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Erros de investidores

Investimentos que não pagam Imposto de Renda

Investimentos que não pagam Imposto de Renda 2560 1710 SVN Invest
Por Jhonny Oliveira

O Imposto de Renda (IR) incide sobre os rendimentos de muitos investimentos. Isso deve ser levado em conta no momento de calcular o retorno de uma aplicação. Diversos fatores influenciam nessa avaliação, como o cenário econômico e as projeções e expectativas para o prazo do investimento. É possível que o rendimento líquido – descontado o IR – possa ficar abaixo dos índices econômicos de referência no período. No pior cenário, o investidor pode até ter um juros real negativo (que não superou a inflação) no seu aporte. 

Mas há maneiras de driblar a mordida do leão com a escolha de algumas modalidades de investimentos que têm como principal característica a isenção de IR para pessoa física. Essas aplicações foram estruturadas para estimular o desenvolvimento de determinadas áreas da economia do Brasil à medida que fortalecem o crédito para atividades essenciais, como o agronegócio, a construção civil e a infraestrutura. 

Opções para diversificar a carteira com segurança e isenção fiscal:

Letra de Crédito Imobiliário (LCI): título de renda fixa emitido por uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central. A sua finalidade é aplicar os recursos captados no fomento ao crédito imobiliário. Possui garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA): com dinâmica similar à do LCI, a finalidade desses títulos de renda fixa é estimular o crédito ao agronegócio. O aporte é igualmente garantido pelo FGC para aplicações de até R$ 250 mil. 
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI): são títulos de créditos imobiliários oferecidos por empresas do segmento. Por exemplo, o investidor adquire uma parcela do “pacote” da dívida de longo prazo contraída pelos compradores dos apartamentos de um edifício a ser construído. Dessa maneira, contribui para financiar o empreendimento, permitindo que a construtora – ou incorporadora – antecipe os valores que receberia ao longo do tempo de seus clientes. Essa modalidade é voltada para investidores com perfil moderado de risco, já que não conta com garantia de FGC para o valor investido. 
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA): ofertado por empresas do setor, tem como objetivo financiar projetos do agronegócio. Trata-se de um produto similar ao CRI, que também não conta com garantia de FGC. Por isso, é ideal para investidores com perfil moderado de risco e com horizonte de retorno de médio a longo prazo.
  • Debêntures incentivadas: são títulos de dívida de empresas. Ao adquiri-los, o investidor se torna credor das companhias e recebe por isso uma taxa de retorno acordada no momento da aplicação. Essa remuneração pode estar atrelada ao IPCA (taxa oficial de inflação), CDI ou ser  prefixada. As debêntures permitem que as empresas captem recursos no mercado a um custo menor em comparação aos empréstimos tomados em instituições financeiras. Para o investidor pessoa física, trata-se de mais uma forma de diversificação em renda fixa que traz bons rendimentos. Quando recursos captados têm como destino projetos voltados para infraestrutura, o Governo Federal permite a isenção fiscal sobre os rendimentos, por isso são denominadas debêntures incentivadas. É uma modalidade que não conta com FGC, por isso é importante observar as garantias oferecidas ao financiamento do projeto e as condições financeiras da empresa emissora dos títulos.
  • Fundos Imobiliários (FIIs): é uma modalidade indireta de investimentos no mercado imobiliário, na qual o investidor negocia na Bolsa de Valores as cotas de fundos que aplicam recursos em diversos segmentos do setor, como prédios comerciais, galpões logísticos e industriais, hospitais, shoppings, títulos imobiliários, entre outros. Ao investir em fundos imobiliários, o investidor passa a ter direito a parte dos aluguéis e juros recebidos mensalmente. No longo prazo, o investidor pode se beneficiar também com a valorização das cotas do fundo. Os dividendos recebidos mensalmente (juros e aluguéis) são isentos de IR para pessoa física – caso o fundo seja negociado na Bolsa, tenha mais de 50 cotistas e o investidor não detenha mais de 10% do patrimônio do fundo. Já o ganho de capital realizado na venda das cotas será tributado com alíquota de 20% para o investidor.
  • Ações: Ao comprar ações, o investidor adquire parte das empresas de capital aberto, listadas na Bolsa de Valores. Trata-se de um ativo indicado para investidores com perfil moderado e/ou agressivo, aptos para lidar com a volatilidade. As cotações das ações são bastante sensíveis ao temperamento do mercado e da economia, e isso influencia em tempo real o patrimônio de quem investe. É uma boa opção dentro da renda variável para aqueles que buscam melhores retornos ao longo do tempo.

