de Renda. Na SVN, a corretagem de compra e venda desses ativos também é isenta. 

Outro diferencial de investir em Fundos Imobiliários é que eles são negociados na Bolsa de Valores, e por isso têm liquidez (facilidade de compra e venda das cotas). Do outro lado,  há também uma leve volatilidade, que o investidor tem de estar preparado para lidar.  

3- Avalie renda variável

Aqui é onde estão as maiores opções para rentabilizar a carteira de investimentos. Ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio de uma empresa, e contribui para gerar valor, riqueza e tecnologia. “É um círculo vicioso, um ganha-ganha”, destaca Andreani. 

No entanto,  é nesse mercado que existe a maior taxa de volatilidade. Por isso, é importante ter conhecimento e contar com ajuda especializada para operar no segmento.

4- Considere os fundos Multimercados

São veículos ideais para quem busca se descolar do desempenho dos produtos mais tradicionais do mercado. Os fundos são administrados por profissionais experientes, que podem investir em ativos de renda fixa e renda variável brasileiros e/ou estrangeiros. 

A categoria possibilita um espaço maior para a tomada de decisão do time de gestão, que faz as mudanças com o objetivo de aproveitar ao máximo as mudanças do cenário econômico com o objetivo de melhorar a rentabilidade. Trata-se de um produto que geralmente tem uma leve volatilidade. 

5- Estude sobre Fundos Internacionais   

Os fundos alocados em outros países permitem que o investidor brasileiro aplique em outro mercado, em outra moeda. É o auge da diversificação!

Para mensurar a diferença do mercado externo com o local, vamos considerar o índice norte-americano Nasdaq, que reúne as ações das maiores empresas de tecnologia do mundo. O Nasdaq valorizou 71,6% nos últimos 12 meses (até 26/03). No mesmo período, o Ibovespa subiu 52,09%. 

O dólar, por sua vez, valorizou R$ 14,06% sobre o real no mesmo período, e a sua cotação saltou de R$ 5,02 para R$ 5,74.  

Por meio dos fundos internacionais é possível comprar ativos de renda fixa, multimercado, outras modalidades de renda variável, moedas, entre outras opções. 

6- Considere o Perfil de Investidor

O autoconhecimento não é importante somente para operar o mercado financeiro, mas para tudo o que vamos fazer em nossas vidas. Quem quer entrar no mercado, deve entender exatamente o nível de risco que pode suportar.

Por isso, é importante responder de maneira sincera e objetiva o questionário que vai indicar o grupo de investidores a que pertence cada um ou cada uma: conservador, moderado ou arrojado. 

Trata-se de uma ferramenta indispensável (e por isso obrigatória) para fazer qualquer aporte. Ajuda igualmente o assessor de investimentos a montar a cesta de produtos mais coerente com cada caso, levando em consideração os objetivos e apetite ao risco dos clientes. 

7- Entenda os seus objetivos

Quando o assunto é diversificação, um ponto essencial é levar em consideração os objetivos e os prazos para que as metas traçadas no plano de investimento sejam concluídas. Só assim é possível alcançar uma combinação exata entre rentabilidade e risco.  

Se o objetivo for  fazer uma viagem em 12 meses, não é aconselhável  expor o patrimônio à volatilidade, por exemplo. 

Em outro cenário, se o plano for montar uma carteira para a aposentadoria, então a dica é dar preferência para ativos de longo prazo, que oferecem melhor retorno. O perfil do cliente vai ditar as doses de volatilidade desses ativos. 

“Nós, da SVN, estamos dispostos a encontrar a melhor estratégia para cada cliente. Se você pensa em diversificar e tem mais alguma dúvida, entre em contato conosco. Ficamos felizes de contribuir com essa dica de Páscoa: Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta!”, diz Andreani. 

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Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos 1576 888 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Ter sucesso nos investimentos é resultado de muito estudo e dedicação. Mas não basta saber quais são os melhores ativos para adquirir. É preciso organizar a carteira com um grupo de produtos que tenha potencial de diminuir os riscos e, ao mesmo tempo, elevar os ganhos. Por isso, a diversificação é uma palavra – e uma atitude – chave para quem quer alcançar os objetivos de maneira assertiva quando o assunto é investir.

Para além do mundo financeiro, há um conselho relacionado a essa sabedoria que há muitas décadas permeia conversas de famílias por todo o mundo: “não deixe todos ovos na mesma cesta”. A cesta pode cair e, quebrados, todos os ovos estarão perdidos. O conselho serve para diversas situações.

