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Malala na Expert 2020: “Sua voz pode mudar o mundo”

Malala na Expert 2020: “Sua voz pode mudar o mundo” 768 512 Thomas Mendes

Malala Yousafzai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2014 e co-fundadora da Fundação Malala, encerrou a Expert 2020.

A ativista pelo direito universal à educação contou o que de mais importante aprendeu até o momento na sua jornada. “Todo mundo pode desempenhar o seu papel e fazer a sua parte”.
A paquistanesa foi baleada quando tinha 15 anos, em 2012, quando seguia em um ônibus escolar. O ataque ocorreu porque Malala se destacava na luta pela educação das meninas e adolescentes no Paquistão, um país dominado pelos talibãs – contrários ao ensino para as mulheres.

“Tentaram me aterrorizar com um tiro porque a minha voz era tão poderosa que causava medo em algumas pessoas”, disse. Foi a partir do ataque que ela percebeu que mesmo tão jovem, era importante na luta. “Sua voz pode mudar a comunidade, disse.

Para Malala, a educação é fundamental, principalmente na vida das mulheres. “Educação é uma parte extremamente importante no empoderamento e emancipação de uma mulher”, complementou. Ela citou como exemplo a própria mãe, que estudou até os seis anos, e que tinha dificuldades para fazer coisas cotidianas, como marcar uma consulta médica sozinha.

Ela ainda demonstrou preocupação com o futuro de meninas que estão afastadas da escola por causa da pandemia. “O temor é que elas não consigam voltar para a escola”.

Sobre Malala Yousafzai

Formada no curso de Filosofia, Política e Economia da Universidade de Oxford, uma das mais prestigiadas do mundo, Malala afirmou que é preciso que os governos aumentem o financiamento em educação.

Zlauddin Yousafzai

O pai de Malala, Zlauddin Yousafzai, também participou da conversa. Para ele, a principal contribuição na educação da filha foi permitir com que paquistanesa manifestasse suas opiniões.

“Não me perguntem o que eu fiz. Me perguntem o que não não fiz. Como pai, eu não cortei as asas dela”, concluiu.

Mick Ebeling na Expert 2020: o impossível é uma condição temporária

Mick Ebeling na Expert 2020: o impossível é uma condição temporária 1000 1000 Thomas Mendes

Você acredita no impossível?
No último dia da Expert 2020, a missão de Mick Ebeling, fundador e CEO da Not Impossible, foi mostrar que o impossível é uma falácia.

“Todas as coisas que são possíveis hoje, em um determinado momento elas foram impossíveis”, disse.

Para Ebeling, “o impossível é uma condição temporária”. E que é nossa tarefa enquanto estamos nesse planeta ajudarmos nessa transição.

Mas como fazer isso?

De acordo com o CEO, tudo parte do absurdo. “Você vê algo que acha absurdo e se revolta contra ele”. Só depois pensa em como resolvê-lo. “A gente tem que se comprometer e depois descobrir como resolver”, contou.


“Abordamos todos os problemas com uma ingenuidade sem limites: nós não sabemos que não vamos conseguir resolver aquele problema”, explicou.

Ebeling também dissemina o #HelpOneHelpMany. Para ele, se você muda a vida de uma única pessoa, você muda a vida de várias. Por isso, ele instiga: de quem você vai mudar a vida?

magic johnson expert 2020

Expert 2020: Gerenciar uma empresa de US$ 1 bi ou enfrentar o Michael Jordan — o que é mais fácil para Magic Johnson?

Expert 2020: Gerenciar uma empresa de US$ 1 bi ou enfrentar o Michael Jordan — o que é mais fácil para Magic Johnson? 1600 900 Thomas Mendes

A XP Investimentos. criou a tradição de trazer uma personalidade dos esportes para contar sobre sua carreira e investimentos nas edições da Expert. Em 2020, a celebridade convidada foi Earvin “Magic” Johnson. O jogador de basquete, ativista e empresário falou sobre a magia de vencer.

