Investimentos

o que são debêntures ?

O que são debêntures e como funcionam

O que são debêntures e como funcionam 1000 667 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Trata-se de uma das alternativas de investimento de renda fixa na qual o investidor compra títulos de empresas e é remunerado por esse empréstimo. As regras relacionadas aos prazos e ao tipo da remuneração são conhecidas no momento da aplicação, e os prazos de vencimento costumam ser estendidos — em geral de cinco a quinze anos.

Entre os tipos mais comuns de debêntures, se destacam:

Debêntures simples: são as mais comuns do mercado. Podem oferecer retorno prefixado – ou seja, a taxa de juros é definida no momento da compra. Ou pós-fixado, no qual os juros seguem um indicador de referência como a Selic, a taxa oficial de juros do País. Há também as híbridas, que mesclam esses dois tipos de remuneração.

Debêntures conversíveis: oferecem rendimento igualmente pré, pós-fixado ou híbridas. A diferença é que podem ser convertidas em ações das empresas emissoras dos papéis. Por se tratar de uma operação mais complexa, esse tipo de debênture geralmente está disponível apenas para investidores qualificados, que tem a partir de R$ 1 milhão disponível para aportes.

Debêntures incentivadas: papéis emitidos por empresas que investem no setor de infraestrutura. O montante levantado com a venda desses títulos é usado, por exemplo, para a construção de plantas geradoras de energia, portos ou projetos de administração de estradas.

Por se tratar de empreendimentos que contribuem para o desenvolvimento do País, esses papéis contam com um incentivo fiscal que isenta a cobrança de Imposto de Renda para os investidores. Existem também os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) que seguem regras bem similares às debêntures incentivadas, principalmente no que diz respeito à isenção de imposto de renda. Trata-se de títulos de créditos oferecidos por empresas dos respectivos segmentos. 

Rentabilidade e risco

Além de ser um tipo de aporte que contribui para a diversificação da carteira, as debêntures são, em geral, mais rentáveis em comparação a outras aplicações da renda fixa com prazo de vencimento parecido. Esse acréscimo no retorno reflete o “risco de crédito” elevado do investimento ou a possibilidade de a empresa não honrar os compromissos assumidos.

Conhecer o nível de solidez da empresa pode ajudar a evitar minimizar esse risco. Essa informação pode ser buscada nos relatórios de desempenho econômico das companhias.

Além disso, vale olhar com atenção o prospecto da oferta das debêntures, documento no qual as empresas explicam as condições desses papéis que estão emitindo, com remuneração e prazo. É possível também pedir ajuda a um assessor de investimentos para fazer essas análises.

Garantias

Outro aspecto importante a ser analisado antes de concretizar o investimento são as garantias oferecidas pelos emissores. Há quatro tipos:

Real: oferece como garantia os bens da empresa emissora.

Flutuante: caso a empresa entre em falência, o investidor tem prioridade sobre os outros credores.

Quirografária (sem preferência): em caso de falência, o investidor concorre com todos os demais credores, sem prioridade de ser ressarcido.

Subordinada: na hipótese de liquidação da companhia, a preferência de pagamento se dá apenas em relação aos acionistas.

Imposto de Renda (IR) e taxas

Ao calcular o retorno da aplicação, é importante avaliar as taxas e a incidência de impostos. Entre os custos da operação, há as taxas cobradas por bancos e corretoras. No entanto, um dos principais custos desse tipo de investimento é o IR, que incide sobre os rendimentos e é regressivo. Ou seja, quanto mais tempo durar o investimento, menor é o imposto a ser pago. Se a aplicação durar seis meses, a tributação é de 22,5% sobre os ganhos. Se durar mais de dois anos, esse percentual cai para 15%.

O que são BDRs?

BDRs: uma alternativa para investir no exterior

BDRs: uma alternativa para investir no exterior 1000 667 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são certificados que representam ações emitidas por empresas em outros países e negociadas no pregão da B3. 

Na prática, é uma maneira simples de os brasileiros investirem em ativos estrangeiros, negociados, por exemplo, na bolsa de Nova York (NYSE) ou na Nasdaq. Embora a maioria das BDRs disponíveis na B3 sejam americanas, há opções de companhias de outros países, a única restrição é que ela precisa estar de alguma forma nos Estados Unidos. Se ela não tiver ações listadas por lá, deve ao menos ter recibos à venda nas bolsas, os ADRs.

O investidor que comprar um BDR não adquire a ação da empresa que escolheu, e sim um título que representa esse papel. Essas ações de fato existem lá fora, e estão sob custódia de uma instituição financeira responsável pela sua guarda.

No Brasil, é também uma instituição financeira – depositária – que emite os BDRs e assegura o funcionamento do sistema. 

Para emitir BDRs de uma empresa americana no Brasil, por exemplo, a instituição depositária precisa adquirir as ações dessa companhia no exterior, dando lastro para o recibo.

