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O que são ADRs?

Investimento no exterior: o que são ADRs?

Investimento no exterior: o que são ADRs? 1000 667 SVN Invest

Priscilla Arroyo

American Depositary Receipts (ADRs) são recibos de ações emitidos nos Estados Unidos que permitem negociar papéis de companhias de fora do país nas Bolsas de Valores americanas.

Grandes empresas brasileiras, como Vale, Bradesco, Ambev e Bradesco, utilizam o mecanismo e têm como vantagem acessar o capital estrangeiro. Em contrapartida, elas precisam seguir as regras e a legislação americanas. 

Para os investidores que operam nas bolsas dos Estados Unidos, o ADR é uma alternativa para investir em outros países de maneira simplificada. Eles têm a possibilidade de comprar  títulos representativos desses papéis – o que não é a ação em si – com a cotação em dólares.

As ações que lastreiam os ADRs existem nos países de origem e estão devidamente depositados e bloqueados em uma instituição financeira que atua como custodiante, responsável por guardá-las. Nos Estados Unidos, quem emite os recibos é uma outra instituição financeira – a depositária.

O investidor que adquire os ADRs tem os mesmos benefícios que um acionista dono de ações no mercado local, como o recebimento de dividendos.

As ADRs são divididas em duas categorias:

Patrocinadas: Quando um banco americano emite uma ADR (depositário) em nome de empresa estrangeira com base em um acordo legal. Normalmente, a empresa estrangeira paga os custos de emissão e mantém o controle sobre os títulos, enquanto o banco se encarrega de possibilitar a negociação com os investidores. 

Não patrocinadas: são títulos emitidos por um banco americano sem o envolvimento direto da empresa estrangeira. Dessa maneira, pode existir diversos ADRs não patrocinados para a mesma empresa estrangeira, emitidos por diferentes bancos instituições. 

Entre as duas modalidades, a mais comum no mercado americano são os ADRs patrocinados. Essa condição facilita que os títulos sejam listados nas bolsas.

Níveis de ADRs

O nível de um ADR indica o ambiente que ele poderá ser negociado.

– ADRs de nível I: negociados apenas no mercado de balcão;

– ADRs de nível II: negociados em bolsas sobre certificados lastreados em ações já emitidas anteriormente pela empresa;

• ADRs de nível III: considerados de maior prestígio no mercado,  também são negociados em bolsa e envolvem a emissão de novas ações pela empresa.

Como investir em ADRs

Quem opera ADRs são investidores que operam nos mercados dos Estados Unidos. Os brasileiros que negociam nas bolsas por lá podem se beneficiar ao ter a possibilidade de investir em companhias de outros países.

Para adquirir ADRs é preciso ter uma conta em uma instituição financeira americana, além de preencher um cadastro e enviar os documentos solicitados. 

Além do custo da operação, como as tarifas cobradas pela instituição financeira e despesas com o câmbio, o investidor deve considerar o desembolso com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a uma alíquota de 0,38% sobre o valor. 

E BDRs, o que são?

Para quem opera no Brasil e quer investir em papéis de empresas americanas, os BDRs são uma opção. Esses títulos de ações de companhias como Netflix e Amazon podem ser adquiridos na B3, onde há mais de 500 papéis que representam empresas estrangeiras. Os BDRs têm o mecanismo de funcionamento parecido ao do ADR.

IPO: como as empresas vão para a Bolsa

IPO: como as empresas vão para a Bolsa

IPO: como as empresas vão para a Bolsa 1328 886 SVN Invest

Priscilla Arroyo

IPO vem da expressão em inglês “Initial Public Offering”, ou Oferta Pública Inicial (de ações). Trata-se do processo pelo qual a empresa começa a negociar as suas ações na Bolsa de Valores. Depois de realizar o IPO, a empresa passa a ter o seu capital aberto — ou seja, os investidores que compram suas ações se tornam sócios da companhia, com uma fração do capital.

Para negociar ações, a companhia geralmente se prepara por meses — ou anos — adaptando sua gestão para um modelo que dê maior transparência ao negócio. O próximo passo é solicitar um registro de companhia aberta no órgão regulador do mercado de valores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Durante o processo de abertura de capital, que dura cerca de dez semanas, são analisados diferentes aspectos como a governança, por exemplo.