Magic Johnson contou que desde criança era muito competitivo e que sempre buscou estar rodeado pelos melhores. “O seu competidor pode melhorar você. Eu perdi um campeonato para o Larry Bird e isso fez com que eu olhasse para mim e descobrisse o que eu precisava melhorar. Eu me reinventei”, disse.

Ainda segundo o atleta, o “importante é como você age depois de perder um jogo importante”.

Negócios

Magic Johnson contou sobre como foi a transição de atleta para empresário. “Eu sempre quis ser um homem de negócios, eu levava muitos executivos pra almoçar comigo quando eu jogava no Lakers”, comentou.

Ele também falou sobre a admiração que tem por Jeff Bezos, CEO da Amazon. “Ele é o cara que pensa fora da caixa, eu adoro isso dele. A cabeça dele funciona de uma maneira diferente de todo mundo”, explicou.

Desafio

Questionado se ele achava mais fácil jogar contra o Michael Jordan ou gerenciar uma empresa de US$ 1 bilhão, o empresário não teve dúvida. “Jogar com o Michael Jordan! Jogar com ele era empolgante, divertido”, falou sobre um dos seus principais adversários nas quadras.

“No basquete eu controlo o jogo, o tempo, o arremesso. No negócio não é assim, você pode ter uma grande ideia, um plano, mas pode dar tudo errado porque não depende só de você”, complementou.

HIV positivo

O atleta ainda falou sobre como foi descobrir que tinha sido diagnosticado com HIV positivo. “Quando eu me vi diante da doença, eu me senti comprometido a fazer parar a discriminação contra as pessoas que viviam com HIV”, explicou.

Em 1991, aos 31 anos, o armador do Lakers anunciou que era soropositivo e que estava se aposentando das quadras. No entanto, um ano depois, ele voltou a jogar, porém sofreu com o preconceito de alguns colegas.
No mesmo ano, Magic Johnson ganhou a medalha de ouro nas Olímpiadas de Barcelona.

Adena Friedman Expert 2020

Expert 2020: Adena Friedman afirma que a essência do capitalismo está mudando

Expert 2020: Adena Friedman afirma que a essência do capitalismo está mudando 1920 1080 Thomas Mendes

Qual é o futuro do capitalismo? Essa é a questão que Adena Friedman, CEO da Nasdaq, tentou responder durante a Expert 2020.

De acordo com Adena, a pandemia do novo coronavírus criou “uma nova experiência para o consumidor e isso deve permanecer”.

Por isso, a CEO acredita que a essência do capitalismo está mudando. “Nas últimas décadas, nós pensávamos que o único foco da empresa era atender os acionistas. Esse é um papel importante, mas afasta do verdadeiro propósito”, disse.“A verdadeira razão das empresas é expandir a economia para que todos possam ter um padrão de vida melhor”, complementou. Adena Friedman chama isso de “capitalismo cooperativo”.

Dessa maneira, as empresas seriam responsáveis pelos acionistas, pelos funcionários, pela comunidade ao redor e pelos fornecedores. “Entregar retorno [para os acionistas], mas também um padrão de vida melhor e uma economia crescente para que todos possam se beneficiar nesse ecossistema”, concluiu.

Responsabilidade dos governos

Ela ainda enfatizou a responsabilidade dos governos de estabelecerem sistemas sociais que promovam igualdade entre a população. “Educação, saúde (…) Mas isso continua sendo um grande desafio”, explicou.

IPOs

A CEO da Nasdaq também contou que se mostrou surpresa com o número de IPOs em março e abril. Foram 87 IPOs que levantaram 20 bilhões de dólares.
“Logo as empresas perceberam que era possível fazer uma oferta remota, e tivemos uma recuperação grande. Eu não sei nem se a gente vai voltar ao sistema antigo”, disse.

