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O que é renda variável?

O que é renda variável?

O que é renda variável? 1328 889 SVN Invest

— Juliana Mellucci —

Renda variável é uma modalidade na qual quem investe não tem uma previsão de retorno no momento da contratação. Pode haver variação positiva ou negativa, por isso o risco é mais alto em comparação aos produtos de renda fixa, nos quais o investidor sabe o quanto vai ganhar no vencimento do contrato. 

A renda variável engloba ações da Bolsa de Valores, diversas modalidades de fundos de investimento, como imobiliários, dedicados a ações, ou mistos –  que aportam em diferentes categorias. Há também opções alternativas, como o mercado de criptomoedas, no qual se pode comprar frações de ativos digitais como o Bitcoin.   

Todas essas aplicações são indicadas para investidores com maior apetite ao risco, que têm como objetivo principal turbinar os ganhos e aumentar rapidamente o patrimônio. Em contrapartida, a volatilidade é alta e nem todo mundo está preparado para lidar com essas incertezas, principalmente em períodos de mau humor do mercado.

Por isso, antes de fazer qualquer aporte, os poupadores são convidados a responder um questionário que vai apontar em qual grupo de investidores se encaixam: conservador, moderado ou agressivo. A partir dessa informação, o assessor de investimentos saberá oferecer as melhores opções para cada perfil de investidor. 

O que são CRAs - SVN Investimentos

Entenda os CRAs, títulos de renda fixa do agronegócio

Entenda os CRAs, títulos de renda fixa do agronegócio 1200 800 SVN Invest

Por Jhonny Oliveira

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são títulos de renda fixa oferecidos ao mercado com o objetivo de arrecadar recursos para financiar a cadeia produtiva do setor de agronegócio (indústria, logística, produtores rurais, entre outros). 

Os CRAs possuem como lastro recebíveis do agronegócio e, em alguns casos, contam com garantias reais que oferecem ao investidor uma segurança ainda maior ao realizar os aportes. 

Conheça os pontos fortes dos CRAs: 
  • Beneficia todo o ciclo produtivo do agronegócio com a destinação dos recursos para a economia real;
  • Tem taxas de remuneração flexíveis e mais atrativas, que podem estar atreladas ao CDI, IPCA, prefixadas e índices de preços;
  • Seus prazos de vencimento são variados, com possibilidade de resgate antecipado dos títulos via mercado secundário (sujeito a uma nova precificação);
  • Isento de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e de Imposto de Renda (IR) para pessoa física sobre os rendimentos e ganhos de capital auferidos na negociação antecipada dos títulos. Isso permite um resultado adicional de rentabilidade de ao menos 15% em comparação aos títulos bancários.

Quando o investidor direciona recursos para títulos de crédito privado como os CRAs, na prática, ele se torna um credor da empresa e passa a ter direitos equivalentes aos dos demais credores que investem seus recursos na capacidade produtiva da companhia. 

Por tratar-se de uma modalidade de investimento que não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), é aconselhável observar a qualidade de pagamento da empresa emissora e as garantias que são oferecidas na operação. 

O ideal é que não haja uma concentração maior do que 10% do patrimônio financeiro total do investidor nessa modalidade. O produto está sujeito às condições de negociação específicas a serem acordadas em eventual resgate antecipado e sofre também influência da volatilidade do mercado, que pode influenciar na sua rentabilidade ao longo do tempo. 

A modalidade pode oferecer boas oportunidades, pois se encontra em expansão. O CRA é uma categoria de investimento relativamente nova, uma vez que foi aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2009. Por isso ainda está concentrada em emissores com maior participação de mercado.

Investimentos que não pagam Imposto de Renda

Investimentos que não pagam Imposto de Renda

Investimentos que não pagam Imposto de Renda 2560 1710 SVN Invest
Por Jhonny Oliveira

O Imposto de Renda (IR) incide sobre os rendimentos de muitos investimentos. Isso deve ser levado em conta no momento de calcular o retorno de uma aplicação. Diversos fatores influenciam nessa avaliação, como o cenário econômico e as projeções e expectativas para o prazo do investimento. É possível que o rendimento líquido – descontado o IR – possa ficar abaixo dos índices econômicos de referência no período. No pior cenário, o investidor pode até ter um juros real negativo (que não superou a inflação) no seu aporte. 