Prospecto de abertura de capital

Uma das exigências durante esse processo é a apresentação do prospecto de abertura de capital ao mercado. Trata-se de um importante documento que reúne detalhes do negócio como os números que mostram o seu desempenho, projeções, qualidade da gestão, riscos e perspectivas para o setor.

Essas referências possibilitam uma análise fundamentalista da empresa. O investidor sempre deve analisar o documento ou buscar relatórios com avaliação de especialistas.

O prospecto expõe também as motivações da companhia para a abertura de capital, assim como a maneira que os administradores pretendem utilizar os recursos dos investidores. O montante pode ser usado para diversos fins, como pagar dívidas ou financiar projetos.

Emissão de ações

O valor das ações é outro ponto de atenção na análise do investidor interessado no IPO. É possível mensurar o preço dos papéis (valuation) com técnicas específicas usadas por especialistas. Trata-se de uma informação essencial para entender se o valor dado aos papéis da empresa que realiza o IPO é justo e se há uma oportunidade de compra em comparação aos seus pares do mercado.

Depois de realizar o IPO, a empresa pode fazer novas emissões de ações. Essas emissões podem ser primárias ou secundárias. Na oferta primária, a companhia emite novos papéis com intuito de vendê-los aos investidores, e os recursos levantados são direcionados para a própria companhia.

Já na emissão secundária, a empresa vende ações existentes, geralmente que pertencem aos sócios com maior participação que desejam diminuir a parcela no negócio. Nesse caso, os recursos vão para os acionistas que vendem as ações.

dicas para driblar os juros baixos

Quatro dicas para driblar os juros baixos

Quatro dicas para driblar os juros baixos 1326 866 SVN Invest

Jhonny Oliveira —

De julho de 2015 até agosto de 2020, a Selic – taxa oficial de juros do País – diminuiu aproximadamente 86%, saindo de 14,25% para 2% ao ano. Essa queda refletiu uma mudança na política econômica proposta pelos últimos governos, com o objetivo de incentivar a atividade do mercado produtivo e estimular o consumo.

Isso repercutiu de maneira direta no rendimento das aplicações. Os investimentos conservadores, que antes pagavam mais de 1% ao mês em juros, passaram a render aproximadamente 0,16%. Trata-se de um retorno que muitas vezes não supera a inflação, resultando em um juro real negativo para o investidor. O que fazer para garantir uma boa rentabilidade nesse cenário?

O conselho é montar uma carteira combinando modalidades de investimentos capazes de ofertar retornos mais equilibrados, rentabilidade, segurança e liquidez.

Confira algumas categorias que atendem a esses critérios:

  1. Renda fixa indexada à inflação: São títulos conservadores que têm a sua rentabilidade formada pela inflação medida pelo IBGE, mais uma taxa prefixada, que gera uma rentabilidade real positiva para o investidor.Nessa categoria podemos encontrar títulos públicos, bancários e títulos de crédito privado. São papéis para serem mantidos na carteira até o vencimento. Por isso, trata-se de uma alternativa para preservar o poder de compra do patrimônio ao longo do tempo com uma maior segurança
  2. Renda fixa com taxa prefixada: é o único investimento no qual é possível saber o rendimento exato do título até o vencimento. Por essa característica, é uma modalidade segura e rentável para compor a carteira de investimentos. Contudo, os prazos e a liquidez desses títulos são longos. A dica é colocar até 10% do patrimônio nessa categoria de remuneração, que está disponível em títulos públicos, bancários e de crédito privado.
  3. Fundos de investimentos: aqui a estratégia de alocação dos ativos será feita por um gestor, que vai decidir quais são os melhores produtos para compor o portfólio com base em regras pré-acordadas, que são diferentes entre os fundos. Há tipos que operam com estratégias conservadoras em renda fixa, moderada em multimercados e arrojadas em renda variável. Avaliar essas estratégias é importante para que o investidor escolha de maneira assertiva onde pode ter os melhores retornos considerando o perfil individual de tolerância ao risco. Antes de adquirir cotas, é importante avaliar igualmente as características dos fundos, como prazo de resgate, taxas de administração e, se houver, de performance.
  4. Ações e Fundos Imobiliários: indicado para investidores com perfil mais arrojado, que buscam ganho de capital ao longo do tempo e estão dispostos a tolerar flutuações negativas em determinados períodos – principalmente no curto prazo. Trata-se de uma estratégia que demanda maior conhecimento e capacidade analítica para tomar decisões no momento de formar o portfólio. Como os preços são bastante sensíveis ás mudanças nos contextos econômico e político do mercado, a dica é não expor mais do que 5% do patrimônio inicialmente nessas classes. Um boa oportunidade de iniciar aportes na Bolsa de Valores são ativos de empresas bem fundamentadas, já consolidadas em seus setores de atuação e que distribuem lucros periodicamente aos investidores. Em relação aos Fundos Imobiliários, algumas categorias permitem ganho de capital à medida que o fundo valoriza e também por meio de pagamento mensal dos dividendos aos cotistas. Outra vantagem é que há isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. As possibilidades de retorno nessa classe são muito significativas, porém os riscos também são consideráveis e não se deve investir recursos que o investidor pode ter necessidade de usar em um horizonte de tempo curto.