Howard Marks Expert 2020

Howard Marks na Expert 2020: “Tudo que é importante na área de investimentos é contraintuitivo”

Howard Marks na Expert 2020: “Tudo que é importante na área de investimentos é contraintuitivo” 696 467 Thomas Mendes

“As crises anteriores eram financeiras. Essa é uma crise da área da saúde que causou uma crise financeira”. Foi assim que Howard Marks, vice-presidente e um dos sócios-fundadores da Oaktree Capital, uma das maiores gestoras do mundo, iniciou o painel “A visão de um dos maiores investidores do mundo” neste terceiro dia de Expert 2020.

Para Marks, justamente por ser uma crise única, o período é de bastante incerteza. “Os bancos centrais injetarem milhões na economia não vai resolvê-la”, disse.
No entanto, o experiente investidor afirma que esse momento pode ser uma boa oportunidade de otimizar os ganhos.

“Quando a incerteza é grande, é preciso reconhecê-la e investir com certa cautela. Por outro lado, quando todo mundo entende que há bastante incerteza, a tendência é vender títulos, os que os tornam muito baratos. Se as pessoas estiverem vendendo demais por causa da incerteza, você deve comprar”, comentou.

Ainda segundo Marks, em março, quando a incerteza em relação ao coronavírus era enorme, ele foi bastante agressivo nas compras. Já agora ele sugere mais cautela.

Na mão de especialistas

“Tudo que é importante na área de investimento é contraintuitivo. Tudo que é óbvio é errado”, disse. Ele ainda afirmou que o objetivo sempre é comprar na baixa, mas que psicologia humana faz com que as pessoas façam o contrário.

O gestor também destacou que é o preço da ação que deve mover o investidor “Uma coisa que faz os investimentos serem difíceis é que não importa se um setor é atraente ou não. É o preço das ações”, disse.

Justamente por esses fatores é que Howards considera que investir não é uma tarefa fácil. “É preciso aceitar que investir é um campo desafiador e deve ser deixado na mão de especialistas”, complementou.

Diversificação

Assim como Ray Dalio, que participou do primeiro dia de Expert, Howards enfatizou a importância da diversificação. “Eu acho muito importante para todo mundo que queira limitar o risco dos ativos a diversificação. É desejável diversificação geográfica, não ter ativos só no seu país, e estratégica, ativos em ações, títulos e outros investimentos alternativos onde gestores têm um papel ativo”, conclui.

paulo guedes expert 2020

Paulo Guedes na Expert 2020: “Vai ter imposto sobre dividendos sim, porque hoje é zero”

Paulo Guedes na Expert 2020: “Vai ter imposto sobre dividendos sim, porque hoje é zero” 640 427 Thomas Mendes

Hoje a programação da noite da Expert 2020 teve a presença do ministro da Economia Paulo Guedes, que abordou assuntos como impostos, reformas e o atual cenário do Brasil.

O ministro iniciou afirmando que o governo estuda cobrar impostos sobre dividendos. “Vai ter imposto sobre dividendos sim, porque hoje é zero. A proposta está pronta”, disse.

Em contrapartida, o ministro comentou que irá reduzir o Imposto de Renda para Pessoa Jurídica. De acordo com Guedes, as empresas no Brasil pagam uma alíquota de 34% enquanto no resto do mundo é de 20%, o que faz com que investidor não tenha tanto interesse no país.

Reformas

Sobre a retomada na agenda de reformas, o ministro disse que na próxima terça-feira (21) entregará ao atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM – AP) a reforma tributária.

“Vamos falar sobre imposto sobre valor adicionado? O governo quer fazer. A proposta do [deputado federal] Baleia [Rossi] é também fazer para estados e municípios. Então, já está na Casa Civil nossa proposta, terça-feira ela é entregue”, complementouJá a reforma administrativa também está pronta, mas segundo Guedes, “a Presidência preferiu esperar por interpretação política”.

