Fundos de investimento: opção para diversificar

o que é fundo de investimento

Fundos de investimento: opção para diversificar

Fundos de investimento: opção para diversificar 1334 887 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Fundo de investimento é uma modalidade coletiva de aplicação que reúne o dinheiro de várias pessoas — os cotistas — para investir em uma carteira administrada por um profissional capacitado do mercado financeiro. Esse gestor tem liberdade para aplicar os recursos em diferentes investimentos, dependendo da proposta do fundo. A administração profissional e a diversificação são os principais diferenciais da categoria.

Conheça alguns tipos de fundos:

Renda fixa: apresentam como principal fator de risco a variação da taxa de juros, de índice de preços, ou de ambos. Devem ter pelo menos 80% da sua carteira investida em ativos que estejam relacionados a esses fatores.

Ações: como indica o nome, o objetivo é investir no mercado de ações. Está sujeito à volatilidade natural do segmento no qual deve, no mínimo, 67% do seu patrimônio. Esse percentual pode ser composto igualmente por certificados de depósito de ações e cotas de fundos de ações.

Cambial: o principal fator de risco da carteira é a flutuação do preço da moeda estrangeira, ou a variação de uma taxa de juros chamada de cupom cambial. Devem ter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido nesses ativos. Os Fundos Cambiais de dólar, que buscam acompanhar as variações na cotação da moeda americana, são uma opção para investidores que buscam proteção contra variações cambiais.

Multimercado: Podem investir em diferentes ativos, como renda fixa, câmbio, ações, além de usar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira. Não tem compromisso de concentração em nenhum fator em especial. Pela liberdade de gestão que oferecem, em geral, os administradores buscam rendimentos mais elevados. Por isso, podem ser mais arriscados que outras classes de fundos.

Como investir em um fundo?

O primeiro passo é escolher uma instituição financeira para fazer a aplicação e preencher os documentos solicitados. Depois, é preciso avaliar as opções de fundos e escolher um que esteja coerente com o perfil do investidor. É possível contar com a ajuda de um assessor de investimentos durante esse processo.

Taxas

A taxa de administração é um percentual pago anualmente pelos cotistas sobre o patrimônio do fundo (a soma de todos os recursos aplicados pelo gestor), e pode variar dependendo da instituição financeira e do produto.

Já a taxa de performance, que tem o objetivo de remunerar uma boa gestão, pode existir ou não – a depender do regulamento do fundo – é cobrada duas vezes por ano caso a rentabilidade do fundo supere a de um indicador de referência (benchmark) previamente acordado.

Há também a taxa de saída, que é cobrada do investidor que venda as suas cotas em um prazo inferior ao de resgate padrão do fundo.

Tributação

Há três diferentes categorias de tributação para os fundos:

1- Fundos de ações: alíquota de 15% do Imposto de Renda independente do prazo de aplicação

2- Fundos de curto prazo: compostos por uma carteira de títulos que tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. Alíquota de 22,5% em prazos de aplicação de até 180; acima desse período, 20%.

3- Fundos de longo prazo: compostos por uma carteira de títulos que tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. Alíquota de 22,5% para até 180 dias de investimento; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 a 720 dias; 15% acima de 720 dias.

Come-cotas

Para todos os fundos, menos os de ações, se aplica o sistema de come-cotas no qual a cada seis meses, a Receita Federal recolhe a alíquota devida direto dos fundos. São 20% para Fundos de curto prazo e 15% para fundos de longo prazo.

A tributação dos fundos de investimento também inclui o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele é aplicado em relação ao rendimento dos investimentos com prazo menor de 30 dias. Mas se o dinheiro ficar no fundo por mais de 30 dias, essa cobrança é isenta.