Como garantir o futuro dos filhos?

02 de junho de 2021 Dia das Mães basico

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Como garantir o futuro dos filhos?

Priscilla Arroyo

As mães já estão preocupadas com o futuro dos filhos até mesmo antes de eles nascerem. Não raro, elas se perguntam olhando para as suas barrigas de grávida: “vai ser saudável? será uma boa pessoa? será inteligente?”. O estoque de questionamentos é infindável. Para essas perguntas, é difícil cravar certezas. Mas as mães sempre buscam alguma garantia. Por isso, farão o que estiver ao seu alcance para assegurar o bem estar das suas crianças.

Como estratégia para driblar as subjetividades da vida, as famílias estão se dedicando  cada vez mais a colocar em prática o planejamento de investimentos com horizonte de  longo prazo, que traz maior segurança e melhores rendimentos. 

“Parece óbvio dizer isso, mas o passo mais importante é começar”, diz Lidiane Tavares, assessora de investimentos da SVN. A dica é guardar a maior quantia de dinheiro possível no começo do mês. As mães mais cautelosas podem optar por fazer um plano de previdência privada logo depois do nascimento.

Mas é essencial que o planejamento financeiro garanta a tranquilidade de toda a família. Por isso, a primeira atitude é a mesma para toda família investidora: separar o montante equivalente à soma de cinco salários dos pais para montar a reserva de emergência. Esse dinheiro deve ser direcionado para aplicações que ofereçam baixo risco e condições para serem resgatados a qualquer momento.

Como o horizonte da reserva de emergência é curto prazo, a quantia pode ser aplicada em ativos pós-fixados – como no Tesouro Selic, que tem garantia soberana e acompanha a alta da taxa básica de juros, de 3,50% ao ano. As famílias que optarem por ter reservas também no longo prazo, devem preferir ativos indexados à inflação que possibilitem ganho real, acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).  

Essa é a base de um plano de investimento. Depois, os pais podem buscar maior potencial de rentabilidade ao montar uma carteira mais rebuscada, que possibilite dividir os recursos entre ativos pós-fixados, prefixados, atrelados à inflação, da renda variável, em fundos multimercado ou fundos internacionais. O percentual de alocação em cada uma dessas categorias muda de acordo com o perfil do investidor.

Separamos algumas sugestões de carteiras que replicam a tolerância ao risco do investidor ou da família. 

Fonte: XP Investimentos/SVN. Arte: Caio Junior

É essencial o apoio de um assessor de investimentos para montar as carteiras, por diversas razões. A primeira delas, é que a carteira não é fixa, os percentuais alocados devem ser ajustados de maneira recorrente para acompanhar os movimentos do mercado e as mudanças de objetivos da família. 

“A gente começa a trabalhar o objetivo inicial, e conforme o cliente vai atingindo essas finalidades, vamos trocando as aplicações para que o cumprimento das próximas metas aconteça de maneira mais eficiente”, diz Tavares. 

Outra contribuição essencial do assessor é mostrar que existem caminhos para melhorar a rentabilidade com exposição moderada ao risco. “Para o cliente que não quiser entrar diretamente na bolsa, os fundos de ações, geridos por profissionais, podem ser opções”, afirma Tavares. Ela ressalta que, diante da instabilidade política e econômica do Brasil, os fundos atrelados ao dólar servem como um componente de proteção na carteira. 

Mas antes de pensar e repensar estratégias e possibilidades, o importante é começar a investir. Não é segredo que os brasileiros têm dificuldade de se lançar nessa missão.  Essa realidade só vai mudar por meio da educação. “Por isso, sempre ressaltamos para mães e pais a importância de ensinar os filhos a guardar dinheiro”, diz Tavares. Motivar os pequenos a poupar é a base da formação de um excelente investidor no futuro.

Feliz dia das mães!