CPMF

Questionado sobre a volta da CPMF (imposto sobre transações bancárias), o ministro desconversou. “Se eu for começar a reforma tributária pelo que nos desune, acaba antes de começar”, disse.
Durante a semana, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) já tinha dito que a CPMF não passaria no Congresso.

Apesar da desavença, Guedes e Maia almoçaram ontem e discutiram sobre o assunto, mas não houve um acordo específico sobre a CPMF. O ministro, no entanto, comentou sobre a relação nem sempre amistosa com os outros poderes.

“É melhor o barulho da democracia do que o silêncio dos regimes autoritários. Mas as reformas estão andando”, explicou.

Privatizações

O ministro também falou sobre privatizações. “Se você perguntar quais estatais eu quero privatizar, eu vou dizer: ‘todas’. Mas isso é vontade econômica. Ministro não tem voto no Congresso”, comentou.

Brasil na atualidade

“O que vejo é o auxílio emergencial fazendo o papel dele; setores que continuam andando, como a construção civil e os digitais e, principalmente, o crédito chegando às empresas, finalmente”, disse.
Guedes também falou sobre o compromisso que tem com o controle de gastos. “O descontrole levou o Brasil ao endividamento, colocou juros astronômicos, derrubou a taxa de câmbio, desindustrializou o país. O descontrole de gastos corrompeu a democracia brasileira e estagnou a economia brasileira”, avaliou.

Permanência no cargo

Ele também falou se continua no governo de Jair Bolsonaro. “Eu só saio abatido à bala, removido à força”, disse.
Logo depois, Guedes corrigiu a forma de falar. “Não posso nem brincar disso, abatido à bala. Isso é uma linguagem desagradabilíssima, não tem nada disso. Isso é uma forma de brincar, mas ser decisivo na afirmação”, contou.
Por fim, o ministro afirmou que a missão dele é cumprir a agenda de reformas. “Nós temos uma agenda de reformas, é nesse sentido que eu digo que vou até o fim do governo, tem uma agenda a cumprir. Enquanto houver essa agenda a ser perseguida, eu estou aqui”, contou.

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Esther Duflo Expert 2020

Esther Duflo na Expert 2020: como será o mundo pós-pandemia

Esther Duflo na Expert 2020: como será o mundo pós-pandemia 640 427 Thomas Mendes

No terceiro dia da Expert 2020, a vencedora do prêmio Nobel de Economia Esther Duflo participou do painel “Economia útil para tempos difíceis” com Rachel Sá, economista da XP Investimentos, e Betina Roxo, analista de ações da XP Inc.

Sobre Esther Duflo

Esther Duflo é economista e pesquisadora francesa. Foi a vencedora do Prêmio Nobel de Economia em 2019 junto dos economistas Abhijit Banerjee e Michael Kremer.
O trio pesquisou sobre o combate à pobreza global, com o objetivo de ajudar a projetar e avaliar políticas sociais.
Esther é professora, com PhD em economia pelo MIT e têm inúmeras honras e prêmio acadêmicos em seu currículo.

O mundo pós-pandemia

Para a economista, o mundo pós-pandemia pede uma “estratégia mais prospectiva de globalização”. Isso porque a crise escancarou a interdependência de alguns países e os obrigou a cooperarem. Ela citou como exemplo os insumos hospitalares exportados a diversas nações. Ainda segundo a vencedora do Nobel, essa é uma grande oportunidade para mais países entrarem no mercado internacional. “O que aprendemos também é que precisamos diversificar a nossa cadeira de suplementos, e não ficar dependentes de uma única economia, seja a China ou outro país.”

“O Brasil, por exemplo, poderia entrar em mercados em que não atua ainda. É o caso de repensar e diversificar”, explica.
Em relação a como os países devem lidar com os impactos econômicos causados pela pandemia, Esther destacou que os governos devem atender as necessidades dos mais vulneráveis. Afinal, segundo ela, “há um risco dos países alcançarem um nível de pobreza difícil de sair”

“Primeiro ponto é assegurar que as pessoas mais pobres tenham acesso aos recursos”. Para Esther, é a população de renda mais baixa a principal prejudicada com a crise, já que não tem a opção de não sair de casa para trabalhar.
“Os pobres são como um amortecedor que permitem sustentar a crise”, disse.