Os BDRs podem ser classificados em dois grupos: patrocinados e não patrocinados.

Patrocinado: são BDRs emitidos por uma instituição depositária contratada pela companhia estrangeira emissora dos valores mobiliários. Ou seja, os títulos têm o apoio – e o patrocínio – financeiro da empresa estrangeira que lastreia os papéis. Elas podem ser classificadas nos  Níveis I, II ou III. 

Os títulos de Nível I são aqueles onde a companhia não precisa de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar. Por não estar tecnicamente alinhado às regras locais, a compra e venda se restringe ao mercado de balcão. 

Já os títulos de Níveis II e III têm registro da empresa emissora na CVM. Dessa maneira,  precisam seguir as mesmas regras de transparência e governança estabelecidas para as companhias brasileiras, e por isso podem ser negociados no pregão da bolsa. 

Não Patrocinado: são BDRs emitidos de maneira independente por uma instituição depositária. Nesse caso, não há acordo com a companhia emissora das ações. É a classificação da maioria das centenas de títulos da categoria negociados na B3. O ticker (código de negociação) desses  papéis termina sempre com o número “34”, como: Netflix (NFLX34) e Facebook (FBOK34).

Diversificação

Ao agregar BDRs na carteira, o investidor consegue incluir no seu portfólio papéis de empresas que atuam em setores inexistentes ou pouco desenvolvidos no Brasil, como serviços de streaming, redes sociais e o segmento médico, por exemplo. Trata-se de uma ótima opção para diversificar a carteira. 

Há mais de 500 opções de BDRs na B3. Para realizar as melhores escolhas, o investidor deve analisar os fundamentos e o comportamento das ações que pretende adquirir por meio dos títulos, assim como o seu histórico de atuação. 

Para ajudar a entender a variação do preço do título no Brasil, uma dica é acompanhar o BDR-X, índice da B3 que reúne os BRDs não patrocinados negociados no país. 

Risco

Investir em BDRs tem o mesmo risco que comprar diretamente em ações. Ou seja, os títulos sofrem  alterações de preços conforme a dinâmica e a volatilidade do mercado.

O investidor também estará sujeito à variação cambial – o que pode ser bom ou ruim. Se o preço do dólar cair e o real aumentar, o rendimento do ativo também cairá junto ao dólar. No entanto, se o dólar aumentar e o real cair, o investimento também terá aumento na rentabilidade.
Outra questão a ser considerada é a liquidez (facilidade que o ativo pode ser convertido em dinheiro) dos BDRs. Alguns papéis podem ser menos negociados que outros, e isso pode fazer com que o valor do spread (diferença entre os valores das taxas de câmbio de compra e venda) sejam maiores. A tributação do produto pelo Imposto de Renda é de 15% sobre o ganho obtido nas negociações.

Dólar sobe e segue em movimento de alta

Dólar sobe 7,9% no ano; tendência de alta segue

Dólar sobe 7,9% no ano; tendência de alta segue 1000 667 SVN Invest

Renan Mazzo

O dólar subiu 0,8% em março e saltou de R$ 5,58 para R$ 5,63. No ano, a moeda norte- americana acumula alta de 7,9% frente o real (até 06/04), e os primeiros dias do mês de abril mostram que a tendência de subida continua. A escalada do dólar reflete a delicada situação fiscal do governo, as incertezas em relação ao desenvolvimento dos programas de vacinação e, por consequência, a lenta retomada econômica do País.

No entanto, há alguns fatores que podem frear essa alta. O relatório Focus (de 05/04) – documento semanal que reúne as projeções de economistas consultados pelo Banco Central (BC) – aponta que o dólar tende a recuar até dezembro, encerrando o ano cotado a R$ 5,35. Essa projeção é baseada em um cenário em que o governo adote uma postura de responsabilidade fiscal. Um importante ponto de atenção do mercado é a sanção do Orçamento da União, que após ter sido aprovado pelo Congresso com atraso, aguarda a assinatura do presidente, que pode acrescentar vetos ao texto.

Outro fator que tende a contribuir para o recuo do dólar até o fim do ano é a previsão de alta da Selic (taxa básica de juros) com intuito de controlar a inflação. Além desses pontos, a expectativa de retomada da economia com o controle da pandemia em meio aos programas de vacinação tende a direcionar a cotação do dólar para baixo da faixa de R$ 5,40.

Como proteger os investimentos

Como estratégia para lidar com a forte volatilidade da moeda, os investidores podem colocar, ou manter, um percentual da carteira em ativos atrelados ao dólar. Essa parcela do patrimônio ficará descorrelacionada com nossa bolsa de valores. Ou seja, quando o índice Ibovespa cai, o dólar tende a subir, e vice-versa.

Dessa forma, ter um percentual da carteira exposto à moeda forte funciona como uma proteção para momentos de instabilidade em nosso mercado interno. Existem diversas opções para dolarização dos investimentos, incluindo fundos de investimentos e ETF’s. É importante entrar em contato com seu assessor de investimentos para encontrar a melhor opção de acordo com seu perfil.