Mas há maneiras de driblar a mordida do leão com a escolha de algumas modalidades de investimentos que têm como principal característica a isenção de IR para pessoa física. Essas aplicações foram estruturadas para estimular o desenvolvimento de determinadas áreas da economia do Brasil à medida que fortalecem o crédito para atividades essenciais, como o agronegócio, a construção civil e a infraestrutura. 

Opções para diversificar a carteira com segurança e isenção fiscal:

Letra de Crédito Imobiliário (LCI): título de renda fixa emitido por uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central. A sua finalidade é aplicar os recursos captados no fomento ao crédito imobiliário. Possui garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA): com dinâmica similar à do LCI, a finalidade desses títulos de renda fixa é estimular o crédito ao agronegócio. O aporte é igualmente garantido pelo FGC para aplicações de até R$ 250 mil. 
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI): são títulos de créditos imobiliários oferecidos por empresas do segmento. Por exemplo, o investidor adquire uma parcela do “pacote” da dívida de longo prazo contraída pelos compradores dos apartamentos de um edifício a ser construído. Dessa maneira, contribui para financiar o empreendimento, permitindo que a construtora – ou incorporadora – antecipe os valores que receberia ao longo do tempo de seus clientes. Essa modalidade é voltada para investidores com perfil moderado de risco, já que não conta com garantia de FGC para o valor investido. 
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA): ofertado por empresas do setor, tem como objetivo financiar projetos do agronegócio. Trata-se de um produto similar ao CRI, que também não conta com garantia de FGC. Por isso, é ideal para investidores com perfil moderado de risco e com horizonte de retorno de médio a longo prazo.
  • Debêntures incentivadas: são títulos de dívida de empresas. Ao adquiri-los, o investidor se torna credor das companhias e recebe por isso uma taxa de retorno acordada no momento da aplicação. Essa remuneração pode estar atrelada ao IPCA (taxa oficial de inflação), CDI ou ser  prefixada. As debêntures permitem que as empresas captem recursos no mercado a um custo menor em comparação aos empréstimos tomados em instituições financeiras. Para o investidor pessoa física, trata-se de mais uma forma de diversificação em renda fixa que traz bons rendimentos. Quando recursos captados têm como destino projetos voltados para infraestrutura, o Governo Federal permite a isenção fiscal sobre os rendimentos, por isso são denominadas debêntures incentivadas. É uma modalidade que não conta com FGC, por isso é importante observar as garantias oferecidas ao financiamento do projeto e as condições financeiras da empresa emissora dos títulos.
  • Fundos Imobiliários (FIIs): é uma modalidade indireta de investimentos no mercado imobiliário, na qual o investidor negocia na Bolsa de Valores as cotas de fundos que aplicam recursos em diversos segmentos do setor, como prédios comerciais, galpões logísticos e industriais, hospitais, shoppings, títulos imobiliários, entre outros. Ao investir em fundos imobiliários, o investidor passa a ter direito a parte dos aluguéis e juros recebidos mensalmente. No longo prazo, o investidor pode se beneficiar também com a valorização das cotas do fundo. Os dividendos recebidos mensalmente (juros e aluguéis) são isentos de IR para pessoa física – caso o fundo seja negociado na Bolsa, tenha mais de 50 cotistas e o investidor não detenha mais de 10% do patrimônio do fundo. Já o ganho de capital realizado na venda das cotas será tributado com alíquota de 20% para o investidor.
  • Ações: Ao comprar ações, o investidor adquire parte das empresas de capital aberto, listadas na Bolsa de Valores. Trata-se de um ativo indicado para investidores com perfil moderado e/ou agressivo, aptos para lidar com a volatilidade. As cotações das ações são bastante sensíveis ao temperamento do mercado e da economia, e isso influencia em tempo real o patrimônio de quem investe. É uma boa opção dentro da renda variável para aqueles que buscam melhores retornos ao longo do tempo.

Para os investidores que realizam vendas de ações menores ou iguais a R$ 20 mil no mês, há isenção do IR sobre o ganho de capital. Para negociações acima desse limite, a alíquota incidente é de 15% em operações iniciadas e encerradas em datas diferentes, que deve ser recolhido via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) até o último dia útil do mês subsequente da realização do lucro. Os dividendos recebidos das empresas pelos investidores são isentos de IR. Já a remuneração via Juros sobre Capital Próprio (JCP) tem alíquota de IR de 15% na fonte. Dividendos e/ou JCP são tipos de remunerações pagas aos acionistas e refletem as opções tributárias das companhias emissoras dos papéis. 

