Como saber se um investimento é viável ou não?

Não é tão simples definir se um investimento no mercado financeiro é bom ou ruim. São vários tipos de aplicações disponíveis em bancos e corretoras de valores. Quando se fala sobre uma aplicação financeira, se quer dizer a compra de um ativo (ação ou título, por exemplo) com o objetivo de alcançar um rendimento por determinado período. Por isso, antes de qualquer definição é preciso levar em consideração alguns pontos, como tempo que se pretende deixar o dinheiro aplicado, quantia que se deseja aplicar, expectativa de rendimento e motivo do investimento.

Por isso, é muito importante ter a assessoria de um profissional especializado. O assessor de investimentos da SVN, maior escritório credenciado à XP Investimentos no Paraná, Joseph Ebiner Neto explicou que a economia brasileira, e até mesmo as de outros países, não são tão estáveis e isso interfere no mercado financeiro. “Isso significa que o investimento que é considerado bom hoje, pode não ser daqui há alguns meses, alguns anos. Por exemplo, o CDI não é tão rentável quando começa a cair as taxas de juros. Então, uma das funções do assessor de investimentos é acompanhar a carteira do cliente, sempre analisando, quinzenalmente e mensalmente, se determinado ativo que fazia sentido quando foi feita a aplicação, ainda está em alta ou se é preciso trocar por outros investimentos com maior rentabilidade”, considerou o assessor.

Neto disse que um investimento avaliado como bom hoje, daqui dois ou três anos, pode não estar mais em alta. “Depende muito do que vai acontecer na economia no país, nos rumos da política, enfim, todos os fatores que influenciam o mercado devem ser analisados. O nosso papel é fazer esse acompanhamento, e ter uma carteira de investimentos ajustada com os interesses do cliente para que  sempre tenha a melhor rentabilidade possível, dentro do perfil e objetivos, para que os resultados sejam alcançados”, afirmou.

Segundo o assessor de investimentos, Hugo Guerreiro Ferrari, antes de considerar um investimento como bom ou ruim, é preciso identificar o perfil do investidor, saber se é conservador ou agressivo, se está disposto a correr riscos ou não. “Boa parte dos brasileiros são acostumados com renda fixa, que tem dois principais grupos de investimentos – emissão bancária e crédito privado. Todo investimento relacionado à infraestrutura, agronegócio ou setor imobiliário é isento de Imposto de Renda para pessoa física. No caso de pessoa jurídica esse tipo de investimento vai pagar alíquota mínima de 15% de imposto de renda”, comentou Ferrari.

O assessor da SVN acrescentou que outra variável a ser considerada é a questão de tempo. “Quando você coloca o dinheiro em uma aplicação com mais liquidez, o mercado vai pagar uma taxa menor de rendimento. Enquanto se você faz aplicações de prazos maiores, a remuneração é maior dentro da renda fixa. O que vai interferir também é a plataforma. Se você tiver dentro de um banco só vai ter acesso aos produtos daquela instituição financeira. Já se o investidor optar por uma plataforma de investimentos como a XP, consegue ter acesso a diferentes tipos de ativos, não só em renda fixa como renda variável. Você vai ter à disposição os fundos de investimentos, que pode ser de renda fixa, de multimercado ou ainda de ações. Assim, a gente vai avaliar se um fundo é bom ou ruim, comparando com o benchmarking, que é um processo de comparação de produtos. Por isso estamos sempre atentos à movimentação de mercado para encontrar as melhores oportunidade de investimentos para os clientes”, ressaltou.

*Hugo Guerreiro Ferrari – bacharel em Ciências Contábeis pela UEM. Atua no mercado financeiro há um ano e quatro meses e há três anos se tornou assessor de investimentos da SVN Investimentos.

*Joseph Ebiner Neto – bacharel em Contabilidade pela Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí. É assessor de investimentos da SVN Investimentos há oito meses.

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