Em um momento no qual a Selic atinge patamar mínimo histórico, o ideal é compor uma carteira diversificada entre várias classes de ativos, na qual os percentuais devem ser definidos conforme o perfil de cada investidor. Os critérios preestabelecidos de segurança devem ser igualmente analisados, assim como liquidez e objetivo de retorno. O comportamento da Selic é cíclico, e por isso é preciso estruturar a carteira de investimentos de maneira estratégica para capturar as melhores rentabilidades em meio a esse movimento.

Breve histórico da Selic

A Selic foi criada em 1999 com o objetivo de ser uma de referência para os juros praticados no mercado financeiro. Definida pelo Banco Central a cada 45 dias, ela se tornou instrumento balizador da economia, pois promove estímulos de consumo, com juros mais baixos, e controle da inflação, com juros mais altos.

No ano passado, a postura de diminuição da taxa se intensificou por conta do isolamento social em meio à pandemia, o que impactou todos os setores da economia. Como ferramenta para fomentar a atividade nesse cenário adverso, o Banco Central reduziu os juros com o intuito de amenizar custos de crédito e compensar o baixo nível de atividade econômica.

Novo rumo para os juros

Hoje em 2,75% ao ano, a Selic deve seguir aumentando. A expectativa do mercado financeiro em meados de março era que a taxa básica de juros encerrasse o ano em 3,75%, enquanto a expectativa para a inflação oficial, medida pelo IPCA, estava em 4,60% para o fim de 2021. O percentual consta no boletim Focus (edição de 15/03), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), que reúne a projeção para os principais indicadores econômicos.

Um importante fator que contribui para a expectativa do aumento de inflação e, como consequência da Selic, é a alta do dólar. A moeda americana sobe mais de 7% em 2021 e reflete na alta dos preços da cesta de produtos que forma o IPCA.

Como o cenário muda constantemente, o investidor deve estar sempre atualizado para avaliar potenciais mudanças na sua carteira de ativos com o objetivo de angariar a melhor rentabilidade.

o que é fundo de investimento

Fundos de investimento: opção para diversificar

Fundos de investimento: opção para diversificar 1334 887 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Fundo de investimento é uma modalidade coletiva de aplicação que reúne o dinheiro de várias pessoas — os cotistas — para investir em uma carteira administrada por um profissional capacitado do mercado financeiro. Esse gestor tem liberdade para aplicar os recursos em diferentes investimentos, dependendo da proposta do fundo. A administração profissional e a diversificação são os principais diferenciais da categoria.

Conheça alguns tipos de fundos:

Renda fixa: apresentam como principal fator de risco a variação da taxa de juros, de índice de preços, ou de ambos. Devem ter pelo menos 80% da sua carteira investida em ativos que estejam relacionados a esses fatores.

Ações: como indica o nome, o objetivo é investir no mercado de ações. Está sujeito à volatilidade natural do segmento no qual deve, no mínimo, 67% do seu patrimônio. Esse percentual pode ser composto igualmente por certificados de depósito de ações e cotas de fundos de ações.

