Previdência Privada: Como planejar a aposentadoria?

08 de julho de 2021 Investimentos Básico

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Previdência Privada: Como planejar a aposentadoria?

Beatriz Lopes

Pensar em aposentadoria remete à idade mais avançada na qual a energia para fazer as atividades do dia a dia já não é a mesma. É um momento que vai chegar mesmo que exista muito esforço envolvido para adiá-lo, como ginástica e boa alimentação. Por isso, é importante se preparar para curtir essa fase da vida com tranquilidade e segurança. Aproveitar para descansar, estar perto da família e longe do trabalho.

Para facilitar essa missão, existem modelos de investimentos pré-moldados conhecidos como ‘Previdência Privada’.

Embora não exista um momento certo para começar o plano de Previdência Privada, os especialistas são unânimes ao aconselhar:  “Como todo investimento a longo prazo, quanto antes começar, melhor”, afirma a assessora de investimentos da SVN, Paola Escobar. A Previdência Privada é um dos instrumentos mais conhecidos para garantir a aposentadoria. 

Dentre as diversas opções de previdência ofertadas por instituições financeiras, o assessor de investimentos pode indicar qual é a melhor para cada pessoa, de acordo com o perfil e a renda mensal.  

Há os planos abertos, oferecidos pelas instituições financeiras, que podem ser adquiridos por qualquer pessoa, e são supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). E os planos fechados, exclusivos para atender funcionários ou associados de empresas.

Dentro desses planos, existem dois tipos que são os mais comuns entre os investidores:  Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), sendo esse o mais popular, já que é feito por pessoas declaram o Importo de Renda de maneira simplificada. A escolha do tipo é influenciada de acordo com a declaração de Imposto de Renda do investidor. 

PGBL 

  • indicado para quem faz a declaração de Imposto de Renda completa;
  • permite a redução de até 12% dos rendimentos tributáveis na base do IR;
  • tributação com base no montante real resgatado.

VGBL

  • indicado para quem faz a declaração do IR simplificada;
  • IR incide apenas sobre os ganhos do capital;
  • não inclui benefícios fiscais.

Os assessores realizam uma análise do cliente antes de dar qualquer recomendação. Para isso alguns fatores são observados, como a renda anual, o tipo de declaração do Imposto de Renda, idade/tempo em que o valor será resgatado, entre outros.

Paola Escobar aconselha ao investidor dar preferência por planos de previdência que ofereçam maior diversificação dos ativos. Outros benefícios são a ausência de come-cotas e a portabilidade entre planos – que não exigem resgate para novas estratégias. 

Alternativas à Previdência Privada

Para além desses planos, a assessora pontua alguns outros investimentos que podem servir de alternativa para quem tem em mente a aposentadoria. “Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), carteira de ações a longo prazo, dividendos e até mesmo produtos de renda fixa são opções”, afirma. 

Há também a opção de montar uma carteira diversificada que tenha como objetivo a aposentadoria. Entretanto, há a opção de diversificar a carteira com vários tipos de investimentos. Isso vai depender, no entanto, do apetite ao risco e planos de longo prazo de cada pessoa. Há cestas de investimentos mais conservadoras ou arrojadas. 

Ao conhecer a história e as metas do investidor – assim como o seu perfil de investimento- o assessor pode montar um plano para garantir uma boa rentabilidade na aposentadoria.

“A regra básica quando pensamos em um plano alternativo de investimentos para a aposentadoria é diversificar e dividir os tipos de ativos”, diz Paola. Ela não descarta, no entanto, as possibilidades que o plano de Previdência Privada, que podem complementar os objetivos.