Para a Nobel, o que vai fazer a diferença no pós-coronavírus será a forma como os países vão lidar com os mais vulneráveis. “No futuro, podemos supor que veremos países que enfrentaram uma grande crise econômica durante e depois da pandemia de Covid-19, mas também países que não estavam entre os mais ricos e ainda assim não enfrentaram esse problema de forma tão grave. Não é uma questão de como eles foram impactados, mas sim de como eles lidaram com a sua população mais pobre”, conclui.

Programas sociais

Reconhecida por um trabalho com abordagem experimental para a aliviar a pobreza no mundo, Esther também comentou sobre os sistemas de proteção social.

“Muitos dos sistemas de proteção social se baseiam no medo de que as pessoas que precisam de ajuda se tornem preguiçosas quando começarem a utilizá-la. A maioria dos sistemas de proteção social são contra isso, mas são baseados na intuição de como as pessoas vão se comportar e nada garante que isso é verdadeiro. Temos que pegar a intuição e colocar à prova”, comenta.

Ela ainda citou vários estudos que mostram o contrário, como é o caso de um programa de transferência de renda para mulheres na Nigéria. “As mulheres que recebem a ajuda financeira acabam conseguindo ganhar até mais dinheiro depois.”

Investimento em impacto social

Como conselho para investidores, a Nobel diz que é preciso questionar os investimentos. “Existe algo em que eu não deva investir porque não é bom para o mundo?”.
Ela também afirmou que os “investidores interessados em impacto social devem ser bastante disciplinados em como medem e avaliam o impacto social” e sugere que invistam em setores que podem ser de interesse no futuro.

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guilherme benchimol expert 2020

Expert 2020: O novo comportamento dos consumidores e o papel das lideranças na crise

Expert 2020: O novo comportamento dos consumidores e o papel das lideranças na crise 2240 1260 Thomas Mendes

Um time de grandes líderes encerrou o segundo dia de palestras da Expert 2020. Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc, Carlos Brito, CEO da Anheuser-Busch InBev e José Galló, presidente do conselho da Lojas Renner, discutiram o papel das lideranças nessa atual crise provocada pelo coronavírus.

Os três destacaram a mudança no comportamento do consumidor durante a pandemia. “A crise veio para acelerar tendências. O cliente está mais preocupado com saúde mental, com sustentabilidade e com inovação”, comenta Brito. Ainda de acordo com o CEO da AB InBev, o novo normal dos clientes exige “mais conveniência, menos contato e mais entretenimento em casa”.

Para Galló, o grande desafio será manter a simplicidade aliada a efetividade que foram conquistadas durante esse período. “A gente percebeu que a complexidade e a burocracia não servem mais para esse mundo. A nossa complexidade organizacional desencanta o cliente”, disse.

Já Benchimol deu a dica do que ele considera o novo ouro dos líderes. “Aprender a trabalhar com dados é fundamental no novo mundo. Dados são o novo ouro. Como o cliente está totalmente conectado, é preciso aprender como e quando se conectar com ele”, explica.

Otimismo com o Brasil

Sem menosprezar os efeitos trágicos da pandemia, os líderes se mostraram otimistas com o futuro, principalmente do Brasil.

“Por mais que a crise seja muito grave, eu acredito que vai ter um estímulo muito grande para as pessoas começarem a correr atrás dos seus sonhos”, comenta o fundador da XP.

Benchimol diz que acredita que o cenário de juros baixos impulsionará novos empreendedores e, por isso, deu mais um conselho. “O segredo é sonhar grande, mas começar pequeno. Pequeno você consegue ajustar a sua velocidade”.

