O que é ESG? Entenda a relação da sigla com investimentos

03 de dezembro de 2021 Bolsa de valoresESGÍndices Básico

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O que é ESG? Entenda a relação da sigla com investimentos

Beatriz Lopes* —

A sigla vem do inglês Environmental, Social and Governance – traduzido para português, Ambiental, Social e Governança – e se refere às práticas sustentáveis de uma empresa dentro desses segmentos. O ESG também é usado para mostrar quanto um negócio busca maneiras de minimizar o impacto sócio-ambiental, com ações que impactam positivamente no meio ambiente e dão retorno para a sociedade.

Nos investimentos, a tríplice serve como critério de análise de sustentabilidade, além dos índices financeiros tradicionais para determinar o valor de uma empresa. Os princípios da ESG na análise das ações se baseiam em fatores voltados para o bem-estar da população, manutenção ambiental e melhora na qualidade de vida como um todo.

Fatores que compõem o ESG

Ambientais – uso de recursos naturais, emissões de gases de efeito estufa (CO2, gás metano), eficiência energética, poluição, gestão de resíduos e efluentes;

Sociais – políticas e relações de trabalho, inclusão e diversidade, engajamento dos funcionários, treinamento da força de trabalho, direitos humanos, relações com comunidades, privacidade e proteção de dados.

Governança – independência do conselho, política de remuneração da alta administração, diversidade na composição do conselho de administração, estrutura dos comitês de auditoria e fiscal, ética e transparência.

Como funcionam os investimentos ESG

Como já é conhecido entre os investidores, a decisão de investimentos tradicionais é baseada em segurança, retorno e liquidez. Os investimentos em ESG seguem a mesma fórmula, mas levando em consideração os principais fatores da modalidade – ambiental, social e governança. 

Ou seja, as práticas adotadas pela empresa por meio destes fatores adicionais  influenciam diretamente no seu peso dentro do pregão na Bolsa, nos valores de suas ações.

Há diferentes formas de investir em ESG no mercado financeiro. Uma das opções são os Fundos de Fundos (FoF) – em que parte do capital é direcionado a ações sustentáveis – e os investimentos em Renda Fixa. De acordo com a B3, em 2020, havia 14 debêntures e seis Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRAs), que juntos valiam quase R$ 6 bilhões em investimentos de ESG.

A modalidade também permite a emissão de títulos de dívida – os Títulos Temáticos ESG – com o intuito de atrair recursos para causas e projetos que possuem um impacto socioambiental. Estes títulos são divididos de acordo com o propósito, sendo eles:

  • Títulos Verdes (Green Bonds) – são para os investimentos referentes à energia renovável, prevenção e controle de poluição, conservação da biodiversidade etc.;
  • Títulos Sociais (Social Bonds) – são os investimentos destinados a projetos de geração de empregos, segurança alimentar, inclusão social, infraestrutura básica etc.;
  • Títulos de Sustentabilidade (Sustainability Bonds) – são investimentos em  projetos que unem as ações verdes e sociais – socioambiental. 

Mas, as empresas que visam atingir as metas ESG podem emitir os Sustainability Bonds se seguirem as métricas de sucesso – Key Success Indicator (KPIs), em inglês. Como atingir 100% da energia renovável até 2025 e reduzir em 30% as emissões de gases do efeito estufa até 2040.

A equipe da SVN prioriza a relação próxima com as pessoas, famílias e empresas para buscar as melhores estratégias de acordo com os objetivos e perfil do investidor. Para mais informações, entre em contato com um dos nossos assessores. 

*Sob supervisão de Priscilla Arroyo