Retrospectiva do dólar em março

Depois de um forte movimento de alta na segunda semana do mês, a cotação do dólar chegou a R$ 5,87. No entanto, nos últimos dias de março, voltamos à casa dos R$ 5,63. Um dos fatores que desencadeou o enfraquecimento de nossa moeda foi a anulação das condenações do ex-presidente Lula relacionadas à Lava Jato. Esse fator pontual contribuiu para que o real se depreciasse mais de 3% em apenas um dia.

Tal cenário foi equilibrado com intervenções do BC para amenizar a queda do real, esforço somado à aprovação do pacote de estímulos econômico nos Estados Unidos no valor de US$ 1,9 trilhão. A quantidade maior de dólar no mercado contribuiu para a queda da cotação.

Além disso, a decisão do Comitê de Política Monetária do BC (Copom) de aumentar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual – a primeira elevação desde 2015 – acentuou esse movimento, e a cotação recuou para R$ 5,44, a mínima do mês. A reta final de março foi marcada pela apreensão em relação à aprovação do Orçamento da União.

A votação do Congresso para decidir as despesas federais programadas para 2021 deveria ter acontecido no ano passado, mas sofreu adiamentos por conta da pandemia de Covid-19 e das eleições municipais. Diante do cenário complexo, a aprovação do orçamento aconteceu no dia 25 de março, e agora a matéria aguarda sanção presidencial.

Perspectiva para abril

A aprovação final do orçamento é um dos principais pontos de atenção do mês. O presidente Jair Bolsonaro tem até o dia 22/04 para realizar o veto parcial da lei orçamentária aprovada pelo plenário, decisão que irá ditar como o mercado avalia o risco fiscal brasileiro, o que influencia diretamente a taxa de câmbio.

Além disso, outro fator de destaque em abril é a curva de juros futuros dos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reafirma que a taxa de juros não aumentará nos próximos anos. No entanto, o risco de elevação da inflação faz com que o mercado considere uma possível alta, o que pode refletir no aumento da cotação do dólar frente a moedas de países em desenvolvimento, como o Brasil.

Outro ponto que deve continuar no radar dos investidores é o desenvolvimento do plano de vacinação brasileiro. A diminuição nos casos de contaminação do Covid-19 tende a incentivar a retomada da economia, o que impactará de maneira positiva na cotação de nossa moeda.

dicas para diversificar os investimentos

Sete dicas para diversificar os investimentos

Sete dicas para diversificar os investimentos 1332 883 SVN Invest

Priscilla Arroyo —

O princípio da diversificação é um dos mais importantes quando o assunto é investimento. Ao diversificar a carteira, o investidor pode melhorar a performance, diminuir a volatilidade e ter melhor previsibilidade dos resultados. 

Conversamos com o Lucas Andreani, sócio e assessor de investimentos na SVN, que listou sete dicas essenciais para ajudar o investidor a ter uma visão mais crítica sobre si mesmo (e os seus objetivos). Dessa maneira, fica mais fácil escolher as opções disponíveis no mercado e ter sucesso na missão de equilibrar os aportes.  

1- Tenha a taxa de juros como aliada

Embora a taxa de juros do Brasil possa ser considerada baixa (a Selic está 2,75% ao ano),  ela ainda é elevada em comparação com outros países em desenvolvimento. Por isso, há oportunidades em renda fixa. O segmento é uma ótima opção para quem quer ter resiliência na carteira e sem a presença da volatilidade.

Há maneiras de diversificar dentro da renda fixa, pois os títulos têm três indexadores: Selic,  inflação medida pelo IPCA e taxa prefixada. 

“A escolha entre essas três opções vai variar muito de acordo com o melhor momento do mercado ou com o perfil do investidor”, diz Andreani. Por isso, é importante contar com a ajuda de um especialista para agregar os produtos mais coerentes de acordo com cada plano de investimento. 

2- Analise os Fundos Imobiliários

O produto possibilita que investidores com pouco capital tenham acesso a grandes empreendimentos imobiliários. Com apenas R$ 100, é possível “comprar” agência bancária, escritórios em grandes metrópoles, hospitais, entre uma enorme gama de opções. 

Dessa maneira, o investidor recebe parte da rentabilidade do aluguel desses imóveis todos os meses na sua conta. Uma vantagem adicional da operação é que o recebimento de aluguel é isento de Imposto de Renda. Na SVN, a corretagem de compra e venda desses ativos também é isenta. 

Outro diferencial de investir em Fundos Imobiliários é que eles são negociados na Bolsa de Valores, e por isso têm liquidez (facilidade de compra e venda das cotas). Do outro lado,  há também uma leve volatilidade, que o investidor tem de estar preparado para lidar.  