Cambial: o principal fator de risco da carteira é a flutuação do preço da moeda estrangeira, ou a variação de uma taxa de juros chamada de cupom cambial. Devem ter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido nesses ativos. Os Fundos Cambiais de dólar, que buscam acompanhar as variações na cotação da moeda americana, são uma opção para investidores que buscam proteção contra variações cambiais.

Multimercado: Podem investir em diferentes ativos, como renda fixa, câmbio, ações, além de usar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira. Não tem compromisso de concentração em nenhum fator em especial. Pela liberdade de gestão que oferecem, em geral, os administradores buscam rendimentos mais elevados. Por isso, podem ser mais arriscados que outras classes de fundos.

Como investir em um fundo?

O primeiro passo é escolher uma instituição financeira para fazer a aplicação e preencher os documentos solicitados. Depois, é preciso avaliar as opções de fundos e escolher um que esteja coerente com o perfil do investidor. É possível contar com a ajuda de um assessor de investimentos durante esse processo.

Taxas

A taxa de administração é um percentual pago anualmente pelos cotistas sobre o patrimônio do fundo (a soma de todos os recursos aplicados pelo gestor), e pode variar dependendo da instituição financeira e do produto.

Já a taxa de performance, que tem o objetivo de remunerar uma boa gestão, pode existir ou não – a depender do regulamento do fundo – é cobrada duas vezes por ano caso a rentabilidade do fundo supere a de um indicador de referência (benchmark) previamente acordado.

Há também a taxa de saída, que é cobrada do investidor que venda as suas cotas em um prazo inferior ao de resgate padrão do fundo.

Tributação

Há três diferentes categorias de tributação para os fundos:

1- Fundos de ações: alíquota de 15% do Imposto de Renda independente do prazo de aplicação

2- Fundos de curto prazo: compostos por uma carteira de títulos que tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. Alíquota de 22,5% em prazos de aplicação de até 180; acima desse período, 20%.

3- Fundos de longo prazo: compostos por uma carteira de títulos que tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. Alíquota de 22,5% para até 180 dias de investimento; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 a 720 dias; 15% acima de 720 dias.

Come-cotas

Para todos os fundos, menos os de ações, se aplica o sistema de come-cotas no qual a cada seis meses, a Receita Federal recolhe a alíquota devida direto dos fundos. São 20% para Fundos de curto prazo e 15% para fundos de longo prazo.

A tributação dos fundos de investimento também inclui o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele é aplicado em relação ao rendimento dos investimentos com prazo menor de 30 dias. Mas se o dinheiro ficar no fundo por mais de 30 dias, essa cobrança é isenta.

diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos 1576 888 SVN Invest

Priscilla Arroyo —

Ter sucesso nos investimentos é resultado de muito estudo e dedicação. Mas não basta saber quais são os melhores ativos para adquirir. É preciso organizar a carteira com um grupo de produtos que tenha potencial de diminuir os riscos e, ao mesmo tempo, elevar os ganhos. Por isso, a diversificação é uma palavra – e uma atitude – chave para quem quer alcançar os objetivos de maneira assertiva quando o assunto é investir.

Para além do mundo financeiro, há um conselho relacionado a essa sabedoria que há muitas décadas permeia conversas de famílias por todo o mundo: “não deixe todos ovos na mesma cesta”. A cesta pode cair e, quebrados, todos os ovos estarão perdidos. O conselho serve para diversas situações.

Diversificação

Como estamos na Páscoa, aproveitamos para relembrar a importância da diversificação em todos os aspectos da vida. Afinal, se colocarmos todos os deliciosos ovos de chocolate na mesma cesta e, por algum motivo a perdemos, ficaremos sem gostosuras para apreciar e presentear, não é mesmo?

A analogia pode ser facilmente usada para a carteira de investimentos. Quando apostamos em um só ativo para alcançar o objetivo, o risco é muito maior. O mercado financeiro passa por mudanças o tempo todo. Um investimento que hoje é visto como uma ótima opção, daqui a algumas semanas ou meses pode trazer perdas inesperadas por conta de algum solavanco do mercado que foge do controle do investidor. Por isso, por mais que um produto ofereça muitas vantagens, ele nunca deve reinar sozinho na carteira.