Galló também compartilha dessa visão. “O futuro agora é empresa e empreendedorismo. Esse será o grande valor nos últimos anos”, disse.

Ainda Brito destacou o talento dos brasileiros. “O brasileiro sabe encontrar soluções. O nosso principal produto de exportação, que viabilizou toda a nossa expansão, foi o talento brasileiro”, conclui.

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tony blair expert 2020

Tony Blair na Expert 2020: mundo após a pandemia, Brexit e soluções para países emergentes.

Tony Blair na Expert 2020: mundo após a pandemia, Brexit e soluções para países emergentes. 640 427 Thomas Mendes

O encerramento do primeiro dia da Expert 2020 foi com Tony Blair, primeiro-ministro do Reino Unido entre 1997 e 2007.

Blair comentou sobre o que aprendeu durante sua trajetória no governo britânico. “A coisa mais difícil de governos é fazer as coisas acontecerem. A diferença entre dois países semelhantes irem bem ou mal é ditado pelo seu governo”, diz.

O fundador do Instituto para a Transformação Global também comentou quais ações devem ser adotadas pelos países emergentes para se tornarem eficazes.
“Se olharmos os mercados emergentes não é muito difícil ver o que devem fazer. Eliminar corrupção, garantir o estado de direito, ter regras transparentes para os investidores, permitir com que as empresas cresçam, oportunidades igualmente distribuídas pela população”, explica.
Blair ainda alertou para o perigo do populismo. “Numa era de descontentamento, as pessoas estão mais suscetíveis ao populismo”. Para ele, o populismo não traz soluções para problemas práticos.
Também destacou que é preciso entender a diferença entre populismo e governo populares. “Os políticos têm que ser pessoas populares, seja de esquerda ou de direita”, complementa.
Educação e tecnologia
Durante a conversa com o Estrategista-chefe e Head de Research da XP, Fernando Ferreira., Blair afirmou a importância da educação para que as sociedades se tornem mais igualitárias.

Ele ainda trouxe um apontamento importante sobre a tecnologia. Apesar de considerá-la um fator importante de desenvolvimento para os países, ela pode ser uma armadilha para o mundo.
“Tecnologia traz consigo uma grande oportunidade, mas também um grande risco: não causar uma divisão social no mundo”, comenta.

Coronavírus

O antigo primeiro-ministro do Reino Unido também falou sobre a atual pandemia do coronavírus. “A minha teoria sobre o Covid é que tudo que havia antes da crise estará presente após a crise, exceto que será muito maior e muito mais acelerado”, comenta.

Blair destacou que alguns setores terão prejuízos duradouros. “Algumas empresas durante alguns anos não serão lucrativas. Companhias áreas, setores de hotéis e restaurantes vão levar um tempo para se recuperar. Terão outros setores que vão se acelerar, principalmente as indústrias que trabalham em cooperação de tecnologia”, disse. Ele também comentou que o varejo deve se sair bem após a pandemia.

Blair ainda mostrou preocupação em relação ao agravamento da desigualdade social. “A pandemia vai afetar os mais pobres”, complementa.

China x EUA

A relação entre a China e países ocidentais, principalmente os EUA, também esteve em pauta. “Eu acho que essa relação será mais hostil, não vejo uma saída para isso”, complementa.

Brexit

Contrário ao Brexit, ele se mostrou temerário com a falta de um novo acordo do Reino Unido com a União Europeia. “Temos que tentar negociar até o final deste ano um novo acordo comercial. Até o momento, ainda não negociamos e os dois lados estão distantes. Portanto, há um risco que o Reino Unido saia sem um acordo”, diz.

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ray dalio expert 2020

Diversificação, China e porque o dinheiro não pode ser uma obsessão: os conselhos de Ray Dalio na Expert 2020

Diversificação, China e porque o dinheiro não pode ser uma obsessão: os conselhos de Ray Dalio na Expert 2020 640 434 Thomas Mendes

O primeiro dia da Expert XP 2020 já começou com grandes destaques! Entre eles, tivemos uma palestra marcante com Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates (empresa americana de gerenciamento de investimentos) e autor do livro “Princípios”, um dos mais importantes livros de negócios da atualidade.