Para os investidores que realizam vendas de ações menores ou iguais a R$ 20 mil no mês, há isenção do IR sobre o ganho de capital. Para negociações acima desse limite, a alíquota incidente é de 15% em operações iniciadas e encerradas em datas diferentes, que deve ser recolhido via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) até o último dia útil do mês subsequente da realização do lucro. Os dividendos recebidos das empresas pelos investidores são isentos de IR. Já a remuneração via Juros sobre Capital Próprio (JCP) tem alíquota de IR de 15% na fonte. Dividendos e/ou JCP são tipos de remunerações pagas aos acionistas e refletem as opções tributárias das companhias emissoras dos papéis. 

Você aprendeu que:

Os investimentos isentos de IR são, de forma geral, orientados para investidores com horizonte maior de prazo para retorno do capital, pois na renda fixa muitos produtos possuem carências de meses ou anos. Já na renda variável, a flutuação de preços não permite garantir a venda dos ativos em preço igual ou maior ao que foi pago, principalmente no curto prazo. 

Por isso, o ideal é estruturar uma carteira de investimentos que atenda ao perfil específico de cada investidor. Essa estratégia considera as necessidades de recursos imediatos, a parte do patrimônio que pode ser alocado em carência, e o montante separado para estar alocado em produtos que podem sofrer alguma variação negativa, com o objetivo de proporcionar um  retorno maior no longo prazo. 

Erros de investidores

Erros comuns de investidores iniciantes para evitar em 2020

Erros comuns de investidores iniciantes para evitar em 2020 2560 1710 Thomas Mendes

Como investidores iniciantes podem evitar erros na hora de investir?

Investidores iniciantes geralmente possuem várias dúvidas acerca dos primeiros investimentos, isso acontece pela imprevisibilidade do mercado financeiro e a vontade de ter sucesso e resultados a curto prazo.

No entanto, é importante ressaltar que há um trajeto que o investidor precisa trilhar até encontrar os investimentos mais rentáveis e que estejam alinhados aos seus objetivos.

Os maiores erros cometidos pelos investidores iniciantes estão nesse estágio, já que grande parte deles não compreende que resultados eficientes estão mais relacionados ao comportamento do investidor do que a época em que se investe.

Por isso listamos os equívocos mais comuns dos investidores iniciantes, para que você consiga analisar suas ações e mudá-las enquanto há tempo. Confira!

Desconsiderar o perfil de investidor 

perfil de investidor representa o nível de risco que você está disposto a aceitar em troca de resultados, ou seja, ele vai nortear seus objetivos e estratégias para realizar os melhores investimentos de acordo com este nível.

Os investidores iniciantes geralmente acabam esquecendo esse fator tão importante e por isso acabam fazendo investimentos errados. Conhecer o perfil de investidor é entender que vários fatores são considerados para esta definição, como os objetivos, momento da vida e como você lida com risco de perdas no investimento.

O perfil de investidor pode ser classificado em 3 tipos, sendo eles:

Perfil Conservador

Perfil de pessoas que escolhem investir pouco, correr riscos menores e, consequentemente, ganhar menos, porém mesmo assim estar sempre lucrando. Na maioria dos casos o investidor conservador prefere não perder dinheiro do que se expor ao risco de poder ganhar ou perder. O investidor conservador é aquele que prefere estar atrelado a algum benchmark (ponto de referência), como o CDI, que é aquele que rege os títulos bancários; ou o IPCA, que mede a inflação. Títulos que já garantem uma rentabilidade pré-fixada também são a preferência dos mais conservadores.