Renda fixa e renda variável

Para começar a pensar em um grupo harmônico de ativos, é possível identificar algumas opções na renda fixa, o que diminui a volatilidade da carteira e aumenta a sua resiliência. Dar prioridade aos produtos com menor taxa de risco é um bom começo de planejamento para montar a carteira.

O segundo passo é ir aumentando esse grau de risco conforme o perfil de investidor. Se esse perfil for moderado ou arrojado, é possível inserir também algumas alternativas de renda variável, como ativos da Bolsa de Valores ou Fundos Imobiliários.

Após bater o martelo sobre os ativos, o investidor deve definir qual porcentagem vai alocar em cada um dos produtos. Além do equilíbrio entre risco e retorno, é importante pensar no prazo que tem o objetivo do plano de investimento.

Se a meta for levantar recursos para férias, por exemplo, o ideal é que o maior peso da carteira esteja em produtos com vencimento no curto prazo e tenham baixa volatilidade. Mas se o propósito for comprar um imóvel, a parte mais relevante da carteira deve estar em produtos que deem retorno nos médio e longo prazos.

Pensar nessas estratégias para diversificar a carteira é essencial. Há centenas de produtos disponíveis no mercado. Mas o investidor não precisa conhecer todos, pois sempre pode contar com a ajuda de um assessor para construir esse plano com maior solidez.

o que é debentures?

Renda fixa: conheça as debêntures

Renda fixa: conheça as debêntures 1324 886 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Debênture é uma opção dentro da renda fixa na qual o investidor compra títulos de empresas e é remunerado por esse empréstimo. As regras relacionadas aos prazos e ao tipo da remuneração são conhecidas no momento da aplicação, e os prazos de vencimento costumam ser estendidos — em geral de cinco a quinze anos.

Entre os tipos mais comuns de debêntures, se destacam:

Debêntures simples: são as mais comuns do mercado. Podem oferecer retorno prefixado – ou seja, a taxa de juros é definida no momento da compra. Ou pós-fixado, no qual os juros seguem um indicador de referência como a Selic, a taxa oficial de juros do País. Há também as híbridas, que mesclam esses dois tipos de remuneração.

Debêntures conversíveis: oferecem rendimento igualmente pré, pós-fixado ou híbridas. A diferença é que podem ser convertidas em ações das empresas emissoras dos papéis. Por se tratar de uma operação mais complexa, esse tipo de debênture geralmente está disponível apenas para investidores qualificados, que tem a partir de R$ 1 milhão disponível para aportes.

Debêntures incentivadas: papéis emitidos por empresas que investem no setor de infraestrutura. O montante levantado com a venda desses títulos é usado, por exemplo, para a construção de plantas geradoras de energia, portos ou projetos de administração de estradas.

Por se tratar de empreendimentos que contribuem para o desenvolvimento do País, esses papéis contam com um incentivo fiscal que isenta a cobrança de Imposto de Renda para os investidores. Existem também os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) que seguem regras bem similares às debêntures incentivadas, principalmente no que diz respeito à isenção de imposto de renda. Trata-se de títulos de créditos oferecidos por empresas dos respectivos segmentos. 

Rentabilidade e risco

Além de ser um tipo de aporte que contribui para a diversificação da carteira, as debêntures são, em geral, mais rentáveis em comparação a outras aplicações da renda fixa com prazo de vencimento parecido. Esse acréscimo no retorno reflete o “risco de crédito” elevado do investimento ou a possibilidade de a empresa não honrar os compromissos assumidos.

Conhecer o nível de solidez da empresa pode ajudar a evitar minimizar esse risco. Essa informação pode ser buscada nos relatórios de desempenho econômico das companhias.

Além disso, vale olhar com atenção o prospecto da oferta das debêntures, documento no qual as empresas explicam as condições desses papéis que estão emitindo, com remuneração e prazo. É possível também pedir ajuda a um assessor de investimentos para fazer essas análises.

Garantias

Outro aspecto importante a ser analisado antes de concretizar o investimento são as garantias oferecidas pelos emissores. Há quatro tipos:

Real: oferece como garantia os bens da empresa emissora.

Flutuante: caso a empresa entre em falência, o investidor tem prioridade sobre os outros credores.

