Onde investir em meio às incertezas

29 de novembro de 2021 InvestimentosMercados Básico

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Onde investir em meio às incertezas

Beatriz Lopes* — 

O Brasil enfrenta um período de grande instabilidade política e, consequentemente, econômica. A eleição presidencial de 2022 é um dos fatores que já estão sendo assombrados no presente e refletindo no futuro, com as taxas de juros aumentando. 

O Ibovespa – principal índice da Bolsa de Valores (B3) – acumula perda de 13,43%. A Selic, taxa básica de juros, está em 7,75% ao ano, com expectativa de alta até 8,75% até dezembro deste ano. Já a inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), tem alta acumulada de 10,25% nos últimos 12 meses. 

Claro que, analisando este cenário, os investimentos, tanto de renda fixa como os de renda variável, são impactados diretamente. As oscilações e variações de liquidez, afetam o bolso do investidor. Por isso, neste momento, é necessário ter cautela para investir. 

Onde aplicar seus investimentos?

Leonardo Morales, sócio-diretor da SVN Gestão, parceira da SVN Investimentos, indica, para este momento, uma carteira diversificada, com combinação de ativos que compactuam com o perfil de risco, objetivo e horizonte de tempo de cada investidor.  

O especialista indica procurar deixar uma porcentagem em ativos na Bolsa de Valores. “É lá que estão os vencedores”, ele aponta para as empresas que possuem destaque no mercado, como a Vale (VALE3), Assaí (ASAI3), Suzano (SUZB3F) e Tim (TIMS3). 

“É importante ter uma parcela de renda variável ligada a commodities, e diversificá-las também. E outra parcela em setores defensivos – como energia elétrica, supermercados, telefonia, etc – para se proteger do cenário de incertezas”, diz.

Isso porque mesmo que a economia esteja em um momento desfavorável, estas empresas continuam a vender seus produtos e serviços. As ditas “vencedoras” são aquelas que possuem menos dívidas, e têm boa quantia de dinheiro em caixa para eventuais emergências, distribuem dividendos e ainda contam com potencial de crescimento. Por isso as ações estão, na maioria das vezes, favoráveis para aplicações.

Já em renda fixa, a outra porcentagem a ser inserida na carteira, está na parte de ativos indexados à inflação – Certificado de Depósito Bancário (CDB) e Certificado de Depósito Interbancário (CDI), por exemplo. 

Leonardo ressalta a importância de deixar uma outra parcela para a reserva de emergência, que pode ser deixada em ativos com liquidez diária, como o CDB e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Para que, caso seja necessário o resgate imediato, o investidor não sofra muitas perdas e perca tempo com burocracias. 

Outro ponto destacado pelo gestor, são os Títulos do Tesouro Direto. Estes títulos públicos, atrelados à Taxa Selic – que hoje está em 7,75% ao ano – e à inflação – que acumula alta de 10,25% nos últimos 12 meses -, são recomendados para deixar o dinheiro “parado” durante um período de tempo, apenas rendendo. Para, quando resgatado, poder ser usado para outras aplicações. 

Para o gestor, aplicar em diferentes ativos é viável pois, quando um está em baixa, outro está em alta. “Manter um portfólio para que, quando tudo estiver correndo bem, ganhar um  pouco. E, quando estiver mal, não perder tanto. Para isso é preciso equilibrar o portfólio de tal forma para que o investidor tenha um retorno adequado ao risco”. 

FOF

Os Fundos de Fundos (FOF) funcionam como uma aplicação financeira que reúne recursos de vários investidores para negociação de cotas de outros fundos. Assim, atingem variação de ativos de maneira mais simples.

Eles funcionam como qualquer outro fundo de investimento – os investidores aplicam o recurso de acordo com seu perfil de risco, e o gestor realiza as operações. Porém, com a diferença de que o gestor não escolhe os ativos finais para investir, e sim fica voltado para o desempenho dos outros fundos.

A SVN está criando um Fundo de Fundo (FOF), para ter uma carteira diversificada de fundos, e poder investir diversificadamente, de forma com que os fundos estejam correlacionados. 

O gestor vê que esta possibilidade de aplicação na carteira também é favorável para que os investidores possam obter lucro mesmo dentro de um cenário de incertezas.

Investimentos Internacionais

Dentro deste cenário de incertezas no mercado financeiro brasileiro, opções no exterior se tornam viáveis em vista da valorização de moedas estrangeiras ante o real. Como é o caso do dólar, que opera em alta de 7,28% ao ano.

Por este motivo, o gestor ainda indica investir em ativos internacionais, principalmente em ETFs (Exchange Traded Funds) e BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Assim, é possível acessar empresas com fundamentos sólidos, como a Apple – que o valor de mercado é o triplo de todas as ações do Ibovespa juntas. 

A SVN conta com profissionais qualificados, aptos para aconselhar as melhores estratégias de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor. Entre em contato com um dos nossos assessores e diversifique sua carteira de investimentos.

*Sob supervisão de Priscilla Arroyo