Etherium, a maior concorrente do Bitcoin?

26 de agosto de 2021 Investimentos Básico

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Etherium, a maior concorrente do Bitcoin?

Felipe M. Piller –

Hoje existem mais de 11 mil moedas virtuais sendo negociadas de maneira descentralizada e sem lastro dentro da plataforma blockchain – espécie de livro-caixa virtual capaz de armazenar todas as trocas entre os ativos sem espaço para fraudes. A mais conhecida delas é a pioneira, Bitcoin, que surgiu em 2008. 

Cada moeda virtual é programada de uma maneira particular, e essa programação possibilita que ela tenha alguma utilização para além de um ativo de troca financeira (compra e venda). 

A Etherium (negociada com o ticker ETH) possibilita os contratos digitais inteligentes – são contratos capazes de se cumprir por si só, formalizando a negociação entre duas partes. A tecnologia possibilita a execução dos programas sem interferência, fraude ou censura. 

Por esse motivo o Ethereum é chamado de “web 3.0” ou nova internet. Ele viabiliza a existência de uma internet inteligente com programas e plataformas que operam de maneira independente e segura. 

Algumas das maiores instituições financeiras do mundo já entenderam o potencial dessa tecnologia. O Banco Santander, por exemplo, foi o primeiro banco brasileiro a emitir um título utilizando a blockchain do Ethereum em 2019. Já o Banco Europeu de Investimentos (BEI) estuda um projeto para precificar € 100 milhões em títulos registrados na rede Ethereum.

Por todos esses motivos, muitos investidores acreditam que o valor do Ether irá passar a Bitcoin no futuro. Especialistas apontam que o Bitcoin seria como um “ouro digital”. Já o Ether é utilizado como moeda nas transações feitas no Etherium. “Quanto maior a demanda por serviços digitais descentralizados, maior será o preço do Etherium”, diz Samir Kerbage, CTO da Hashdex, gestora especializada em cripto ativos em palestra na Expert XP 2021.

Atualmente, o Bitcoin, que tem participação de 43,9% no mercado de cripto, tem um volume de negociação diário aproximado de US$ 904 bilhões, mais que o dobro do Ethereum. Em abril deste ano, o Bitcoin alcançou  valor de mercado acima de US$ 1 trilhão, e manteve o patamar por uma semana.

De acordo com o especialista em blockchain e criptoeconomia, Rocelo Lopes, o mercado tradicional tem perdido a timidez com criptomoedas. Rocelo é um minerador de Bitcoin, programador e dono de exchange – empresa que possibilita aos clientes comprar e vender criptomoedas. “Demorou onze anos para o Bitcoin chegar a um trilhão, acredito que em 12 meses, ele chegue a US$ 2 trilhões”, afirma Rocelo em entrevista ao site seudinheiro.

O ETH, que hoje tem a fatia de 18,1% do segmento, também mostra a sua força. Em setembro de 2020, a moeda era negociada a R$ 1,7 mil. Atualmente, ela é negociada por pouco mais de R$ 17,8 mil. Um salto de 1000% do seu valor.

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