3- Avalie renda variável

Aqui é onde estão as maiores opções para rentabilizar a carteira de investimentos. Ao comprar uma ação, o investidor se torna sócio de uma empresa, e contribui para gerar valor, riqueza e tecnologia. “É um círculo vicioso, um ganha-ganha”, destaca Andreani. 

No entanto,  é nesse mercado que existe a maior taxa de volatilidade. Por isso, é importante ter conhecimento e contar com ajuda especializada para operar no segmento.

4- Considere os fundos Multimercados

São veículos ideais para quem busca se descolar do desempenho dos produtos mais tradicionais do mercado. Os fundos são administrados por profissionais experientes, que podem investir em ativos de renda fixa e renda variável brasileiros e/ou estrangeiros. 

A categoria possibilita um espaço maior para a tomada de decisão do time de gestão, que faz as mudanças com o objetivo de aproveitar ao máximo as mudanças do cenário econômico com o objetivo de melhorar a rentabilidade. Trata-se de um produto que geralmente tem uma leve volatilidade. 

5- Estude sobre Fundos Internacionais   

Os fundos alocados em outros países permitem que o investidor brasileiro aplique em outro mercado, em outra moeda. É o auge da diversificação!

Para mensurar a diferença do mercado externo com o local, vamos considerar o índice norte-americano Nasdaq, que reúne as ações das maiores empresas de tecnologia do mundo. O Nasdaq valorizou 71,6% nos últimos 12 meses (até 26/03). No mesmo período, o Ibovespa subiu 52,09%. 

O dólar, por sua vez, valorizou R$ 14,06% sobre o real no mesmo período, e a sua cotação saltou de R$ 5,02 para R$ 5,74.  

Por meio dos fundos internacionais é possível comprar ativos de renda fixa, multimercado, outras modalidades de renda variável, moedas, entre outras opções. 

6- Considere o Perfil de Investidor

O autoconhecimento não é importante somente para operar o mercado financeiro, mas para tudo o que vamos fazer em nossas vidas. Quem quer entrar no mercado, deve entender exatamente o nível de risco que pode suportar.

Por isso, é importante responder de maneira sincera e objetiva o questionário que vai indicar o grupo de investidores a que pertence cada um ou cada uma: conservador, moderado ou arrojado. 

Trata-se de uma ferramenta indispensável (e por isso obrigatória) para fazer qualquer aporte. Ajuda igualmente o assessor de investimentos a montar a cesta de produtos mais coerente com cada caso, levando em consideração os objetivos e apetite ao risco dos clientes. 

7- Entenda os seus objetivos

Quando o assunto é diversificação, um ponto essencial é levar em consideração os objetivos e os prazos para que as metas traçadas no plano de investimento sejam concluídas. Só assim é possível alcançar uma combinação exata entre rentabilidade e risco.  

Se o objetivo for  fazer uma viagem em 12 meses, não é aconselhável  expor o patrimônio à volatilidade, por exemplo. 

Em outro cenário, se o plano for montar uma carteira para a aposentadoria, então a dica é dar preferência para ativos de longo prazo, que oferecem melhor retorno. O perfil do cliente vai ditar as doses de volatilidade desses ativos. 

“Nós, da SVN, estamos dispostos a encontrar a melhor estratégia para cada cliente. Se você pensa em diversificar e tem mais alguma dúvida, entre em contato conosco. Ficamos felizes de contribuir com essa dica de Páscoa: Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta!”, diz Andreani. 

diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos 1576 888 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Ter sucesso nos investimentos é resultado de muito estudo e dedicação. Mas não basta saber quais são os melhores ativos para adquirir. É preciso organizar a carteira com um grupo de produtos que tenha potencial de diminuir os riscos e, ao mesmo tempo, elevar os ganhos. Por isso, a diversificação é uma palavra – e uma atitude – chave para quem quer alcançar os objetivos de maneira assertiva quando o assunto é investir.

Para além do mundo financeiro, há um conselho relacionado a essa sabedoria que há muitas décadas permeia conversas de famílias por todo o mundo: “não deixe todos ovos na mesma cesta”. A cesta pode cair e, quebrados, todos os ovos estarão perdidos. O conselho serve para diversas situações.

Diversificação

Como estamos na Páscoa, aproveitamos para relembrar a importância da diversificação em todos os aspectos da vida. Afinal, se colocarmos todos os deliciosos ovos de chocolate na mesma cesta e, por algum motivo a perdemos, ficaremos sem gostosuras para apreciar e presentear, não é mesmo?

A analogia pode ser facilmente usada para a carteira de investimentos. Quando apostamos em um só ativo para alcançar o objetivo, o risco é muito maior. O mercado financeiro passa por mudanças o tempo todo. Um investimento que hoje é visto como uma ótima opção, daqui a algumas semanas ou meses pode trazer perdas inesperadas por conta de algum solavanco do mercado que foge do controle do investidor. Por isso, por mais que um produto ofereça muitas vantagens, ele nunca deve reinar sozinho na carteira.

