O que é CRI?

01 de fevereiro de 2022 AssessoriaInvestimentos Básico

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O que é CRI?

Boris Bellini* –

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são títulos de renda fixa lastreados em créditos imobiliários. Sua função é representar a promessa de receber um pagamento no futuro. Para o tomador pode ser vantajoso, já que adianta o recebimento do dinheiro. O investidor, quando pessoa física, conta com isenção do Imposto de Renda.

Devido ao desenvolvimento do mercado de capitais, têm surgido diversas formas de organizar demandas de tomadores nas estruturas de CRIs. As operações ocorrem tanto de maneira direta quanto por meio da emissão de debêntures. Esse tipo de certificado se tornou uma estrutura muito comum para operações em que há, de fato, um laço imobiliário. Isso se deve à profundidade que esse mercado atingiu com o desenvolvimento dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).

São operações que oferecem benefícios fiscais e, dessa forma, as taxas ficam mais atrativas. Além disso, há reembolso de custos imobiliários e podem ser utilizados contratos entre uma holding patrimonial e uma empresa operacional. Todas essas características possibilitam maior flexibilidade. 

Geralmente, quando a assessoria monta uma operação, a demanda do cliente se concentra em estender o prazo e diminuir o custo. É dentro dessa dinâmica que entram produtos com isenção. Atualmente, a maioria das empresas que possuem ao menos um contrato de locação conseguem estabelecer operações com CRIs. 

Vantagens de investir em CRI

O investimento em certificado de recebíveis é livre de Imposto de Renda e de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A rentabilidade oferecida aos investidores é líquida – nenhum valor precisa ser descontado dela. Geralmente, a taxa de administração também não é cobrada de quem aplica em CRI e CRA (Certificado de Recebíveis Agrícolas).

Para tornar os investimentos mais atraentes, não é raro serem oferecidos retornos melhores que os encontrados no Tesouro Direto. E há três tipos de rentabilidade. 

  • Prefixada: o investidor já sabe desde o início o quanto irá ganhar.
  • Pós-fixada: os retornos são estipulados a partir de um indicador, como o CDI ou a Selic.
  • Atrelada à inflação: neste caso, uma parte dos certificados é prefixada e a outra pós-fixada, de acordo com a variação da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).

É importante atentar ao período de duração de cada certificado. Alguns levam poucos anos, outros passam de 10. Caso o investidor precise deixar a operação antes do vencimento, é possível vender o CRI ou o CRA no mercado secundário, porém, a liquidez costuma ser baixa. Além disso, esses ativos não contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Investimentos como LCI, LCA, CDBs e poupança são cobertos pelo fundo, que restitui até R$ 250 mil a cada investidor, caso a instituição responsável por emitir o papel passe por problemas financeiros.

A mesa de renda fixa da SVN conta com profissionais qualificados para aconselhar as melhores estratégias de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor. Entre em contato com um dos nossos assessores.

*Sob supervisão de Priscilla Arroyo