Diversificação

Como estamos na Páscoa, aproveitamos para relembrar a importância da diversificação em todos os aspectos da vida. Afinal, se colocarmos todos os deliciosos ovos de chocolate na mesma cesta e, por algum motivo a perdemos, ficaremos sem gostosuras para apreciar e presentear, não é mesmo?

A analogia pode ser facilmente usada para a carteira de investimentos. Quando apostamos em um só ativo para alcançar o objetivo, o risco é muito maior. O mercado financeiro passa por mudanças o tempo todo. Um investimento que hoje é visto como uma ótima opção, daqui a algumas semanas ou meses pode trazer perdas inesperadas por conta de algum solavanco do mercado que foge do controle do investidor. Por isso, por mais que um produto ofereça muitas vantagens, ele nunca deve reinar sozinho na carteira.

Renda fixa e renda variável

Para começar a pensar em um grupo harmônico de ativos, é possível identificar algumas opções na renda fixa, o que diminui a volatilidade da carteira e aumenta a sua resiliência. Dar prioridade aos produtos com menor taxa de risco é um bom começo de planejamento para montar a carteira.

O segundo passo é ir aumentando esse grau de risco conforme o perfil de investidor. Se esse perfil for moderado ou arrojado, é possível inserir também algumas alternativas de renda variável, como ativos da Bolsa de Valores ou Fundos Imobiliários.

Após bater o martelo sobre os ativos, o investidor deve definir qual porcentagem vai alocar em cada um dos produtos. Além do equilíbrio entre risco e retorno, é importante pensar no prazo que tem o objetivo do plano de investimento.

Se a meta for levantar recursos para férias, por exemplo, o ideal é que o maior peso da carteira esteja em produtos com vencimento no curto prazo e tenham baixa volatilidade. Mas se o propósito for comprar um imóvel, a parte mais relevante da carteira deve estar em produtos que deem retorno nos médio e longo prazos.

Pensar nessas estratégias para diversificar a carteira é essencial. Há centenas de produtos disponíveis no mercado. Mas o investidor não precisa conhecer todos, pois sempre pode contar com a ajuda de um assessor para construir esse plano com maior solidez.

o que é fundo de investimento

Fundos de investimento: opção para diversificar

Fundos de investimento: opção para diversificar 1334 887 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Fundo de investimento é uma modalidade coletiva de aplicação que reúne o dinheiro de várias pessoas — os cotistas — para investir em uma carteira administrada por um profissional capacitado do mercado financeiro. Esse gestor tem liberdade para aplicar os recursos em diferentes investimentos, dependendo da proposta do fundo. A administração profissional e a diversificação são os principais diferenciais da categoria.

Conheça alguns tipos de fundos:

Renda fixa: apresentam como principal fator de risco a variação da taxa de juros, de índice de preços, ou de ambos. Devem ter pelo menos 80% da sua carteira investida em ativos que estejam relacionados a esses fatores.

Ações: como indica o nome, o objetivo é investir no mercado de ações. Está sujeito à volatilidade natural do segmento no qual deve, no mínimo, 67% do seu patrimônio. Esse percentual pode ser composto igualmente por certificados de depósito de ações e cotas de fundos de ações.

Cambial: o principal fator de risco da carteira é a flutuação do preço da moeda estrangeira, ou a variação de uma taxa de juros chamada de cupom cambial. Devem ter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido nesses ativos. Os Fundos Cambiais de dólar, que buscam acompanhar as variações na cotação da moeda americana, são uma opção para investidores que buscam proteção contra variações cambiais.

Multimercado: Podem investir em diferentes ativos, como renda fixa, câmbio, ações, além de usar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira. Não tem compromisso de concentração em nenhum fator em especial. Pela liberdade de gestão que oferecem, em geral, os administradores buscam rendimentos mais elevados. Por isso, podem ser mais arriscados que outras classes de fundos.

Como investir em um fundo?

O primeiro passo é escolher uma instituição financeira para fazer a aplicação e preencher os documentos solicitados. Depois, é preciso avaliar as opções de fundos e escolher um que esteja coerente com o perfil do investidor. É possível contar com a ajuda de um assessor de investimentos durante esse processo.

Taxas

A taxa de administração é um percentual pago anualmente pelos cotistas sobre o patrimônio do fundo (a soma de todos os recursos aplicados pelo gestor), e pode variar dependendo da instituição financeira e do produto.

Já a taxa de performance, que tem o objetivo de remunerar uma boa gestão, pode existir ou não – a depender do regulamento do fundo – é cobrada duas vezes por ano caso a rentabilidade do fundo supere a de um indicador de referência (benchmark) previamente acordado.