Renda fixa e renda variável

Para começar a pensar em um grupo harmônico de ativos, é possível identificar algumas opções na renda fixa, o que diminui a volatilidade da carteira e aumenta a sua resiliência. Dar prioridade aos produtos com menor taxa de risco é um bom começo de planejamento para montar a carteira.

O segundo passo é ir aumentando esse grau de risco conforme o perfil de investidor. Se esse perfil for moderado ou arrojado, é possível inserir também algumas alternativas de renda variável, como ativos da Bolsa de Valores ou Fundos Imobiliários.

Após bater o martelo sobre os ativos, o investidor deve definir qual porcentagem vai alocar em cada um dos produtos. Além do equilíbrio entre risco e retorno, é importante pensar no prazo que tem o objetivo do plano de investimento.

Se a meta for levantar recursos para férias, por exemplo, o ideal é que o maior peso da carteira esteja em produtos com vencimento no curto prazo e tenham baixa volatilidade. Mas se o propósito for comprar um imóvel, a parte mais relevante da carteira deve estar em produtos que deem retorno nos médio e longo prazos.

Pensar nessas estratégias para diversificar a carteira é essencial. Há centenas de produtos disponíveis no mercado. Mas o investidor não precisa conhecer todos, pois sempre pode contar com a ajuda de um assessor para construir esse plano com maior solidez.

O que são ADRs?

Investimento no exterior: o que são ADRs?

Investimento no exterior: o que são ADRs? 1000 667 SVN Invest

Priscilla Arroyo

American Depositary Receipts (ADRs) são recibos de ações emitidos nos Estados Unidos que permitem negociar papéis de companhias de fora do país nas Bolsas de Valores americanas.

Grandes empresas brasileiras, como Vale, Bradesco, Ambev e Bradesco, utilizam o mecanismo e têm como vantagem acessar o capital estrangeiro. Em contrapartida, elas precisam seguir as regras e a legislação americanas. 

Para os investidores que operam nas bolsas dos Estados Unidos, o ADR é uma alternativa para investir em outros países de maneira simplificada. Eles têm a possibilidade de comprar  títulos representativos desses papéis – o que não é a ação em si – com a cotação em dólares.

As ações que lastreiam os ADRs existem nos países de origem e estão devidamente depositados e bloqueados em uma instituição financeira que atua como custodiante, responsável por guardá-las. Nos Estados Unidos, quem emite os recibos é uma outra instituição financeira – a depositária.

O investidor que adquire os ADRs tem os mesmos benefícios que um acionista dono de ações no mercado local, como o recebimento de dividendos.

As ADRs são divididas em duas categorias:

Patrocinadas: Quando um banco americano emite uma ADR (depositário) em nome de empresa estrangeira com base em um acordo legal. Normalmente, a empresa estrangeira paga os custos de emissão e mantém o controle sobre os títulos, enquanto o banco se encarrega de possibilitar a negociação com os investidores. 

Não patrocinadas: são títulos emitidos por um banco americano sem o envolvimento direto da empresa estrangeira. Dessa maneira, pode existir diversos ADRs não patrocinados para a mesma empresa estrangeira, emitidos por diferentes bancos instituições. 

Entre as duas modalidades, a mais comum no mercado americano são os ADRs patrocinados. Essa condição facilita que os títulos sejam listados nas bolsas.

Níveis de ADRs

O nível de um ADR indica o ambiente que ele poderá ser negociado.

– ADRs de nível I: negociados apenas no mercado de balcão;

– ADRs de nível II: negociados em bolsas sobre certificados lastreados em ações já emitidas anteriormente pela empresa;

• ADRs de nível III: considerados de maior prestígio no mercado,  também são negociados em bolsa e envolvem a emissão de novas ações pela empresa.

Como investir em ADRs

Quem opera ADRs são investidores que operam nos mercados dos Estados Unidos. Os brasileiros que negociam nas bolsas por lá podem se beneficiar ao ter a possibilidade de investir em companhias de outros países.

Para adquirir ADRs é preciso ter uma conta em uma instituição financeira americana, além de preencher um cadastro e enviar os documentos solicitados. 

Além do custo da operação, como as tarifas cobradas pela instituição financeira e despesas com o câmbio, o investidor deve considerar o desembolso com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a uma alíquota de 0,38% sobre o valor. 

E BDRs, o que são?

Para quem opera no Brasil e quer investir em papéis de empresas americanas, os BDRs são uma opção. Esses títulos de ações de companhias como Netflix e Amazon podem ser adquiridos na B3, onde há mais de 500 papéis que representam empresas estrangeiras. Os BDRs têm o mecanismo de funcionamento parecido ao do ADR.