Você aprendeu que:

Os investimentos isentos de IR são, de forma geral, orientados para investidores com horizonte maior de prazo para retorno do capital, pois na renda fixa muitos produtos possuem carências de meses ou anos. Já na renda variável, a flutuação de preços não permite garantir a venda dos ativos em preço igual ou maior ao que foi pago, principalmente no curto prazo. 

Por isso, o ideal é estruturar uma carteira de investimentos que atenda ao perfil específico de cada investidor. Essa estratégia considera as necessidades de recursos imediatos, a parte do patrimônio que pode ser alocado em carência, e o montante separado para estar alocado em produtos que podem sofrer alguma variação negativa, com o objetivo de proporcionar um  retorno maior no longo prazo. 

Retorno Investimentos agora é SVN Investimentos

Retorno Investimentos agora é SVN Investimentos 2048 2560 Grasielli Montanher

A SVN Investimentos e a Retorno Investimentos iniciaram uma parceria buscando o melhor atendimento ao investidor brasileiro.
“Esta parceria é uma grande oportunidade de disponibilizarmos várias soluções, que os clientes da Retorno só teriam daqui 18 ou 24 meses. Além disso, nos unimos a uma metodologia de atendimento validada por mais de 10 anos, afinal, a SVN tem um dos maiores NPS (nota de atendimento do cliente) da XP”, explica Lucas Paulino, fundador da Retorno Investimentos.
Caio Copetti, sócio-fundador da SVN, destaca a importância de incorporar ao time um grupo bastante qualificado. “Juntos, só temos a crescer”, diz. Copetti também afirma que o trabalho dos assessores da Retorno seguirá de maneira independente. “Nós confiamos e incentivamos que a Retorno continue com o ótimo trabalho que vem realizando”, conta.

Sobre a SVN

Com 13 anos de atuação, a SVN Investimentos tem como sócios majoritários Caio Copetti e Felipe Bernardes. A assessoria de investimentos figura entre os destaques da rede XP. É o quarto escritório no ranking dos maiores da corretora.
Só neste ano recebeu os prêmios de melhor assessor de investimentos do Brasil, destaque na captação de empresas e destaque de eficiência em renda fixa. Ao todo, são 5,7 bilhões de patrimônio assessorados.

Ricardo amorim expert 2020

Ricardo Amorim na Expert 2020: “as ações de empresas de tecnologia americanas são as queridinhas da vez, mas cuidado!”

Ricardo Amorim na Expert 2020: “as ações de empresas de tecnologia americanas são as queridinhas da vez, mas cuidado!” 741 490 Fabio Henrique

O economista Ricardo Amorim encerrou o terceiro dia da Expert 2020 com o tema “Coronavírus: consequências, desafios e oportunidades”.

De acordo com o economista, o Brasil passa por um processo de realocação dos investimentos, já que a taxa Selic está baixa – e ele acredita que deve ficar ainda menor.
“Quando a renda fixa começa a tender a zero, as pessoas precisam buscar novas alternativas. Esse movimento vem com tudo”, disse.

Amorim ainda destacou que apenas 1,8% dos brasileiros investem na Bolsa de Valores. “Esse número pode crescer 25 vezes em um horizonte realmente curto”, comentou. E deixou um alerta: se toda essa gente entrar, os preços das ações vão subir!

Queridinho da vez

Ele ainda comentou sobre o ativo que é considerado o queridinho da vez: ações de empresas de tecnologia americanas. No entanto, ressalta que esse é um ganho a curto prazo.

“Não dá para assumir que empresas gigantes como Facebook, Google, Amazon vão ter crescimentos ultra acelerados. Elas já são as maiores do planeta”, afirmou.

De acordo com o economista, a aposta a longo prazo é nos mercados emergentes, inclusive Brasil. “Na próxima década vamos ter desempenho melhor de empresas como VALE, PETRO e exportadoras de alimentos”, conclui.

Gostou do terceiro dia da Expert 2020? Confira nosso blog para ver os melhores momentos de outras palestras do evento!