Há também a taxa de saída, que é cobrada do investidor que venda as suas cotas em um prazo inferior ao de resgate padrão do fundo.

Tributação

Há três diferentes categorias de tributação para os fundos:

1- Fundos de ações: alíquota de 15% do Imposto de Renda independente do prazo de aplicação

2- Fundos de curto prazo: compostos por uma carteira de títulos que tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. Alíquota de 22,5% em prazos de aplicação de até 180; acima desse período, 20%.

3- Fundos de longo prazo: compostos por uma carteira de títulos que tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. Alíquota de 22,5% para até 180 dias de investimento; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 a 720 dias; 15% acima de 720 dias.

Come-cotas

Para todos os fundos, menos os de ações, se aplica o sistema de come-cotas no qual a cada seis meses, a Receita Federal recolhe a alíquota devida direto dos fundos. São 20% para Fundos de curto prazo e 15% para fundos de longo prazo.

A tributação dos fundos de investimento também inclui o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele é aplicado em relação ao rendimento dos investimentos com prazo menor de 30 dias. Mas se o dinheiro ficar no fundo por mais de 30 dias, essa cobrança é isenta.

diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos 1576 888 SVN Invest

Priscilla Arroyo —

Ter sucesso nos investimentos é resultado de muito estudo e dedicação. Mas não basta saber quais são os melhores ativos para adquirir. É preciso organizar a carteira com um grupo de produtos que tenha potencial de diminuir os riscos e, ao mesmo tempo, elevar os ganhos. Por isso, a diversificação é uma palavra – e uma atitude – chave para quem quer alcançar os objetivos de maneira assertiva quando o assunto é investir.

Para além do mundo financeiro, há um conselho relacionado a essa sabedoria que há muitas décadas permeia conversas de famílias por todo o mundo: “não deixe todos ovos na mesma cesta”. A cesta pode cair e, quebrados, todos os ovos estarão perdidos. O conselho serve para diversas situações.

Diversificação

Como estamos na Páscoa, aproveitamos para relembrar a importância da diversificação em todos os aspectos da vida. Afinal, se colocarmos todos os deliciosos ovos de chocolate na mesma cesta e, por algum motivo a perdemos, ficaremos sem gostosuras para apreciar e presentear, não é mesmo?

A analogia pode ser facilmente usada para a carteira de investimentos. Quando apostamos em um só ativo para alcançar o objetivo, o risco é muito maior. O mercado financeiro passa por mudanças o tempo todo. Um investimento que hoje é visto como uma ótima opção, daqui a algumas semanas ou meses pode trazer perdas inesperadas por conta de algum solavanco do mercado que foge do controle do investidor. Por isso, por mais que um produto ofereça muitas vantagens, ele nunca deve reinar sozinho na carteira.

Renda fixa e renda variável

Para começar a pensar em um grupo harmônico de ativos, é possível identificar algumas opções na renda fixa, o que diminui a volatilidade da carteira e aumenta a sua resiliência. Dar prioridade aos produtos com menor taxa de risco é um bom começo de planejamento para montar a carteira.

O segundo passo é ir aumentando esse grau de risco conforme o perfil de investidor. Se esse perfil for moderado ou arrojado, é possível inserir também algumas alternativas de renda variável, como ativos da Bolsa de Valores ou Fundos Imobiliários.

Após bater o martelo sobre os ativos, o investidor deve definir qual porcentagem vai alocar em cada um dos produtos. Além do equilíbrio entre risco e retorno, é importante pensar no prazo que tem o objetivo do plano de investimento.

Se a meta for levantar recursos para férias, por exemplo, o ideal é que o maior peso da carteira esteja em produtos com vencimento no curto prazo e tenham baixa volatilidade. Mas se o propósito for comprar um imóvel, a parte mais relevante da carteira deve estar em produtos que deem retorno nos médio e longo prazos.

Pensar nessas estratégias para diversificar a carteira é essencial. Há centenas de produtos disponíveis no mercado. Mas o investidor não precisa conhecer todos, pois sempre pode contar com a ajuda de um assessor para construir esse plano com maior solidez.

o que é debentures?

Renda fixa: conheça as debêntures

Renda fixa: conheça as debêntures 1324 886 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Debênture é uma opção dentro da renda fixa na qual o investidor compra títulos de empresas e é remunerado por esse empréstimo. As regras relacionadas aos prazos e ao tipo da remuneração são conhecidas no momento da aplicação, e os prazos de vencimento costumam ser estendidos — em geral de cinco a quinze anos.