IPO: como as empresas vão para a Bolsa

IPO: como as empresas vão para a Bolsa

IPO: como as empresas vão para a Bolsa 1328 886 SVN Invest

Priscilla Arroyo

IPO vem da expressão em inglês “Initial Public Offering”, ou Oferta Pública Inicial (de ações). Trata-se do processo pelo qual a empresa começa a negociar as suas ações na Bolsa de Valores. Depois de realizar o IPO, a empresa passa a ter o seu capital aberto — ou seja, os investidores que compram suas ações se tornam sócios da companhia, com uma fração do capital.

Para negociar ações, a companhia geralmente se prepara por meses — ou anos — adaptando sua gestão para um modelo que dê maior transparência ao negócio. O próximo passo é solicitar um registro de companhia aberta no órgão regulador do mercado de valores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Durante o processo de abertura de capital, que dura cerca de dez semanas, são analisados diferentes aspectos como a governança, por exemplo.

Prospecto de abertura de capital

Uma das exigências durante esse processo é a apresentação do prospecto de abertura de capital ao mercado. Trata-se de um importante documento que reúne detalhes do negócio como os números que mostram o seu desempenho, projeções, qualidade da gestão, riscos e perspectivas para o setor.

Essas referências possibilitam uma análise fundamentalista da empresa. O investidor sempre deve analisar o documento ou buscar relatórios com avaliação de especialistas.

O prospecto expõe também as motivações da companhia para a abertura de capital, assim como a maneira que os administradores pretendem utilizar os recursos dos investidores. O montante pode ser usado para diversos fins, como pagar dívidas ou financiar projetos.

Emissão de ações

O valor das ações é outro ponto de atenção na análise do investidor interessado no IPO. É possível mensurar o preço dos papéis (valuation) com técnicas específicas usadas por especialistas. Trata-se de uma informação essencial para entender se o valor dado aos papéis da empresa que realiza o IPO é justo e se há uma oportunidade de compra em comparação aos seus pares do mercado.

Depois de realizar o IPO, a empresa pode fazer novas emissões de ações. Essas emissões podem ser primárias ou secundárias. Na oferta primária, a companhia emite novos papéis com intuito de vendê-los aos investidores, e os recursos levantados são direcionados para a própria companhia.

Já na emissão secundária, a empresa vende ações existentes, geralmente que pertencem aos sócios com maior participação que desejam diminuir a parcela no negócio. Nesse caso, os recursos vão para os acionistas que vendem as ações.

dicas para driblar os juros baixos

Quatro dicas para driblar os juros baixos

Quatro dicas para driblar os juros baixos 1326 866 SVN Invest

Jhonny Oliveira —

De julho de 2015 até agosto de 2020, a Selic – taxa oficial de juros do País – diminuiu aproximadamente 86%, saindo de 14,25% para 2% ao ano. Essa queda refletiu uma mudança na política econômica proposta pelos últimos governos, com o objetivo de incentivar a atividade do mercado produtivo e estimular o consumo.

Isso repercutiu de maneira direta no rendimento das aplicações. Os investimentos conservadores, que antes pagavam mais de 1% ao mês em juros, passaram a render aproximadamente 0,16%. Trata-se de um retorno que muitas vezes não supera a inflação, resultando em um juro real negativo para o investidor. O que fazer para garantir uma boa rentabilidade nesse cenário?

O conselho é montar uma carteira combinando modalidades de investimentos capazes de ofertar retornos mais equilibrados, rentabilidade, segurança e liquidez.

Confira algumas categorias que atendem a esses critérios:

  1. Renda fixa indexada à inflação: São títulos conservadores que têm a sua rentabilidade formada pela inflação medida pelo IBGE, mais uma taxa prefixada, que gera uma rentabilidade real positiva para o investidor.Nessa categoria podemos encontrar títulos públicos, bancários e títulos de crédito privado. São papéis para serem mantidos na carteira até o vencimento. Por isso, trata-se de uma alternativa para preservar o poder de compra do patrimônio ao longo do tempo com uma maior segurança
  2. Renda fixa com taxa prefixada: é o único investimento no qual é possível saber o rendimento exato do título até o vencimento. Por essa característica, é uma modalidade segura e rentável para compor a carteira de investimentos. Contudo, os prazos e a liquidez desses títulos são longos. A dica é colocar até 10% do patrimônio nessa categoria de remuneração, que está disponível em títulos públicos, bancários e de crédito privado.
  3. Fundos de investimentos: aqui a estratégia de alocação dos ativos será feita por um gestor, que vai decidir quais são os melhores produtos para compor o portfólio com base em regras pré-acordadas, que são diferentes entre os fundos. Há tipos que operam com estratégias conservadoras em renda fixa, moderada em multimercados e arrojadas em renda variável. Avaliar essas estratégias é importante para que o investidor escolha de maneira assertiva onde pode ter os melhores retornos considerando o perfil individual de tolerância ao risco. Antes de adquirir cotas, é importante avaliar igualmente as características dos fundos, como prazo de resgate, taxas de administração e, se houver, de performance.
  4. Ações e Fundos Imobiliários: indicado para investidores com perfil mais arrojado, que buscam ganho de capital ao longo do tempo e estão dispostos a tolerar flutuações negativas em determinados períodos – principalmente no curto prazo. Trata-se de uma estratégia que demanda maior conhecimento e capacidade analítica para tomar decisões no momento de formar o portfólio. Como os preços são bastante sensíveis ás mudanças nos contextos econômico e político do mercado, a dica é não expor mais do que 5% do patrimônio inicialmente nessas classes. Um boa oportunidade de iniciar aportes na Bolsa de Valores são ativos de empresas bem fundamentadas, já consolidadas em seus setores de atuação e que distribuem lucros periodicamente aos investidores. Em relação aos Fundos Imobiliários, algumas categorias permitem ganho de capital à medida que o fundo valoriza e também por meio de pagamento mensal dos dividendos aos cotistas. Outra vantagem é que há isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. As possibilidades de retorno nessa classe são muito significativas, porém os riscos também são consideráveis e não se deve investir recursos que o investidor pode ter necessidade de usar em um horizonte de tempo curto.

