O que são fundos DI?

03 de novembro de 2021 EconomiaInvestimentos Básico

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O que são fundos DI?

Beatriz Lopes* — 

Os fundos DI (Fundos de Renda Fixa Referenciados – DI) estão entre as mais conhecidas opções de investimentos conservadores do mercado financeiro brasileiro. Como um fundo de renda fixa, eles oferecem liquidez, rendimento e segurança nas aplicações. 

E, como um fundo referenciado, sua rentabilidade acompanha um indicador específico – o benchmark –, assim o objetivo de rendimento deve alcançar esse indicador. No caso dos fundos DI, é o CDI (Certificados de Depósito Interbancário) e a Selic. Ou seja, a rentabilidade está ligada a estes indicadores. 

Sendo assim, os gestores destes fundos investem em títulos de renda fixa pós-fixados que acompanham as variações dos juros brasileiros. Por exemplo, títulos públicos do Tesouro Direto atrelados à Selic ou em títulos privados de baixo risco. 

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) determina que os fundos DI precisam ter uma carteira de, no mínimo, 95% em títulos públicos atrelados à taxa Selic. Isso para que os rendimentos sejam bem próximos ao índice de referência.

Vantagens dos fundos DI

Desvantagens dos fundos DI

  • Não possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
  • Taxas
  • Tributação

Como funcionam os fundos DI?

Rentabilidade – Os títulos dentro do fundo são indexados ao CDI, desse modo a rentabilidade tende a ser uma porcentagem dessa taxa. O retorno é similar à remuneração de outros produtos de renda fixa, como os CDBs. E, diferente da poupança, os fundos DI têm rentabilidade diária.

Liquidez – A liquidez diária dos fundos DI também é conhecida como D+1 – ao pedir o resgate, os investidores têm o dinheiro creditado até o próximo dia útil. Também existem fundos desse tipo com liquidez imediata (ou D+0), em que o resgate é feito no momento do pedido.

O prazo de carência, que é um período mínimo no qual o investidor não pode solicitar o resgate, quase não é solicitado. Entretanto, a liquidez deve estar descrita no fundo.

Custos – O custo do fundo DI é, basicamente, a taxa de administração. Isso porque os fundos possuem uma gestora que cobra pela administração da carteira. Quanto maior for a taxa, menor será a rentabilidade líquida obtida com o investimento, pois possuem um impacto direto sobre o retorno da aplicação

A taxa de administração é um percentual anual que incide sobre o valor total do investidor dentro do fundo. No entanto, é cobrada de maneira proporcional diariamente.

Tributação – Como na maioria dos títulos de renda fixa, há duas cobranças: o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o Imposto de Renda. 

O pagamento do IR é feito no momento do resgate e segue a tabela regressiva – de 22,5%, para prazos menores, até 15%, para prazos maiores.

E têm a incidência do come-cotas, que funciona como um adiantamento para o IR. A cobrança acontece duas vezes ao ano –  maio e novembro -, com uma alíquota de 15% de imposto em cima da rentabilidade do período. Sendo assim,  a cada 6 meses, uma quantia proporcional é retirada dos rendimentos do investidor.

Para aplicações de até 30 dias, é cobrado também o IOF.

A mesa de renda fixa da SVN conta com profissionais qualificados, aptos para aconselhar as melhores estratégias de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor. Entre em contato com um dos nossos assessores.

*Sob supervisão de Priscilla Arroyo