Quanto rende o Tesouro Direto?

19 de janeiro de 2022 EconomiaÍndicesInvestimentos Básico

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Quanto rende o Tesouro Direto?

Beatriz Lopes* —

O Tesouro Direto é um título público, emitido pelo Governo Federal. Na prática, funciona da seguinte maneira: o investidor empresta dinheiro para o governo e recebe juros de remuneração pelo empréstimo. 

Esses títulos oferecem rentabilidade superior à poupança e são tão seguros quanto, pois têm risco soberano. Isso porque o investidor só perde o dinheiro caso o País entre em falência. A modalidade ainda conta com o amparo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em aplicações de até R$ 250 mil.

Os títulos do Tesouro são investimentos em renda fixa, voltados, principalmente, para investidor de perfil conservador – que busca ganhos reais (acima da inflação), apesar da baixa rentabilidade, para não correr grandes riscos. Entretanto, é uma ótima opção para quem busca fazer uma reserva de emergência, independente de qual seja o perfil.  

A partir do momento que um título do Tesouro Direto é comprado, o investidor está emprestando o dinheiro ao emissor do papel – neste caso, o Governo. Em troca, é dada uma remuneração na forma de juros, pelo período em que o recurso ficou emprestado. 

Títulos de Tesouro Direto

Prefixado

O título prefixado possui a rentabilidade anual fixada no momento em que está sendo adquirido. Sendo assim, o investidor sabe o valor do rendimento a ser resgatado.

Tesouro Selic

São títulos pós-fixados – o rendimento vai variar durante o período da aplicação. A rentabilidade é atrelada à Taxa Selic – taxa básica de juros, que hoje está em 7,75% ao ano, ou à inflação, que acumula alta de 10,25% nos últimos 12 meses. Este título também tem liquidez diária e permite resgate imediato.

Tesouro IPCA

É um título híbrido – mistura de prefixado com pós-fixado. Então, uma parte da rentabilidade está atrelada à inflação, medida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a outra, já é determinada no momento  da  compra. Sendo assim, esses títulos oferecem rendimento igual à variação da inflação mais uma taxa prefixada de juros.

Vantagens 

Facilidade – Para aplicar no Tesouro Direto, basta ter acesso à internet e conta em banco ou corretora de valores.

Segurança – Por ser um investimento emitido pelo Governo, o órgão máximo do País, a possibilidade de quebra é muito baixa. Isso garante baixo risco e alta segurança na aplicação.

Liquidez Diária – O resgate do Tesouro Direto pode ser feito a qualquer momento, o que permite flexibilização do investimento – podendo ser usado como reserva de emergência, aposentadoria ou para compra de imóvel. Isso porque o próprio governo faz a recompra dos títulos diariamente, e o dinheiro fica disponível na conta em um dia útil. 

Acessibilidade – O investimento permite aplicações mínimas a partir de R$ 30,  o que o torna acessível para qualquer tipo de investidor. 

Desvantagens 

Taxas e Tributos – O  Tesouro Direto possui cobrança de taxa e/ou tributação feita de acordo com o valor investido e o prazo de aplicação. É incidente no Imposto de Renda (IR), cobrado por meio de uma tabela regressiva – quanto mais tempo o investimento ficar aplicado, menor é o valor a ser pago. São necessários dois anos para alcançar a alíquota mínima de 15%.

Risco de Venda – Os preços dos Títulos variam de acordo com as oscilações das taxas básicas de juros. Portanto, há o risco de resgatar um  valor menor do que o que foi pago, caso seja necessário um resgate antecipado. 

Quanto rende o Tesouro Direto?

O rendimento do Tesouro Direto varia de acordo com as categorias do investimento. Além disso, a rentabilidade anual varia de acordo com a inflação ou a Taxa Selic. O tempo em que a aplicação estará disponível deve ser igualmente levado em consideração.

No site do Tesouro Direto, é possível fazer as simulações para cada uma das categorias – Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA+ e Tesouro Selic. Com R$ 50 je é possível fazer um aporte.  

Primeiro, o investidor precisa ter em mente qual será seu objetivo com a aplicação – aposentadoria, imóvel ou veículo novos, estudos, reserva de emergência, viagem, entre outros. Depois, saber em quanto tempo pretende deixar o dinheiro sendo investido – se a curto, médio ou  longo prazo. 

É possível ter uma ideia do retorno por meio do simulador do site do Tesouro. No entanto, as opções mudam diariamente, por isso vale sempre buscar a ajuda de um assessor para escolher a melhor opção dentro de um cenário específico. 

Os Títulos disponíveis para curto e médio prazo são: Tesouro Prefixado 2024, Tesouro IPCA+ 2026 e Tesouro Selic 2024. Eles têm rentabilidade anual de 12,13%, 5,15% e 0,1122%, respectivamente. 

Se o investidor aplicar R$ 10 mil nessas mesmas modalidades e sem aporte mensal, ele irá resgatar:

Tesouro Prefixado 2024 – R$ 12.806,61

Tesouro IPCA+ 2026 – R$ 14.118,22

Tesouro Selic 2024 – R$ 12.244,35

As simulações acima são os valores líquidos, já descontados a tributação do IR e da taxa de administração da B3.

Como investir no Tesouro Direto

Sabendo qual o título mais indicado para o investidor, é só começar a aplicar. De forma simples e segura, seguem os passos:

1- Abrir uma conta 

Instituições financeiras – bancos ou corretoras de valores – dão a possibilidade de investir no Tesouro Direto. Basta abrir uma conta e solicitar o cadastro junto ao Tesouro Nacional. 

2- Cadastro no Tesouro Nacional

Depois disso, um e-mail com senha provisória será enviado para o cliente, que deve acessar a plataforma e atualizar a senha. Assim, terá acesso restrito.

3- Escolha do Título

Como já citado anteriormente, há três opções de títulos públicos à venda: os  prefixados, os pós-fixados e os indexados à inflação. O investidor deverá escolher a opção de investimento de sua preferência, de acordo com seu perfil  de investidor, valor de aporte e objetivos. 

4- Começar a investir

Após a escolha do título, é preciso definir o valor que deseja investir e transferir o dinheiro para a instituição financeira, que emitirá uma ordem de compra – disponível na plataforma. 

A mesa de renda fixa da SVN conta com profissionais qualificados, aptos para aconselhar as melhores estratégias de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor. Entre em contato com um dos nossos assessores e simule sua aplicação no Tesouro Direto. 

*Sob supervisão de Priscilla Arroyo