Cinco dicas de como investir para o casamento

02 de junho de 2021 Investimentos Básico

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Cinco dicas de como investir para o casamento

Priscilla Arroyo –

Maio é o mês das noivas. No hemisfério Norte, essa época do ano marca o ápice da primavera, o que remete a flores e clima agradável – um cenário perfeito para concretizar a união.

Essa tradição é seguida por muitos países da Europa, e foi adotada no Brasil, provavelmente, por influência dos portugueses. No entanto, os meses preferidos dos noivos para casar por aqui é dezembro e janeiro.

Não é por acaso que o maior número das cerimônias acontecem no começo e no fim do ano. É nesse período que muitos pombinhos contam com o 13º salário, um dinheiro a mais para ajudar nas despesas.

Afinal, organizar as finanças de um casamento é uma tarefa que exige dedicação e muito planejamento. Por isso, conversamos com especialistas para reunir dicas de como os investimentos podem ajudar nessa missão. 

Vamos montar juntos a carteira de investimentos do casamento? 

Para além do matrimônio, essas dicas se encaixam em outras situações em que o objetivo seja manter o poder de compra de recursos com previsão de serem usados no médio prazo, como o montante separado para financiar uma viagem, por exemplo.

1- Coloque em prática o planejamento 

Como todo passo importante da vida, o casamento pede planejamento. O ideal é começar a pensar nos detalhes com, no mínimo, dois anos de antecedência. O tamanho da festa vai ditar todos os outros gastos. 

Para dar conta das despesas, é primordial começar a poupar o mais cedo possível. Quando o assunto for finanças, a regra de ouro não pode ser esquecida: nunca recorra a empréstimos. O ideal é contar com uma reserva de recursos para começar a colocar em prática o planejamento.

Para que esse dinheiro não perca o valor – e tenha algum rendimento – o ideal é aplicá-lo em produtos de investimento de baixo risco que possam ser resgatados em prazos condizentes com o planejamento do casal.

Um ponto essencial a ser considerado é que os buffets e outros fornecedores pedem uma entrada (de geralmente 30% do valor) para marcar a data da festa. Esses desembolsos devem estar devidamente apontados no plano.

2- Entenda os prazos

Por conta do adiantamento de parte do pagamento aos fornecedores, e de outros desembolsos, é essencial entender o tempo de resgate dos produtos de investimento escolhidos para formar a carteira de casamento. 

“É possível montar uma carteira de renda fixa para ultrapassar a rentabilidade de 200% do CDI”, diz Jhonny Oliveira, assessor de investimentos da SVN. Diversos fatores contribuem para esse plano, como o apetite de risco dos noivos e o tempo que eles têm para esperar o dinheiro render. Por isso, vale sempre consultar um assessor de investimentos.  

Oliveira destaca que é importante priorizar a previsibilidade dos rendimentos e, especialmente, das datas de resgate desses aportes. “Indico uma carteira que tenha ao menos 30% de produtos com boa liquidez”, afirma.

3- Considere os investimentos com liquidez diária

Liquidez diária significa que é possível sacar o dinheiro a qualquer momento. Em uma urgência, a quantia estará na conta no mesmo dia. Ter essa flexibilidade é essencial para adiantar os pagamentos e arcar com gastos inesperados.

Conheça alguns produtos que oferecem remuneração em torno de 100% do CDI e podem ser resgatados a qualquer momento:

Certificado de Depósito Bancário (CDB): o investidor empresta dinheiro para os bancos. Há opções a partir de R$ 500. 

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito ao Agronegócio (LCA): títulos de renda fixa nos quais os recursos dos investidores são utilizados pelo setor imobiliário (LCI), e pela cadeia do agronegócio (LCA). Ambas opções são isentas de Imposto de Renda.  

4- Equilibre os aportes

As opções com liquidez diária são bem vindas para ajudar a proteger o patrimônio da desvalorização da moeda (o que acontece quando a inflação sobe). Mas o retorno que oferecem, em média 100% do CDI, pode não ser suficiente para blindar a carteira da inflação no atual cenário do Brasil. 

Vamos a um exemplo prático: 

No começo de abril de 2021, a taxa de CDI de 12 meses era de 2,21%. No mesmo momento, a inflação acumulada no período, medida pelo IPCA, estava em 5,20%. Isso significa que se o investidor deixar todo o seu patrimônio em produtos com liquidez diária, a rentabilidade não será suficiente para proteger o dinheiro da inflação. Vale destacar que esse cenário tende a mudar ao longo dos próximos meses. 

“É importante acrescentar à carteira de investimentos para o casamento produtos com vencimentos um pouco mais longos e que ofereçam rentabilidade maior”, diz Gabriel Azevedo Barbosa, head de Renda Fixa da SVN. Ele indica algumas opções com essas características:   

  • LCI com vencimento em 3 meses, que remunera 105% CDI
  • CDB com vencimento em 6 meses, que remunera 140% CDI 

5- Estude uma pitada de risco

Quando pensamos em um objetivo tão importante na vida quanto o casamento, a segurança é uma palavra automática no pensamento de quem investe. 

No entanto, uma carteira conservadora tende ter retorno restrito. Por isso, é possível separar um percentual de 15% do portfólio para ser alocado em opções que oferecem retornos mais atrativos. “Trata-se de produtos para resgatar em, no mínimo, 24 meses”, diz Oliveira. 

Confira duas opções:

Fundos de crédito privado: investem em papéis emitidos por empresas – debêntures ou debêntures incentivadas, que por financiar projetos de infraestrutura, são isentas de Imposto de Renda. Além da gestão profissional, ao adquirir esses produtos por meio de um fundo, o investidor tem acesso a opções com taxas de retorno mais atrativas.

Fundos Multimercado: há inúmeras opções no mercado. O ideal para quem não quer tomar muito risco é dar preferência para aqueles que têm baixa exposição à renda variável. Esse tipo de Multimercado terá, naturalmente, menor volatilidade. 

As sugestões de investimento do texto são ilustrativas. Há milhares de estratégias, e a escolha de uma delas vai depender do perfil do investidor e do tamanho e prazo dos seus objetivos. Por isso, é recomendado buscar o aconselhamento de um assessor de investimentos.