Confira neste artigo algumas das maiores lições e aprendizados da palestra do Ray Dalio na Expert XP 2020!

“Cash é o pior dos ativos” é que o argumenta Ray Dalio, ao defender a importância da diversificação do portfólio dos investidores. De acordo com Dalio, é um erro acreditar que o dinheiro é mais seguro, já que a impressão monetária o desvaloriza.
“A necessidade de diversificação é de enorme relevância. É possível diversificar e reduzir seu risco sem reduzir o seu retorno”, explica. Para isso, ele comenta que é importante diversificar os ativos, os países e as moedas.

Ainda segundo Dalio, é somente depois da diversificação que você deve pensar qual tática vai usar – e que ela também deve ser diversificada. “Se você faz uma única aposta, você pode cometer um grande erro. Você tem que ter um número razoável de táticas que não sejam correlacionadas”, conclui.

Então, qual o melhor investimento segundo Dalio?

“É muito difícil dizer qual é o melhor investimento. Se fosse fácil, todos colocariam seu dinheiro nele. Diversificação é chave”, diz. No entanto, o fundador da Bridgewater Associates dá algumas dicas: ações de empresas estáveis e ouro podem ser boas reservas de riqueza.

Dalio ainda destaca a importância de não ficar preso a uma única moeda. “Você deve ter reserva de riqueza em muitos países e em muitas moedas”, comenta. Ele citou como exemplo a China e países em desenvolvimento que mantém polos tecnológicos. “China faz parte desse quadro. Se estivermos lidando com novo mundo, novas tecnologias, China deve fazer parte disso. Assim como países em desenvolvimento”, fala.

O que esperar do cenário mundial – e como isso afeta os investimentos

O investidor também deu um panorama do cenário atual mundial. “A impressão de moeda, a compra de ativos financeiros e distribuição de dinheiro é a coisa mais importante nos mercados financeiros no momento”, disse Dalio.

Isso porque, segundo o investidor, as três grandes questões do nosso tempo são:
1) fim do longo ciclo de endividamento;
2) desigualdade de riquezas, disparidade de valores e divisão política;
3) ascensão da China como potência, desafiando os EUA.
Para Dalio, a atual divisão política dos EUA ocorre porque as disparidades de riqueza no país são as maiores desde 1930. Ele ainda enfatizou que a ascensão da China tem gerado uma série de conflitos com os EUA. E, que tudo isso, afeta todo o mercado financeiro. Mas como fugir disso? Já falamos sobre: diversificação. “A reserva de riqueza sempre está em movimento”, diz.

Dinheiro não é a coisa mais importante

Por fim, o investidor deu dicas para quem que ter sucesso. “Sonho mais realidade e determinação. Isso lhe trará uma vida exitosa”.

De acordo com Dalio, o sucesso envolve cinco etapas:
1) Saiba quais são as suas metas;
2) Quando encontrar problemas no caminho, os use como oportunidade de aprender como você encara a realidade;
3) Faça o diagnóstico desse problema para descobrir a sua causa raiz;
4) Uma vez que você fez o diagnóstico do problema, saiba como sair dele;
5) Faça tudo aquilo que disse que faria.

Ele ainda deu mais conselhos. “Faça com que o seu trabalho e sua paixão sejam a mesma coisa. Não trabalhe só por dinheiro, não faça que o dinheiro seja a sua meta. O dinheiro vai dar segurança e liberdade, mas não deixe que isso se torne uma obsessão”, comenta.

O investidor também falou sobre os processos de dor. “Eu tenho uma frase que é dor mais reflexão é igual progresso. Uma experiência dolorosa vai te dizer como você lida com a realidade”, conclui.

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