Em um momento no qual a Selic atinge patamar mínimo histórico, o ideal é compor uma carteira diversificada entre várias classes de ativos, na qual os percentuais devem ser definidos conforme o perfil de cada investidor. Os critérios preestabelecidos de segurança devem ser igualmente analisados, assim como liquidez e objetivo de retorno. O comportamento da Selic é cíclico, e por isso é preciso estruturar a carteira de investimentos de maneira estratégica para capturar as melhores rentabilidades em meio a esse movimento.

Breve histórico da Selic

A Selic foi criada em 1999 com o objetivo de ser uma de referência para os juros praticados no mercado financeiro. Definida pelo Banco Central a cada 45 dias, ela se tornou instrumento balizador da economia, pois promove estímulos de consumo, com juros mais baixos, e controle da inflação, com juros mais altos.

No ano passado, a postura de diminuição da taxa se intensificou por conta do isolamento social em meio à pandemia, o que impactou todos os setores da economia. Como ferramenta para fomentar a atividade nesse cenário adverso, o Banco Central reduziu os juros com o intuito de amenizar custos de crédito e compensar o baixo nível de atividade econômica.

Novo rumo para os juros

Hoje em 2,75% ao ano, a Selic deve seguir aumentando. A expectativa do mercado financeiro em meados de março era que a taxa básica de juros encerrasse o ano em 3,75%, enquanto a expectativa para a inflação oficial, medida pelo IPCA, estava em 4,60% para o fim de 2021. O percentual consta no boletim Focus (edição de 15/03), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), que reúne a projeção para os principais indicadores econômicos.

Um importante fator que contribui para a expectativa do aumento de inflação e, como consequência da Selic, é a alta do dólar. A moeda americana sobe mais de 7% em 2021 e reflete na alta dos preços da cesta de produtos que forma o IPCA.

Como o cenário muda constantemente, o investidor deve estar sempre atualizado para avaliar potenciais mudanças na sua carteira de ativos com o objetivo de angariar a melhor rentabilidade.

o que é fundo de investimento

Fundos de investimento: opção para diversificar

Fundos de investimento: opção para diversificar 1334 887 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Fundo de investimento é uma modalidade coletiva de aplicação que reúne o dinheiro de várias pessoas — os cotistas — para investir em uma carteira administrada por um profissional capacitado do mercado financeiro. Esse gestor tem liberdade para aplicar os recursos em diferentes investimentos, dependendo da proposta do fundo. A administração profissional e a diversificação são os principais diferenciais da categoria.

Conheça alguns tipos de fundos:

Renda fixa: apresentam como principal fator de risco a variação da taxa de juros, de índice de preços, ou de ambos. Devem ter pelo menos 80% da sua carteira investida em ativos que estejam relacionados a esses fatores.

Ações: como indica o nome, o objetivo é investir no mercado de ações. Está sujeito à volatilidade natural do segmento no qual deve, no mínimo, 67% do seu patrimônio. Esse percentual pode ser composto igualmente por certificados de depósito de ações e cotas de fundos de ações.

Cambial: o principal fator de risco da carteira é a flutuação do preço da moeda estrangeira, ou a variação de uma taxa de juros chamada de cupom cambial. Devem ter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido nesses ativos. Os Fundos Cambiais de dólar, que buscam acompanhar as variações na cotação da moeda americana, são uma opção para investidores que buscam proteção contra variações cambiais.

Multimercado: Podem investir em diferentes ativos, como renda fixa, câmbio, ações, além de usar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira. Não tem compromisso de concentração em nenhum fator em especial. Pela liberdade de gestão que oferecem, em geral, os administradores buscam rendimentos mais elevados. Por isso, podem ser mais arriscados que outras classes de fundos.

Como investir em um fundo?