Quirografária (sem preferência): em caso de falência, o investidor concorre com todos os demais credores, sem prioridade de ser ressarcido.

Subordinada: na hipótese de liquidação da companhia, a preferência de pagamento se dá apenas em relação aos acionistas.

Imposto de Renda (IR) e taxas

Ao calcular o retorno da aplicação, é importante avaliar as taxas e a incidência de impostos. Entre os custos da operação, há as taxas cobradas por bancos e corretoras. No entanto, um dos principais custos desse tipo de investimento é o IR, que incide sobre os rendimentos e é regressivo. Ou seja, quanto mais tempo durar o investimento, menor é o imposto a ser pago. Se a aplicação durar seis meses, a tributação é de 22,5% sobre os ganhos. Se durar mais de dois anos, esse percentual cai para 15%.

o que é FIDC

Renda fixa: entenda o que é FIDC

Renda fixa: entenda o que é FIDC 1333 888 SVN Invest

Priscilla Arroyo

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) é um investimento de renda fixa que soma recursos para investir em títulos de créditos a receber de uma empresa, como duplicatas, parcelas de cartões de crédito, aluguéis ou cheques.

Comércios, indústrias ou imobiliárias podem transformar a dívida dos clientes em títulos negociáveis a serem vendidos para investidores.

Ao fazer esse tipo de operação, as empresas adiantam o recebimento dos recursos. Quando o pagamento do cliente é feito, o dinheiro é encaminhado para o investidor — trata-se do processo de securitização.

Também conhecidos como Fundos de Recebíveis, os FIDC podem oferecer uma remuneração atrativa em comparação a outros ativos da renda fixa, com opções que superam 120% do Certificado de Depósito Bancário (CDI). Mas os riscos também são maiores.

A remuneração é feita de maneiras diferentes: pode ser uma porcentagem do CDI, CDI mais spread, por índices oficiais de inflação ou pela taxa básica de juros, a Selic.

Os Fundos de Recebíveis destinam-se exclusivamente a investidores qualificados  —  que têm R$ 1 milhão investidos. Os aportes são de, no mínimo, R$ 25 mil.

A categoria tem dois tipos de cotas: sênior e subordinada.

Os investidores que possuem cotas sênior têm uma exposição menor de risco por acordarem rendimento prefixado, além de preferência no resgate dos investimentos e na amortização.

Já os proprietários de cotas subordinadas assumem os riscos de inadimplência caso os créditos não sejam efetivados e são recompensados por isso por receber um retorno maior caso o fundo renda mais que o previsto.

Risco

Mesmo sendo um investimento de renda fixa, o Fundo de Recebíveis possui alguns riscos, como:

Risco de crédito: existe a possibilidade de calote dos pagadores das dívidas

Risco de liquidez: por ser um investimento bem restrito, com a possibilidade de não haver demanda caso o investidor queira se desfazer das suas cotas.

Risco de Mercado: movimentos naturais como queda ou aumento da inflação podem influenciar de maneira direta ou indireta no preço e rentabilidade dos ativos do fundo.

Tributação

A tributação segue uma tabela regressiva – quanto mais tempo de investimento, menor a alíquota. Os percentuais de Imposto de Renda são: 22,5% para até 180 dias de investimento; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 a 720 dias; 15% acima de 720 dias.

A mordida do leão também inclui o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele é aplicado em relação ao rendimento dos investimentos com prazo menor de 30 dias. Mas se o dinheiro ficar no fundo por mais de 30 dias, essa cobrança é isenta.

O que é renda variável?

O que é renda variável?

O que é renda variável? 1328 889 SVN Invest

— Juliana Mellucci —

Renda variável é uma modalidade na qual quem investe não tem uma previsão de retorno no momento da contratação. Pode haver variação positiva ou negativa, por isso o risco é mais alto em comparação aos produtos de renda fixa, nos quais o investidor sabe o quanto vai ganhar no vencimento do contrato. 

A renda variável engloba ações da Bolsa de Valores, diversas modalidades de fundos de investimento, como imobiliários, dedicados a ações, ou mistos –  que aportam em diferentes categorias. Há também opções alternativas, como o mercado de criptomoedas, no qual se pode comprar frações de ativos digitais como o Bitcoin.   

