Mês do orgulho LGBTQIA+: SVN contempla a diversidade

30 de junho de 2021 InvestimentosSobre a SVN Básico

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Mês do orgulho LGBTQIA+: SVN contempla a diversidade

Priscilla Arroyo*

Variados gêneros, etnias, idades, vivências. Diversidade. Contemplar as diferenças é uma prática que a sociedade do século XXI se propôs a fazer. Esse exercício está presente dentro das casas – nas conversas familiares -, nas ruas (ao menos até antes da pandemia), e também nas empresas. Na SVN, o tema ganha espaço no mesmo ritmo acelerado de crescimento do escritório. Neste ano, até julho, foram inauguradas cinco unidades, e o montante assessorado ultrapassa R$ 9 bilhões. 

A expansão também pode ser mensurada pelo quadro de 265 colaboradores. Toda semana entra ao menos uma pessoa nova na equipe, e o departamento de Recursos Humanos está atento para contemplar cada vez mais diversidade nas contratações. Os mais de 10 mil clientes são, naturalmente, diversos. Por isso, neste mês do orgulho LGBTQIA+ – que abre ainda mais espaço para reflexões sobre a importância do respeito e da igualdade – a SVN faz uma homenagem aos clientes que levantam essa bandeira.

Luiz e Luis se conheceram em há 12 anos. Namoraram por alguns meses e logo casaram. Foram morar juntos em uma confortável casa no interior de São Paulo, onde criam os seus sete filhos caninos. Luis com ‘s’, 27 anos mais velho que o marido, deu o norte à relação. “Aconselhei meu companheiro a contar sobre a sua opção sexual para a família”, diz Luis Moreira**, que investe com a SVN há cerca de dois anos. Ele apostou no caminho da transparência para viver este amor.

Embora tenham enfrentado alguns momentos delicados durante o processo de aceitação dos familiares, o tema foi superado e hoje a harmonia prevalece. Para alcançar este momento de tranquilidade, Luis não apenas saiu, mas “escancarou o armário”. Filho de uma família tradicional portuguesa, ele adotou a estratégia de nunca fingir ser quem não era. “Sempre que tinha festa em casa, levava os meus amigos gays“, diz. Um dia, alguns drinks a mais, ele beijou um amigo, e a cena foi flagrada pelo pai, que não pronunciou uma única palavra.

A reação se deu alguns dias depois, por meio de um primo, escolhido como porta-voz para tratar do tema. Durante um almoço, esse primo replicou para Luis a frase que o pai preferiu não falar para evitar confrontos. “Se você casar com uma mulher, te dou o que quiser”. A resposta foi incisiva: “Diz pra ele que a minha felicidade não tem preço”. A partir deste dia, ele assumiu publicamente a sua opção sexual. “Tinha vinte e poucos anos. Foi uma ruptura bem importante na formação da minha personalidade. E minha família acabou aceitando”.

Entre viagens, a carteira de investimentos é atualizada

Como administrador de imóveis, Luis pode trabalhar de qualquer lugar, assim como o companheiro, que é fotógrafo. Escolheram a vida de nômades digitais, embora passem também longos períodos na chácara no interior de São Paulo onde mantém uma horta e cozinham pizza no forno a lenha. É em momentos de tranquilidade como esse que ele aproveita para atualizar a carteira de investimentos com Rodrigo Zauner, sócio da SVN e premiado pela XP como o melhor assessor do Brasil.

“Comparo a nossa relação com um casamento pela confiança que tenho no Rodrigo”, brinca. “Ele faz os planos de investimento e eu concordo. Estou super satisfeito com o retorno das aplicações”. Luis é especialista em administrar imóveis físicos, um dos principais negócios da família. “Mas confesso que em relação a ativos financeiros ainda tenho muito a aprender”. 

Zauner começou a relação com Luis há cerca de um ano por indicação das irmãs. “Foi a primeira família que atendi na SVN”, diz. “Tenho muito carinho por todos”.

Um drible no preconceito

O casal passa uma temporada nos Estados Unidos. Além do sossego e da temperatura agradável do sul da Flórida, eles comemoram a liberdade de não terem que encarar olhares preconceituosos. “Aqui me sinto mais respeitado como pessoa”, diz. Ele conta que quando terminou de construir a casa dos seus sonhos e mudou com o marido para Penápolis – cidade do interior de São Paulo que tem pouco mais de 60 mil habitantes – teve de lidar com muito preconceito velado. 

Luis e Luiz dividem a vida há 12 anos. Eles moram em uma chácara no interior de São Paulo onde criam os seus sete filhos caninos

“No começo as pessoas nos aceitavam pela nossa condição financeira. Nossos recursos formaram um escudo para o preconceito”, afirma. “Hoje, com a convivência, isso mudou. Somos respeitados pelas pessoas que somos, independente do dinheiro”. ‘No entanto, nos sentimos mais confortáveis nos Estados Unidos ou na Europa, em Portugal, por não termos de lidar com nenhuma forma de preconceito”.

Em busca de conforto social

Daiane e Priscila dividem o mesmo sobrenome, “Sena”. Compartilham também casa,  rotina, sonhos e alianças. Juntas há uma década, por coincidência (ou não), elas também estão nos Estados Unidos. Moram há dez anos em Atlanta, Geórgia. Se conheceram em uma festa, em São Paulo, e nunca mais se desgrudaram. “A Priscila já morava fora, e me convidou para visitá-la. Aqui estamos há uma década”, conta Daiane Sena, cliente da SVN há quase dois anos.