Entre os tipos mais comuns de debêntures, se destacam:

Debêntures simples: são as mais comuns do mercado. Podem oferecer retorno prefixado – ou seja, a taxa de juros é definida no momento da compra. Ou pós-fixado, no qual os juros seguem um indicador de referência como a Selic, a taxa oficial de juros do País. Há também as híbridas, que mesclam esses dois tipos de remuneração.

Debêntures conversíveis: oferecem rendimento igualmente pré, pós-fixado ou híbridas. A diferença é que podem ser convertidas em ações das empresas emissoras dos papéis. Por se tratar de uma operação mais complexa, esse tipo de debênture geralmente está disponível apenas para investidores qualificados, que tem a partir de R$ 1 milhão disponível para aportes.

Debêntures incentivadas: papéis emitidos por empresas que investem no setor de infraestrutura. O montante levantado com a venda desses títulos é usado, por exemplo, para a construção de plantas geradoras de energia, portos ou projetos de administração de estradas.

Por se tratar de empreendimentos que contribuem para o desenvolvimento do País, esses papéis contam com um incentivo fiscal que isenta a cobrança de Imposto de Renda para os investidores. Existem também os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) que seguem regras bem similares às debêntures incentivadas, principalmente no que diz respeito à isenção de imposto de renda. Trata-se de títulos de créditos oferecidos por empresas dos respectivos segmentos. 

Rentabilidade e risco

Além de ser um tipo de aporte que contribui para a diversificação da carteira, as debêntures são, em geral, mais rentáveis em comparação a outras aplicações da renda fixa com prazo de vencimento parecido. Esse acréscimo no retorno reflete o “risco de crédito” elevado do investimento ou a possibilidade de a empresa não honrar os compromissos assumidos.

Conhecer o nível de solidez da empresa pode ajudar a evitar minimizar esse risco. Essa informação pode ser buscada nos relatórios de desempenho econômico das companhias.

Além disso, vale olhar com atenção o prospecto da oferta das debêntures, documento no qual as empresas explicam as condições desses papéis que estão emitindo, com remuneração e prazo. É possível também pedir ajuda a um assessor de investimentos para fazer essas análises.

Garantias

Outro aspecto importante a ser analisado antes de concretizar o investimento são as garantias oferecidas pelos emissores. Há quatro tipos:

Real: oferece como garantia os bens da empresa emissora.

Flutuante: caso a empresa entre em falência, o investidor tem prioridade sobre os outros credores.

Quirografária (sem preferência): em caso de falência, o investidor concorre com todos os demais credores, sem prioridade de ser ressarcido.

Subordinada: na hipótese de liquidação da companhia, a preferência de pagamento se dá apenas em relação aos acionistas.

Imposto de Renda (IR) e taxas

Ao calcular o retorno da aplicação, é importante avaliar as taxas e a incidência de impostos. Entre os custos da operação, há as taxas cobradas por bancos e corretoras. No entanto, um dos principais custos desse tipo de investimento é o IR, que incide sobre os rendimentos e é regressivo. Ou seja, quanto mais tempo durar o investimento, menor é o imposto a ser pago. Se a aplicação durar seis meses, a tributação é de 22,5% sobre os ganhos. Se durar mais de dois anos, esse percentual cai para 15%.

Investimentos que não pagam Imposto de Renda

Investimentos que não pagam Imposto de Renda

Investimentos que não pagam Imposto de Renda 2560 1710 SVN Invest
Por Jhonny Oliveira

O Imposto de Renda (IR) incide sobre os rendimentos de muitos investimentos. Isso deve ser levado em conta no momento de calcular o retorno de uma aplicação. Diversos fatores influenciam nessa avaliação, como o cenário econômico e as projeções e expectativas para o prazo do investimento. É possível que o rendimento líquido – descontado o IR – possa ficar abaixo dos índices econômicos de referência no período. No pior cenário, o investidor pode até ter um juros real negativo (que não superou a inflação) no seu aporte. 

Mas há maneiras de driblar a mordida do leão com a escolha de algumas modalidades de investimentos que têm como principal característica a isenção de IR para pessoa física. Essas aplicações foram estruturadas para estimular o desenvolvimento de determinadas áreas da economia do Brasil à medida que fortalecem o crédito para atividades essenciais, como o agronegócio, a construção civil e a infraestrutura. 

