Posts por :

SVN Invest

Cinco dicas de como investir para o casamento

Cinco dicas de como investir para o casamento

Cinco dicas de como investir para o casamento 1000 667 SVN Invest

Priscilla Arroyo –

Maio é o mês das noivas. No hemisfério Norte, essa época do ano marca o ápice da primavera, o que remete a flores e clima agradável – um cenário perfeito para concretizar a união.

Essa tradição é seguida por muitos países da Europa, e foi adotada no Brasil, provavelmente, por influência dos portugueses. No entanto, os meses preferidos dos noivos para casar por aqui é dezembro e janeiro.

Não é por acaso que o maior número das cerimônias acontecem no começo e no fim do ano. É nesse período que muitos pombinhos contam com o 13º salário, um dinheiro a mais para ajudar nas despesas.

Afinal, organizar as finanças de um casamento é uma tarefa que exige dedicação e muito planejamento. Por isso, conversamos com especialistas para reunir dicas de como os investimentos podem ajudar nessa missão. 

Vamos montar juntos a carteira de investimentos do casamento? 

Para além do matrimônio, essas dicas se encaixam em outras situações em que o objetivo seja manter o poder de compra de recursos com previsão de serem usados no médio prazo, como o montante separado para financiar uma viagem, por exemplo.

1- Coloque em prática o planejamento 

Como todo passo importante da vida, o casamento pede planejamento. O ideal é começar a pensar nos detalhes com, no mínimo, dois anos de antecedência. O tamanho da festa vai ditar todos os outros gastos. 

Para dar conta das despesas, é primordial começar a poupar o mais cedo possível. Quando o assunto for finanças, a regra de ouro não pode ser esquecida: nunca recorra a empréstimos. O ideal é contar com uma reserva de recursos para começar a colocar em prática o planejamento.

Para que esse dinheiro não perca o valor – e tenha algum rendimento – o ideal é aplicá-lo em produtos de investimento de baixo risco que possam ser resgatados em prazos condizentes com o planejamento do casal.

Um ponto essencial a ser considerado é que os buffets e outros fornecedores pedem uma entrada (de geralmente 30% do valor) para marcar a data da festa. Esses desembolsos devem estar devidamente apontados no plano.

2- Entenda os prazos

Por conta do adiantamento de parte do pagamento aos fornecedores, e de outros desembolsos, é essencial entender o tempo de resgate dos produtos de investimento escolhidos para formar a carteira de casamento. 

“É possível montar uma carteira de renda fixa para ultrapassar a rentabilidade de 200% do CDI”, diz Jhonny Oliveira, assessor de investimentos da SVN. Diversos fatores contribuem para esse plano, como o apetite de risco dos noivos e o tempo que eles têm para esperar o dinheiro render. Por isso, vale sempre consultar um assessor de investimentos.  

Oliveira destaca que é importante priorizar a previsibilidade dos rendimentos e, especialmente, das datas de resgate desses aportes. “Indico uma carteira que tenha ao menos 30% de produtos com boa liquidez”, afirma.

3- Considere os investimentos com liquidez diária

Liquidez diária significa que é possível sacar o dinheiro a qualquer momento. Em uma urgência, a quantia estará na conta no mesmo dia. Ter essa flexibilidade é essencial para adiantar os pagamentos e arcar com gastos inesperados.

Conheça alguns produtos que oferecem remuneração em torno de 100% do CDI e podem ser resgatados a qualquer momento:

Certificado de Depósito Bancário (CDB): o investidor empresta dinheiro para os bancos. Há opções a partir de R$ 500. 

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito ao Agronegócio (LCA): títulos de renda fixa nos quais os recursos dos investidores são utilizados pelo setor imobiliário (LCI), e pela cadeia do agronegócio (LCA). Ambas opções são isentas de Imposto de Renda.  

4- Equilibre os aportes

As opções com liquidez diária são bem vindas para ajudar a proteger o patrimônio da desvalorização da moeda (o que acontece quando a inflação sobe). Mas o retorno que oferecem, em média 100% do CDI, pode não ser suficiente para blindar a carteira da inflação no atual cenário do Brasil. 