Perfil Moderado

Perfil de pessoas que aceitam correr riscos para ter mais lucro, porém não abandonam totalmente a segurança. O perfil moderado de investidor é para aqueles que já entendem a importância da diversificação. Já não se contentam mais com investimentos conservadores de renda fixa e partem para outras classes de investimentos. Um investidor moderado já sabe que é bom se proteger de cenários de crise em troca de rentabilidade. Já tem uma ou outra exposição em renda variável, porém ainda tem a maior parte de seu patrimônio em bons ativos de renda fixa.

Perfil Agressivo

Perfil de pessoas que assumem riscos altos em busca de maiores resultados. Investidores de perfil agressivo têm uma boa vivência e experiência com investimentos. Já passaram por diversas modalidades de investimentos e possuem conhecimento daquilo em que estão investindo. Em geral, um investidor agressivo não tem benchmarks como CDI e IPCA para se apoiar pois optam, na maioria das vezes, por ativos de renda variável. Também chamados de arrojados, esses investidores tem mais apetite por risco levando em consideração a famosa frase: “quanto maior o risco, maior a rentabilidade”. 

Ao descobrir seu perfil, você consegue observar em quais ativos deve ou não investir. Os investidores iniciantes esquecem dessa definição e acabam frustrados por perder dinheiro. Por isso, para descobrir seu perfil, converse com algum assessor de investimentos e não cometa esse erro.

Não ter um objetivo traçado

Todos nós temos metas e sonhos que queremos alcançar. Realizar uma viagem dos sonhos com a família, adquirir um novo imóvel, comprar aquele carro tão desejado, deixar um patrimônio mais robusto para a família…

Para se investir é necessário saber o porquê de se estar investindo. Não é apenas o dinheiro pelo dinheiro. Não ter um objetivo traçado e motivos para aplicar seu dinheiro vai tornar as tomadas de decisão mais complicadas, desde definições de estratégias até em qual ativo investir.

Seu objetivo também ajuda uma meta de valor mais específica, e se torna muito mais fácil entender em quanto tempo você pode chegar naquele valor.

Procure se questionar sobre o que pretende conquistar com esse investimento e onde deseja chegar com o lucro ganho. Lembre-se sempre de que seus objetivos precisam estar alinhados com sua realidade financeira.

Analisar as possibilidades de negócio e considerar o que espera ter a curto, médio e longo prazo são fundamentais. Além disso, pensar na reserva de emergência, levando em consideração imprevistos na sua trajetória de investidor é importante tanto para investidores iniciantes quanto experientes. 

Tratar investimentos como apostas

Investidores iniciantes tendem a achar que investimentos são como apostas. Por isso, há muita frustração quando se quer lucrar muito rápido com investimentos arriscados, sem nenhum estudo e análise de perfil.

Aplicações financeiras não são infalíveis e muita gente acaba esquecendo disso, tratando todo e qualquer resultado como um golpe de sorte. Investimento é coisa séria e por isso estudos sobre ações devem ser realizados antes de investir.

Além disso, existem inúmeras modalidades de investimentos além de ações. Você não precisa “investir” em algo com 50% de chance cair e 50% de chance de subir. 

Você pode fazer um mix com títulos bancários, créditos privados isentos de imposto de renda, fundos de investimentos de diversas classes e separar uma pequena parte da sua carteira para um investimento em ações e ativos de renda variável. 

Não investir na própria educação financeira

Para ter um retorno eficiente, investidores iniciantes devem buscar por informações do mercado financeiro, conhecer o cenário de investimentos e entender sobre finanças para se fazer boas aplicações.

Geralmente, investidores iniciantes ou de primeira viagem procuram por assistência com assessores de investimentos, que auxiliam no entendimento do mercado de ações e conseguem te orientar onde investir.

Se recusar a ter uma educação financeira pode trazer prejuízos nos investimentos feitos de forma aleatória e sem estratégias.

Para ter um retorno eficiente e constante ao longo do tempo, investidores que estão começando agora devem buscar por informação: entender sobre mercado financeiro, conhecer o cenário macro entender sobre finanças pessoais para se fazer boas aplicações.

A SVN percebeu há 12 anos atrás que os clientes com resultados mais expressivos eram aqueles que aprendiam com cursos, palestras e outros conteúdos. Investidores com conhecimento tendem a ter melhores resultados e consequentemente a serem e estarem mais satisfeitos.