Construíram juntas patrimônio e identidade. “Desde criança já me identificava com mulheres no sentido amoroso. Escondi isso da minha família por medo, levou anos para falar abertamente sobre o assunto”, conta Daiane. Na oportunidade de ir para outro país ela encontrou o espaço que buscava para viver de maneira mais leve. “Foi a melhor decisão que tomei. Aqui pude ser quem sou, nunca sofri preconceito. Nos sentimos muito acolhidas”, afirma. 

Elas dividem o tempo entre o trabalho na Amazon e a administração da empresa de limpeza que fundaram e que está em pleno crescimento. Elas trabalharam com muita disciplina na última década e, agora que alcançaram os 30 anos, retomam o fôlego para pensar em planos para o futuro. Ter filhos e voltar para o Brasil são seus maiores objetivos. As duas metas estão atreladas à segurança financeira, por isso o tema ganhou relevância na vida do casal, especialmente no último ano.

Investimento como caminho para alcançar sonhos

Foi em meados de março do ano passado, quando começou a pandemia, que Daiane decidiu se dedicar mais a estudar maneiras de melhorar o rendimento das suas economias. “Era atendida por outro escritório, mas não estava satisfeita. Foi então que conheci o Zauner e não pensei duas vezes antes de mudar para a SVN”, diz. 

As primeiras conversas já serviram para iluminar o caminho do planejamento financeiro do casal. “O Zauner nos deu várias dicas, abriu a nossa mente. Entendi que poderia participar ativamente da estratégia sobre o que fazer com o meu dinheiro e dividir isso com um assessor para otimizar o planejamento”, afirma. Hoje elas são atendidas por Eduardo Porto, que também é sócio da SVN Investimentos. 

“A relação com eles me estimulou a tomar mais risco, me sinto segura para isso. Na prática, aumento gradativamente a parcela de aportes na renda variável”, diz. Para alcançar esse grau de maturidade no tema investimentos, Daiane teve de lidar com o erro de ter vendido muitos papéis negociados na Bolsa de Valores brasileira durante o primeiro movimento de baixa que refletiu as incertezas do mercado após o anúncio da pandemia. 

“Depois vi essas mesmas ações subirem mais de 100%. Isso me fez entender a dinâmica do mercado. Aceito o risco para alcançar mais rápido os meus objetivos”, afirma. “Estou com o psicológico preparado para enfrentar momentos de instabilidade. Aqui tenho também alguns investimentos em criptomoedas e Fundos de Índices”.

Planos para o futuro

A aproximação com o mundo das finanças e o esforço para entender a dinâmica do mercado têm motivo. “Buscamos a liberdade financeira com o intuito de voltar para o Brasil e poder ser quem somos. Desde quando cheguei aqui, nunca mais coloquei os pés no meu país natal”, diz Daiane. O anseio de criar os filhos com o apoio da família em meio à cultura brasileira, que consideram mais rica, é o principal incentivo para alcançar esse objetivo.

Priscila e Daiane vivem há 10 anos nos Estados Unidos, mas querem voltar para ter filhos no Brasil

Mesmo com essa sensação de segurança material e de estar no caminho certo, elas não temem ter de enfrentar possíveis preconceitos no dia a dia. “O Brasil evoluiu em alguns aspectos nos últimos dez anos. Mas imagino que ainda teremos de pensar duas vezes para andar de mãos dadas nas ruas”, diz Daiane. Na cidade de Atlanta (Geórgia), elas se sentem à vontade para fazer isso em lugares frequentados pelo público LGBT. “Mas evitamos nos abraçar quando vamos a restaurantes tradicionais ou visitamos bairros habitados por idosos”, diz Daiane.

Ela acredita que essa é uma questão mais pessoal do que da sociedade . “Sigo trabalhando também as minhas barreiras internas, que foram edificadas ao longo de toda a minha vida”, diz. Ao acompanhar as notícias e a movimentação nas redes sociais do Brasil, ela imagina que o País ainda seja palco de muita descriminação não só em relação ao homossexualismo, mas também a raças e culturas.

Brasil evolui em relação ao preconceito?

Luis, que alterna temporadas no Brasil com visitas a diversos países, é incisivo em responder que “a sociedade brasileira ainda tem muito para evoluir quando o assunto é preconceito”. “Observo isso no ambiente de negócios, mas também em outros grupos ligados, inclusive, à cultura. São inúmeras hipocrisias que temos de lidar no dia a dia”, afirma.

Daiane acredita em uma mudança, mas no longo prazo. “Para acabar com o preconceito, é preciso incorporar a diversidade na educação, nas casas e nas escolas”, afirma. “Não é isso que acontece com o Brasil hoje. Estamos apenas no começo do processo, em um tempo de conscientização. Por isso, acho que a nossa geração não vai presenciar essa mudança”, diz. Luis pensa parecido. Para ele, o movimento das empresas passarem a apoiar o tema da diversidade pode – e deve- contribuir muito para essa evolução. 

“Fico muito feliz com a atitude da SVN em abordar o assunto. Além da credibilidade, esse histórico faz muita diferença para nós, e acredito que seja assim para muitos outros clientes”, diz Luis. 

Não se trata de um movimento isolado. O mundo dos negócios está mudando, se moderniza para acompanhar a evolução da sociedade.  As maiores companhias do País e do mundo colocam este tema no topo da lista de prioridades. O movimento pode ser mensurado por números. Um levantamento da Blend Edu – startup brasileira que promove ações educacionais em prol da diversidade -, feito com 45 empresas brasileiras de grande porte, aponta que 73% desse grupo considera o tema “diversidade “na sua cultura e/ou no planejamento estratégico.

A SVN acompanha o movimento e contribui para essa jornada de superação de todos os preconceitos.

*Colaborou Beatriz Lopes.

** Sobrenome fictício, cliente prefere não se identificar