O primeiro passo é escolher uma instituição financeira para fazer a aplicação e preencher os documentos solicitados. Depois, é preciso avaliar as opções de fundos e escolher um que esteja coerente com o perfil do investidor. É possível contar com a ajuda de um assessor de investimentos durante esse processo.

Taxas

A taxa de administração é um percentual pago anualmente pelos cotistas sobre o patrimônio do fundo (a soma de todos os recursos aplicados pelo gestor), e pode variar dependendo da instituição financeira e do produto.

Já a taxa de performance, que tem o objetivo de remunerar uma boa gestão, pode existir ou não – a depender do regulamento do fundo – é cobrada duas vezes por ano caso a rentabilidade do fundo supere a de um indicador de referência (benchmark) previamente acordado.

Há também a taxa de saída, que é cobrada do investidor que venda as suas cotas em um prazo inferior ao de resgate padrão do fundo.

Tributação

Há três diferentes categorias de tributação para os fundos:

1- Fundos de ações: alíquota de 15% do Imposto de Renda independente do prazo de aplicação

2- Fundos de curto prazo: compostos por uma carteira de títulos que tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. Alíquota de 22,5% em prazos de aplicação de até 180; acima desse período, 20%.

3- Fundos de longo prazo: compostos por uma carteira de títulos que tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. Alíquota de 22,5% para até 180 dias de investimento; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 a 720 dias; 15% acima de 720 dias.

Come-cotas

Para todos os fundos, menos os de ações, se aplica o sistema de come-cotas no qual a cada seis meses, a Receita Federal recolhe a alíquota devida direto dos fundos. São 20% para Fundos de curto prazo e 15% para fundos de longo prazo.

A tributação dos fundos de investimento também inclui o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele é aplicado em relação ao rendimento dos investimentos com prazo menor de 30 dias. Mas se o dinheiro ficar no fundo por mais de 30 dias, essa cobrança é isenta.

diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos

Coloque os ovos em cestas diferentes: diversifique seus investimentos 1576 888 SVN Invest

Priscilla Arroyo —

Ter sucesso nos investimentos é resultado de muito estudo e dedicação. Mas não basta saber quais são os melhores ativos para adquirir. É preciso organizar a carteira com um grupo de produtos que tenha potencial de diminuir os riscos e, ao mesmo tempo, elevar os ganhos. Por isso, a diversificação é uma palavra – e uma atitude – chave para quem quer alcançar os objetivos de maneira assertiva quando o assunto é investir.

Para além do mundo financeiro, há um conselho relacionado a essa sabedoria que há muitas décadas permeia conversas de famílias por todo o mundo: “não deixe todos ovos na mesma cesta”. A cesta pode cair e, quebrados, todos os ovos estarão perdidos. O conselho serve para diversas situações.

Diversificação

Como estamos na Páscoa, aproveitamos para relembrar a importância da diversificação em todos os aspectos da vida. Afinal, se colocarmos todos os deliciosos ovos de chocolate na mesma cesta e, por algum motivo a perdemos, ficaremos sem gostosuras para apreciar e presentear, não é mesmo?

A analogia pode ser facilmente usada para a carteira de investimentos. Quando apostamos em um só ativo para alcançar o objetivo, o risco é muito maior. O mercado financeiro passa por mudanças o tempo todo. Um investimento que hoje é visto como uma ótima opção, daqui a algumas semanas ou meses pode trazer perdas inesperadas por conta de algum solavanco do mercado que foge do controle do investidor. Por isso, por mais que um produto ofereça muitas vantagens, ele nunca deve reinar sozinho na carteira.

Renda fixa e renda variável

Para começar a pensar em um grupo harmônico de ativos, é possível identificar algumas opções na renda fixa, o que diminui a volatilidade da carteira e aumenta a sua resiliência. Dar prioridade aos produtos com menor taxa de risco é um bom começo de planejamento para montar a carteira.

O segundo passo é ir aumentando esse grau de risco conforme o perfil de investidor. Se esse perfil for moderado ou arrojado, é possível inserir também algumas alternativas de renda variável, como ativos da Bolsa de Valores ou Fundos Imobiliários.

Após bater o martelo sobre os ativos, o investidor deve definir qual porcentagem vai alocar em cada um dos produtos. Além do equilíbrio entre risco e retorno, é importante pensar no prazo que tem o objetivo do plano de investimento.

Se a meta for levantar recursos para férias, por exemplo, o ideal é que o maior peso da carteira esteja em produtos com vencimento no curto prazo e tenham baixa volatilidade. Mas se o propósito for comprar um imóvel, a parte mais relevante da carteira deve estar em produtos que deem retorno nos médio e longo prazos.

Pensar nessas estratégias para diversificar a carteira é essencial. Há centenas de produtos disponíveis no mercado. Mas o investidor não precisa conhecer todos, pois sempre pode contar com a ajuda de um assessor para construir esse plano com maior solidez.