Se recusar a ter uma educação financeira constante pode te deixar fora de oportunidades de novos investimentos, pode te passar uma falsa impressão sobre a sua rentabilidade e te colocar em papéis com o risco incompatível com o seu perfil de investidor.

Pressa em atingir resultados

A sede por resultados mais rápidos é um dos maiores inimigos dos investidores iniciantes, que acabam sendo surpreendidos pelas oscilações do mercado de ações

Investimentos são voláteis e isso pode significar perdas e ganhos em um curto espaço de tempo, por isso é essencial diversificar os investimentos e contar com a visão de especialistas para conseguir alinhar sua expectativa com a realidade dos fatos.

Mas o que caracteriza exatamente curto, médio e longo prazo? Depende do investidor! O que para mim é curto prazo pode ser longo prazo para você. 

Entender quais são os seus objetivos te trará segurança, espaço para diversificação na sua carteira e oportunidades de ganho com ativos de diferentes vencimentos.

O que ocorre é o seguinte: muitas vezes o investidor não sabe que o investimento que acabou de adquirir tem um vencimento mais longo que seus planos e um resgate antecipado o fará tomar uma penalidade sobre os seus rendimentos. 

Um exemplo disso são os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), muito comuns para novos investidores funcionam desta forma, que possuem um vencimento e uma taxa de rentabilidade já estabelecida no momento da contratação. 

Não diversificar os investimentos

Para evitar grandes perdas, diversificar os investimentos é fundamental. Independente do seu perfil é importante fazer essa diversificação em renda fixa e variável, para que consiga construir um patrimônio mais sólido e conseguir atingir seu objetivo.

Ao investir em diferentes ativos, você pode reduzir as perdas de investimento, mas para que isso aconteça de forma eficiente as aplicações devem estar de acordo com seu perfil.

Investidores iniciantes podem considerar vantajoso investir em apenas um ativo, no entanto, se a estratégia der errado é provável que os prejuízos sejam bastante amargos.

Já ouviu aquele ditado: “divida os seus ovos em cestas diferentes”? 

Isso quer dizer que se você colocar todos os seus ovos em apenas uma cesta e por acidente, esta cair, você perderá todo seu patrimônio. Agora, se você dividir seus ovos em múltiplas cestas e uma delas cair, as outras ainda te darão bons omeletes, ovos mexidos, bolos e quem sabe até uma nova galinha para te dar mais ovos.

Da mesma forma funciona a sua carteira de investimentos. Diversificar entre as diferentes classes de investimentos, além de poder melhorar a sua rentabilidade, pode te proteger caso a bolsa caia, caso os juros caiam ou caso a inflação suba demais.

No entanto, a diversificação tem que fazer sentido. Existe um ponto ideal de diversificação para cada carteira de investimentos. Um erro comum entre os novatos é comprar ativos que são negativamente correlacionados. Um exemplo o disso é índice Ibovespa e o dólar: a tendência é que quando o Ibovespa suba, o dólar caia e vice versa.

Não entender os riscos na qual você está inserido

Mesmo que seu perfil seja agressivo, é importante escolher onde investir de forma cuidadosa já que todos os investimentos oferecem algum tipo de risco. Mesmo que as estratégias estejam se encaminhando bem e que os erros cometidos no passado não sejam cometidos novamente, não se pode descuidar da segurança.

Não analise somente o retorno do investimento, veja também qual é o risco que você está aceitando. Investidores iniciantes tendem a esquecer de que não há garantias que um ativo vá conseguir ter a rentabilidade que deseja.

Existe risco em qualquer tipo de aplicação. Até mesmo ativos de Renda Fixa possuem seus riscos específicos. O importante é saber em qual risco você está inserido. 

Procure ajuda especializada para investir

Para conseguir encontrar e fazer os melhores negócios, procurar por assessores de investimentos pode ser a solução mais viável para investidores iniciantes, já que terão todas as informações sobre o mercado financeiro, além de serem acompanhados e orientados para tomarem as melhores decisões.

A SVN conta com uma equipe especializada para te auxiliar desde os seus primeiros investimentos. Com um portfólio com mais de 400 produtos para investir bem, você conseguirá ter uma boa diversificação visando os melhores resultados.

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