26 de novembro de 2018 - 15:21

Info Money – Um dos principais tenistas do Brasil, Bruno Soares investe bem o dinheiro que ganha

SÃO PAULO – “Uma experiência fantástica e uma emoção que eu nunca senti em uma quadra de tênis”. Assim o tenista Bruno Soares descreve sua participação nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, há pouco mais de um mês. Um dos atletas mais vitoriosos do tênis brasileiro pegou carona no calor da torcida e junto com o parceiro Marcelo Melo eliminou os sérvios Novak Djokovic e Nenad Zimonjic nas oitavas de final do torneio de duplas. Para aqueles que não são tão familiarizados com o esporte, Djokovic é nada menos que o líder do ranking de simples da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).
“A atmosfera para nós brasileiros no Rio estava indescritível”, disse Soares, em entrevista exclusiva ao InfoMoney. Após a vitória sobre os sérvios, a dupla perdeu para os romenos Florin Mergea e Horia Tec nas quartas de final e deu adeus ao sonhado ouro olímpico. Apesar da frustração por não conquistar uma medalha em casa, Bruno saiu realizado. “Mais uma vez chegamos perto da medalha (nas Olimpíadas de Londres a dupla também parou nas quartas de final). Mas os momentos que vivemos lá vão ficar guardados para sempre”, afirma o tenista.

O caminho até a sua segunda olimpíada não foi simples. As primeiras raquetadas foram aos cinco anos, quando morava no Iraque com a família – o pai viajava muito a trabalho e o atleta morou em diversas cidades diferentes quando criança. Depois que voltou para o Brasil ele continuou treinando e aos 9 anos já jogava os primeiros campeonatos infantis de tênis. Os resultados foram aparecendo e aos 18 anos ele decidiu que iria viver do esporte. “Ser um atleta profissional é um grande desafio, é uma batalha diária. Tem uma época da carreira que você precisa de um investimento grande e é difícil conseguir patrocínio quando ainda está começando”, lembra. “No início da carreira não tem glamour nenhum, você precisa jogar em torneios menores. Tem dificuldade de viajar com treinador, tudo é muito caro. Mas você está correndo atrás de um sonho”, continua o tenista.

Toda dedicação e esforço foram recompensados e Bruno é considerado um dos melhores duplistas brasileiros da história do esporte – hoje ele ocupa a 5ª colocação no ranking de duplas da ATP. No dia 10 de setembro, poucas semanas após as Olimpíadas, Bruno foi campeão de duplas do US Open com o britânico Jamie Murray. Pela conquista, os dois dividiram um prêmio de US$ 625 mil (US$ 312,5 mil para cada um). Este foi o segundo Grand Slam que Bruno e Murray ganharam este ano – em janeiro eles ficaram em primeiro lugar no Australian Open – e o quinto na carreira do brasileiro, todos no torneio de duplas.

 

O dinheiro recebido pela vitória nos Estados Unidos fez com que o mineiro atingisse um total de US$ 3,68 milhões (cerca de R$ 12 milhões pela cotação atual do dólar) em prêmios ao longo dos 16 anos de carreira – apenas Gustavo Kuerten e Thomaz Bellucci ganharam mais do que isso na história do tênis brasileiro. Além das premiações em torneios, o atleta também conta com apoio de empresas que o patrocinam. “Quanto mais visibilidade você tem, maior é o interesse no seu trabalho”, diz.

Nesta altura da carreira, com uma vida financeira já bem estabelecida, ele admite que o maior desafio agora é a agenda cheia de compromissos e viagens constantes por conta dos torneios que participa. “É preciso abrir mão de muitas coisas. Viajo 42 semanas por ano, então fico muito longe da minha família. Acho que esse é o maior desafio de um tenista profissional”, afirma.

Com talento inegável segurando a raquete, Bruno também não faz feio na hora de investir o dinheiro que ganha nas quadras mundo afora. Engajado no mundo financeiro, ele gosta de acompanhar os investimentos e faz questão de escolher os melhores produtos para fazer render seu capital. Aos 24 anos o atleta passou a se interessar mais pelo mercado financeiro e em 2009 decidiu começar a investir com a SVN Investimentos, escritório com sede em Maringá credenciado da XP Investimentos, uma das maiores instituições financeiras do país. Para Bruno, ter à disposição uma oferta diversificada de produtos financeiros é fundamental na hora de escolher as aplicações mais rentáveis. “Tenho acesso a um leque muito grande de investimentos na plataforma. Já troquei minhas aplicações inúmeras vezes, mas tudo que eu procurava sempre estava disponível, o que faz muita diferença”, diz.

O tenista tem um perfil de risco moderado e está sempre de olho no que está acontecendo na economia. “Não sou nem conservador, nem tão agressivo. Eu tento aproveitar o momento. Dependendo da situação econômica do país você tem que ir se adaptando”, diz. Bruno afirma que costuma diversificar bastante suas aplicações, aproveitando a disponibilidade que encontra na instituição financeira. “Já investi em ações, fundos multimercados, fundos de ações, LCI (Letras de Crédito Imobiliário), títulos do Tesouro Direto. De tudo um pouco. Eu vou tentando acompanhar o momento financeiro do país”, revela.

Mesmo quando está viajando ele não deixa de acompanhar sua carteira de investimentos. “A internet facilita muito as coisas, você pode acessar de qualquer lugar”. Além disso, ele gosta de se manter sempre bem informado sobre o mercado financeiro e os principais acontecimentos econômicos. “Sou um leitor assíduo de sites financeiros. Gosto de estar sempre bem atualizado”, comenta.

O atleta pretende jogar profissionalmente até 2020. Faltando cerca de quatro anos para a aposentadoria, ele já se planeja financeiramente e aproveita para poupar e investir uma boa parte daquilo que ganha. Na preferência do atleta estão produtos que garantam um bom retorno, mas que também tenham liquidez. “Procuro fazer meus investimentos em fundos e outros investimentos com um bom rendimento, mas que se eu precisar não fique com o dinheiro ‘travado’”, afirma. Ele sabe que quando parar de jogar profissionalmente perderá imediatamente sua principal fonte de renda. “Assim que eu me aposentar minha renda vai de “X” para zero. Isso muitas vezes é um choque para o atleta. Então eu tenho consciência dos meus gastos e faço um controle financeiro, porque não ter esse tipo de preocupação quando eu parar de jogar”, conclui o tenista.

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