Vamos a um exemplo prático: 

No começo de abril de 2021, a taxa de CDI de 12 meses era de 2,21%. No mesmo momento, a inflação acumulada no período, medida pelo IPCA, estava em 5,20%. Isso significa que se o investidor deixar todo o seu patrimônio em produtos com liquidez diária, a rentabilidade não será suficiente para proteger o dinheiro da inflação. Vale destacar que esse cenário tende a mudar ao longo dos próximos meses. 

“É importante acrescentar à carteira de investimentos para o casamento produtos com vencimentos um pouco mais longos e que ofereçam rentabilidade maior”, diz Gabriel Azevedo Barbosa, head de Renda Fixa da SVN. Ele indica algumas opções com essas características:   

  • LCI com vencimento em 3 meses, que remunera 105% CDI
  • CDB com vencimento em 6 meses, que remunera 140% CDI 

5- Estude uma pitada de risco

Quando pensamos em um objetivo tão importante na vida quanto o casamento, a segurança é uma palavra automática no pensamento de quem investe. 

No entanto, uma carteira conservadora tende ter retorno restrito. Por isso, é possível separar um percentual de 15% do portfólio para ser alocado em opções que oferecem retornos mais atrativos. “Trata-se de produtos para resgatar em, no mínimo, 24 meses”, diz Oliveira. 

Confira duas opções:

Fundos de crédito privado: investem em papéis emitidos por empresas – debêntures ou debêntures incentivadas, que por financiar projetos de infraestrutura, são isentas de Imposto de Renda. Além da gestão profissional, ao adquirir esses produtos por meio de um fundo, o investidor tem acesso a opções com taxas de retorno mais atrativas.

Fundos Multimercado: há inúmeras opções no mercado. O ideal para quem não quer tomar muito risco é dar preferência para aqueles que têm baixa exposição à renda variável. Esse tipo de Multimercado terá, naturalmente, menor volatilidade. 

As sugestões de investimento do texto são ilustrativas. Há milhares de estratégias, e a escolha de uma delas vai depender do perfil do investidor e do tamanho e prazo dos seus objetivos. Por isso, é recomendado buscar o aconselhamento de um assessor de investimentos.

Como garantir o futuro dos filhos?

Como garantir o futuro dos filhos? 1001 668 SVN Invest

Priscilla Arroyo

As mães já estão preocupadas com o futuro dos filhos até mesmo antes de eles nascerem. Não raro, elas se perguntam olhando para as suas barrigas de grávida: “vai ser saudável? será uma boa pessoa? será inteligente?”. O estoque de questionamentos é infindável. Para essas perguntas, é difícil cravar certezas. Mas as mães sempre buscam alguma garantia. Por isso, farão o que estiver ao seu alcance para assegurar o bem estar das suas crianças.

Como estratégia para driblar as subjetividades da vida, as famílias estão se dedicando  cada vez mais a colocar em prática o planejamento de investimentos com horizonte de  longo prazo, que traz maior segurança e melhores rendimentos. 

“Parece óbvio dizer isso, mas o passo mais importante é começar”, diz Lidiane Tavares, assessora de investimentos da SVN. A dica é guardar a maior quantia de dinheiro possível no começo do mês. As mães mais cautelosas podem optar por fazer um plano de previdência privada logo depois do nascimento.

Mas é essencial que o planejamento financeiro garanta a tranquilidade de toda a família. Por isso, a primeira atitude é a mesma para toda família investidora: separar o montante equivalente à soma de cinco salários dos pais para montar a reserva de emergência. Esse dinheiro deve ser direcionado para aplicações que ofereçam baixo risco e condições para serem resgatados a qualquer momento.

Como o horizonte da reserva de emergência é curto prazo, a quantia pode ser aplicada em ativos pós-fixados – como no Tesouro Selic, que tem garantia soberana e acompanha a alta da taxa básica de juros, de 3,50% ao ano. As famílias que optarem por ter reservas também no longo prazo, devem preferir ativos indexados à inflação que possibilitem ganho real, acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).  

Essa é a base de um plano de investimento. Depois, os pais podem buscar maior potencial de rentabilidade ao montar uma carteira mais rebuscada, que possibilite dividir os recursos entre ativos pós-fixados, prefixados, atrelados à inflação, da renda variável, em fundos multimercado ou fundos internacionais. O percentual de alocação em cada uma dessas categorias muda de acordo com o perfil do investidor.