Opções para diversificar a carteira com segurança e isenção fiscal:

Letra de Crédito Imobiliário (LCI): título de renda fixa emitido por uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central. A sua finalidade é aplicar os recursos captados no fomento ao crédito imobiliário. Possui garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA): com dinâmica similar à do LCI, a finalidade desses títulos de renda fixa é estimular o crédito ao agronegócio. O aporte é igualmente garantido pelo FGC para aplicações de até R$ 250 mil. 
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI): são títulos de créditos imobiliários oferecidos por empresas do segmento. Por exemplo, o investidor adquire uma parcela do “pacote” da dívida de longo prazo contraída pelos compradores dos apartamentos de um edifício a ser construído. Dessa maneira, contribui para financiar o empreendimento, permitindo que a construtora – ou incorporadora – antecipe os valores que receberia ao longo do tempo de seus clientes. Essa modalidade é voltada para investidores com perfil moderado de risco, já que não conta com garantia de FGC para o valor investido. 
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA): ofertado por empresas do setor, tem como objetivo financiar projetos do agronegócio. Trata-se de um produto similar ao CRI, que também não conta com garantia de FGC. Por isso, é ideal para investidores com perfil moderado de risco e com horizonte de retorno de médio a longo prazo.
  • Debêntures incentivadas: são títulos de dívida de empresas. Ao adquiri-los, o investidor se torna credor das companhias e recebe por isso uma taxa de retorno acordada no momento da aplicação. Essa remuneração pode estar atrelada ao IPCA (taxa oficial de inflação), CDI ou ser  prefixada. As debêntures permitem que as empresas captem recursos no mercado a um custo menor em comparação aos empréstimos tomados em instituições financeiras. Para o investidor pessoa física, trata-se de mais uma forma de diversificação em renda fixa que traz bons rendimentos. Quando recursos captados têm como destino projetos voltados para infraestrutura, o Governo Federal permite a isenção fiscal sobre os rendimentos, por isso são denominadas debêntures incentivadas. É uma modalidade que não conta com FGC, por isso é importante observar as garantias oferecidas ao financiamento do projeto e as condições financeiras da empresa emissora dos títulos.
  • Fundos Imobiliários (FIIs): é uma modalidade indireta de investimentos no mercado imobiliário, na qual o investidor negocia na Bolsa de Valores as cotas de fundos que aplicam recursos em diversos segmentos do setor, como prédios comerciais, galpões logísticos e industriais, hospitais, shoppings, títulos imobiliários, entre outros. Ao investir em fundos imobiliários, o investidor passa a ter direito a parte dos aluguéis e juros recebidos mensalmente. No longo prazo, o investidor pode se beneficiar também com a valorização das cotas do fundo. Os dividendos recebidos mensalmente (juros e aluguéis) são isentos de IR para pessoa física – caso o fundo seja negociado na Bolsa, tenha mais de 50 cotistas e o investidor não detenha mais de 10% do patrimônio do fundo. Já o ganho de capital realizado na venda das cotas será tributado com alíquota de 20% para o investidor.
  • Ações: Ao comprar ações, o investidor adquire parte das empresas de capital aberto, listadas na Bolsa de Valores. Trata-se de um ativo indicado para investidores com perfil moderado e/ou agressivo, aptos para lidar com a volatilidade. As cotações das ações são bastante sensíveis ao temperamento do mercado e da economia, e isso influencia em tempo real o patrimônio de quem investe. É uma boa opção dentro da renda variável para aqueles que buscam melhores retornos ao longo do tempo.

Para os investidores que realizam vendas de ações menores ou iguais a R$ 20 mil no mês, há isenção do IR sobre o ganho de capital. Para negociações acima desse limite, a alíquota incidente é de 15% em operações iniciadas e encerradas em datas diferentes, que deve ser recolhido via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) até o último dia útil do mês subsequente da realização do lucro. Os dividendos recebidos das empresas pelos investidores são isentos de IR. Já a remuneração via Juros sobre Capital Próprio (JCP) tem alíquota de IR de 15% na fonte. Dividendos e/ou JCP são tipos de remunerações pagas aos acionistas e refletem as opções tributárias das companhias emissoras dos papéis. 

Você aprendeu que:

Os investimentos isentos de IR são, de forma geral, orientados para investidores com horizonte maior de prazo para retorno do capital, pois na renda fixa muitos produtos possuem carências de meses ou anos. Já na renda variável, a flutuação de preços não permite garantir a venda dos ativos em preço igual ou maior ao que foi pago, principalmente no curto prazo. 

Por isso, o ideal é estruturar uma carteira de investimentos que atenda ao perfil específico de cada investidor. Essa estratégia considera as necessidades de recursos imediatos, a parte do patrimônio que pode ser alocado em carência, e o montante separado para estar alocado em produtos que podem sofrer alguma variação negativa, com o objetivo de proporcionar um  retorno maior no longo prazo.