Como conquistar a Renda Passiva?

18 de novembro de 2021 AssessoriaInvestimentos Básico

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Como conquistar a Renda Passiva?

Beatriz Lopes —

O ano de 2021 começou com a taxa de juros Selic a 2%, a menor da história do mercado financeiro brasileiro. Ao longo dos meses, a economia foi se deteriorando, e as incertezas aumentaram. Um velho fantasma do País veio à tona: a inflação. A estratégia do governo para conter a alta dos preços foi elevar a Taxa Selic, que, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada no fim de outubro, ficou em 7,75%.

A taxa impacta diretamente em investimentos que a utilizam como índice de referência. Principalmente os ativos de renda fixa, como os títulos atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e os papéis do Tesouro Direto, como o “Tesouro Selic”. 

Ou seja, em meio ao ciclo de alta dos juros, os investimentos conservadores se tornam mais atrativos. 

Mas o que isso tem a ver com a renda passiva?

Investidores de perfil conservador que possuem como objetivo viver de renda passiva, encontram melhores opções de aplicações neste momento de alta da Selic. 

Para Jhonny Oliveira, assessor da SVN Investimentos, é necessário analisar o perfil do investidor conservador na essência, ou seja, o limite do risco que a pessoa aceita se expor e também a expectativa de tempo que o cliente planeja atingir o seu objetivo. 

“Quando falamos de renda passiva, precisamos definir com o investidor se é uma renda que ele precisa sacar num curto prazo (que tenha liquidez), ou se ele admite arcar com um prazo maior para a retirada. Quanto mais tempo o recurso ficar aplicado, maior vai ser o resultado no longo prazo, pois há incidência de juros sobre juros”, explica. 

Olhando para este cenário, Oliveira reafirma o foco nos títulos associados à inflação – CDI e Selic -, e nos títulos pré-fixados. “Estamos nos posicionando em Selic e em CDI, principalmente. Pensamos em CDBs com taxas de 110% a 120% do CDI, que vão ter uma carência específica, mas que vão acompanhar essa evolução da taxa naturalmente de acordo com o percentual definido”.

A liquidez trabalha a favor do investidor conservador nessas aplicações de longo prazo, isso porque a liquidez é a capacidade que o investimento possui em ser convertido em dinheiro. Em alguns casos, ela até é oferecida como um  tipo de reserva de emergência. “Caso o cliente queira resgatar uma quantia antes do período determinado, podemos tirar da onde deixamos em liquidez. Do CDB ou do Tesouro Selic com resgate diário. O investidor fica com a sensação de que resgatou os juros, mas na prática, ele resgatou a liquidez”.

Carteira Recomendada SVN 

A head de Private e Produtos da SVN, Virgínia Benetti, disponibiliza uma carteira de investimentos na qual agrupa os produtos que acha mais interessantes no cenário atual. Oliveira aponta as opções mais viáveis para o investidor que visa aumentar o patrimônio para alcançar a renda passiva

Ele destaca os fundos pós-fixados: Ibiúna Credit, XP Horizonte e  XP Crédito Estruturado. “São fundos que rendem acima do CDI”.

Ibiúna Credit FIC FIM 

Liquidez: 31 dias

Fundo de crédito privado com 20% (em média) da carteira dedicada a ativos internacionais, especialmente títulos da América Latina. Vale destacar que 80% da carteira será investida em ativos líquidos (debêntures, LFs e bonds). A gestão do segmento de crédito da Ibiúna é liderada por Eduardo Alhadeff, que tem 30 anos de experiência no mercado – sendo oito deles baseado em Londres, onde atuou como Senior Portfolio Manager do J.P. Morgan Asset Management 

A sua equipe destaca a cautela no último relatório: 

“Nossa estratégia é de maior cautela no momento. Ainda estamos com uma boa

utilização do orçamento de risco no fundo, principalmente no mercado local, mas

temos diminuído posição em nomes em que o risco-retorno é mais nebuloso”

Investimento inicial: R$ 1 mil 

Taxa Adm. e Custódia: 0,80% ao ano

Taxa Performance: 20% sobre o que exceder o CDI

XP Icatu Horizonte Prev

Sem liquidez

Fundo de renda fixa com gestão e estratégia de juros ativos, em que a carteira é composta por posições atreladas a taxas de juros prefixadas ou índices de inflação. Com uma abordagem de investimentos que combina análises bottom-up (primeiro analisa a empresa, depois o cenário) e top-down (prioridade em análise do cenário macroeconômico). O fundo possui objetivo de retorno de 2% a 4% do CDI no longo prazo com uma volatilidade esperada entre 2 e 4% ao ano. A gestão do XP Horizonte Prev é feita por Fausto Silva e Eric Vieira, da XP Asset Management.

Investimento inicial: R$ 500

Taxa Adm. e Custódia: 0,80 % ao ano

Taxa Performance: Não há

XP Crédito Estruturado 180/360

Liquidez: 182/362 dias

O Fundo de renda fixa com estratégia Credit High Yield – oferece retornos maiores que a média do mercado – investe em ativos de crédito privado de empresas de médio a alto risco de inadimplência. A tomada das decisões de investimento para o fundo é feita de forma colegiada, com uma abordagem de investimentos que combina análises bottom-up e top-down. Com foco em ativos locais, o fundo aplica nos mercados de Crédito High Grade (ativos de maior qualidade, com menor risco e menor potencial de retorno), Crédito High Yield e Crédito Soberano. O fundo possui objetivo de retorno de 120% a 130% do CDI no longo prazo com uma volatilidade esperada entre 0 e 0,3% ao ano. Além de possuir nível de caixa médio entre 15% e 20%, aplicando os recursos em emissores. 

A equipe de investimentos é liderada por André Masetti e Fausto Silva, que são responsáveis pela tomada de decisão e montagem da carteira, contando com o suporte de um time de analistas – entre três e cinco – focados no acompanhamento e modelagem de empresas. 

Investimento inicial: R$ 10 mil

Taxa Adm. e Custódia: 1,75 % ao ano

Taxa Performance: 20% 

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O assessor ressalta que essas opções são indicadas para aqueles investidores que querem arriscar e diversificar um pouco mais as aplicações, e não ficar apenas em títulos e papéis. Isso porque os fundos, mesmo conservadores, acompanham a flutuação de mercado. 

“A maioria dos títulos paga ou no vencimento ou a cada seis meses, se for crédito privado.Os fundos entram como um complemento para a estratégia, mas podem apresentar alguma volatilidade, porque eles operam no mercado de renda fixa, e estão sujeitos a uma marcação de preços que independe do gestor do fundo, e sim,  dependem de um cenário macroeconômico”, diz.

A equipe da SVN conta com profissionais qualificados, aptos para aconselhar as melhores estratégias de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor. Entre em contato com seu assessor e verifique as melhores opções de Fundos de Investimentos e papéis em Renda Fixa para que você possa atingir a Renda Passiva.