Todas essas aplicações são indicadas para investidores com maior apetite ao risco, que têm como objetivo principal turbinar os ganhos e aumentar rapidamente o patrimônio. Em contrapartida, a volatilidade é alta e nem todo mundo está preparado para lidar com essas incertezas, principalmente em períodos de mau humor do mercado.

Por isso, antes de fazer qualquer aporte, os poupadores são convidados a responder um questionário que vai apontar em qual grupo de investidores se encaixam: conservador, moderado ou agressivo. A partir dessa informação, o assessor de investimentos saberá oferecer as melhores opções para cada perfil de investidor. 

Análise de Investimentos

Saiba como começar a investir

Saiba como começar a investir 2560 1709 SVN Invest
Por Thais Skodowski

Investimento é aplicar recursos com o objetivo de se obter algo. Aqui, estamos falando de investimento financeiro. Isso significa aplicar dinheiro em algum ativo ou produto financeiro com a expectativa de ganhar mais no futuro. 

Por exemplo, você aplicou R$ 1.000 em títulos públicos e após quatro anos recebeu R$ 1.500. Isso é investimento. Ou seja, investir é diferente de poupar. Quando você investe, o objetivo é que esse dinheiro se multiplique. Isso é diferente de poupar, quando os recursos só ficam parados na conta.

Resumindo: investir é fazer o seu dinheiro trabalhar para você.

Mas de onde surge esse dinheiro adicional? Dos juros compostos. Quem investe está fazendo um empréstimo para uma organização, que pode ser o Tesouro Nacional, financeiras, empresas e bancos. 

Qual é o melhor investimento?

Há vários fatores que devem ser levados em conta na hora de escolher o melhor investimento.

O primeiro deles é que o investidor precisa estar ciente sobre risco e retorno. Essas duas variáveis implicam diretamente no valor do retorno dos aportes. Afinal, quanto maior o risco de um produto financeiro, maior será o potencial de retorno em cima dele.

O melhor investimento é o que está mais adequado ao seu perfil do investidor. Isso está diretamente relacionado ao risco. 

Existem três perfis de investidores: 

  1. Conservador: está disposto a correr menos riscos, ou seja, ele vai escolher um produto financeiro que o risco é menor mesmo que isso signifique receber menos dinheiro no futuro. Ele tem medo de perder o montante que investe. A palavra desse perfil é segurança.
  2. Moderado: não está disposto a correr tanto risco, mas também busca por ganhar acima da média. A palavra desse perfil é diversificação.
  3. Agressivo ou arrojado: não teme correr altos riscos para conseguir grandes lucros. Geralmente é alguém que conhece bem o mercado financeiro. A palavra desse perfil é rentabilidade.

Além do perfil do investidor, são fatores que interferem na escolha do melhor investimento o prazo em o dinheiro será investido e a quantia que se dispõe. É igualmente importante definir se os aportes serão mensais.

Com essas perguntas respondidas, já é possível buscar qual o melhor investimento para você.

Tipos de investimentos

Há ativos com características específicas para atender os mais diversos objetivos dos investidores. A maior parte deles são divididos em renda fixa ou renda variável. Essas modalidades apresentam diferenças importantes: a renda fixa tem menor risco e menor retorno. Já a renda variável tem maior risco e maior retorno.

Renda fixa:

É quando o investidor tem uma previsão do retorno. Os investimentos em renda fixa podem ser:

Pré-fixados: quando a quantia de juros que será paga já é definida no momento que o investimento é acordado.

Pós-fixados: a quantia de juros será definida apenas quando o título vencer.

São exemplos de títulos de renda fixa:

– Tesouro Direto: comprar um título do Tesouro Direto é como emprestar dinheiro para o governo. Ideal para iniciantes e aqueles que têm pouco dinheiro para investir. Permite aplicações a partir de R$ 30 e oferece liquidez diária, ou seja, é possível resgatá-lo com facilidade.

– CDB (Certificado de Depósito Bancário): Como o próprio nome diz, o investidor empresta dinheiro para os bancos. O mínimo investido depende da instituição bancária, mas é possível encontrar CDB a partir de R$ 500. 

– LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito ao Agronegócio): títulos de renda fixa. Os recursos captados pela LCI são utilizados pelo setor imobiliário, já os da LCA para os participantes da cadeia do agronegócio. 

– Letra de câmbio: o título de renda fixa é emitido por financeiras. Costuma apresentar rendimentos melhores que os títulos citados acima. 

– Debênture: são papéis de dívida das empresas, ou seja, o investidor vai emprestar dinheiro para uma companhia e receber juros por isso. 

– CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são títulos securitizados de renda fixa. CRI está relacionado ao setor imobiliário, e CRA ao agronegócio.

Renda variável:

Investimento em renda variável é aquele que o retorno não pode ser definido no momento da aplicação. A remuneração pode variar conforme as expectativas de mercado. 

São exemplos de ativos de renda variável:

– Ações: ao comprar ações, o investidor se torna sócio da empresa comprando uma parcela dela. Ao fazer parte do negócio, o investidor fica sujeito aos lucros e prejuízos da companhia.

– Opções: são um contrato que dá ao investidor o direito de comprar ou vender certo ativo por um valor definido em uma data específica futura.

– Fundos de investimentos: reúnem recursos de várias pessoas e esse montante é aplicado de maneira conjunta no mercado financeiro. Os ganhos obtidos com essas aplicações são divididos entre os participantes do fundo. Há fundos de renda fixa e de renda variável.

– Fundos de Investimentos Imobiliários: o mesmo conceito que os fundos de investimentos, com a diferença que os recursos são aplicados em ativos do mercado imobiliário.

O que fazer para começar a investir

Quando você tiver definido o objetivo, o valor que quer investir e já sabe qual é o seu perfil de investimento, o próximo passo é abrir uma conta em uma corretora.

As corretoras são instituições financeiras que disponibilizam diversos produtos do mercado financeiro para os clientes.

Também é importante estudar bastante sobre o assunto. Para montar uma carteira de investimentos diversificada, é preciso acompanhar as variações do cenário econômico e do mercado financeiro. Isso nem sempre é uma tarefa fácil. Para realizar os aportes com mais segurança, você pode contar com a ajuda de um assessor de investimentos. 

Malala na Expert 2020: “Sua voz pode mudar o mundo”

Malala na Expert 2020: “Sua voz pode mudar o mundo” 768 512 Fabio Henrique

Malala Yousafzai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2014 e co-fundadora da Fundação Malala, encerrou a Expert 2020.

A ativista pelo direito universal à educação contou o que de mais importante aprendeu até o momento na sua jornada. “Todo mundo pode desempenhar o seu papel e fazer a sua parte”.
A paquistanesa foi baleada quando tinha 15 anos, em 2012, quando seguia em um ônibus escolar. O ataque ocorreu porque Malala se destacava na luta pela educação das meninas e adolescentes no Paquistão, um país dominado pelos talibãs – contrários ao ensino para as mulheres.

“Tentaram me aterrorizar com um tiro porque a minha voz era tão poderosa que causava medo em algumas pessoas”, disse. Foi a partir do ataque que ela percebeu que mesmo tão jovem, era importante na luta. “Sua voz pode mudar a comunidade, disse.

Para Malala, a educação é fundamental, principalmente na vida das mulheres. “Educação é uma parte extremamente importante no empoderamento e emancipação de uma mulher”, complementou. Ela citou como exemplo a própria mãe, que estudou até os seis anos, e que tinha dificuldades para fazer coisas cotidianas, como marcar uma consulta médica sozinha.

Ela ainda demonstrou preocupação com o futuro de meninas que estão afastadas da escola por causa da pandemia. “O temor é que elas não consigam voltar para a escola”.

Sobre Malala Yousafzai

Formada no curso de Filosofia, Política e Economia da Universidade de Oxford, uma das mais prestigiadas do mundo, Malala afirmou que é preciso que os governos aumentem o financiamento em educação.

Zlauddin Yousafzai

O pai de Malala, Zlauddin Yousafzai, também participou da conversa. Para ele, a principal contribuição na educação da filha foi permitir com que paquistanesa manifestasse suas opiniões.

“Não me perguntem o que eu fiz. Me perguntem o que não não fiz. Como pai, eu não cortei as asas dela”, concluiu.