Separamos algumas sugestões de carteiras que replicam a tolerância ao risco do investidor ou da família. 

Fonte: XP Investimentos/SVN. Arte: Caio Junior

É essencial o apoio de um assessor de investimentos para montar as carteiras, por diversas razões. A primeira delas, é que a carteira não é fixa, os percentuais alocados devem ser ajustados de maneira recorrente para acompanhar os movimentos do mercado e as mudanças de objetivos da família. 

“A gente começa a trabalhar o objetivo inicial, e conforme o cliente vai atingindo essas finalidades, vamos trocando as aplicações para que o cumprimento das próximas metas aconteça de maneira mais eficiente”, diz Tavares. 

Outra contribuição essencial do assessor é mostrar que existem caminhos para melhorar a rentabilidade com exposição moderada ao risco. “Para o cliente que não quiser entrar diretamente na bolsa, os fundos de ações, geridos por profissionais, podem ser opções”, afirma Tavares. Ela ressalta que, diante da instabilidade política e econômica do Brasil, os fundos atrelados ao dólar servem como um componente de proteção na carteira. 

Mas antes de pensar e repensar estratégias e possibilidades, o importante é começar a investir. Não é segredo que os brasileiros têm dificuldade de se lançar nessa missão.  Essa realidade só vai mudar por meio da educação. “Por isso, sempre ressaltamos para mães e pais a importância de ensinar os filhos a guardar dinheiro”, diz Tavares. Motivar os pequenos a poupar é a base da formação de um excelente investidor no futuro.

Feliz dia das mães!

Impacto da Taxa Selic em Investimentos

Selic a 3,50% ao ano. Qual o impacto nos investimentos?

Selic a 3,50% ao ano. Qual o impacto nos investimentos? 1000 667 SVN Invest

Priscilla Arroyo –

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou na quarta-feira (5) a taxa básica de juros em 0,75 ponto porcentual, para 3,50% ao ano. Essa é a segunda alta consecutiva da Selic. Trata-se de um esforço do Banco Central (BC) para controlar a inflação. 

Em meio a esse cenário, a expectativa dos economistas consultados pelo BC é que a Selic suba para 5% até o fim deste ano. 

A pergunta de ouro é: como essa mudança impacta os investimentos? Por isso, preparamos uma simulação comparando a rentabilidade de alguns títulos de renda fixa. Por agora, os títulos de empresas, as chamadas debêntures, oferecem os retornos mais atrativos.

Como são títulos privados, eles não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Portanto, o risco é maior em comparação aos Títulos do Tesouro. Mas são uma boa opção para diversificar a carteira. 

Cálculo considera IPCA acumulado nos últimos 12 meses (6,10%) e Selic em 3,50%. Já descontado 15% do imposto de renda de 12 meses. Fonte: SVN Investimentos 

Uma maneira de mensurar o risco das debêntures é verificar o rating de crédito das empresas emissoras. Trata-se de um selo que, a partir da avaliação de fundamentos econômicos e histórico das companhias, as agências de classificação de risco mensuram a solvência – ou seja, a capacidade que as empresas têm de arcar com as suas obrigações financeiras.

Quanto melhor a avaliação, em tese, menor é o risco de falência. Essa informação pode ser conferida no prospecto de emissão das debêntures, ou na descrição do ativo na plataforma da XP.  

Títulos Públicos

Para os investidores que preferem manter parte do patrimônio com taxa quase nula de risco, os Títulos Públicos seguem sendo opções. O head de Renda Fixa da SVN, Gabriel Barbosa, aconselha deixar a reserva de emergência investida no Tesouro Selic, título que tem rentabilidade atrelada à taxa básica de juros.     

“Em um resgate antes do prazo de vencimento, a perda é menor em comparação com outros títulos do Tesouro”, explica.

Para quantias que podem ficar investidas para serem resgatadas nos médio e longo prazos, Barbosa indica os títulos atrelados ao IPCA – os “IPCA+”. Eles pagam a inflação acumulada até a data de vencimento mais uma taxa de remuneração. “É uma garantia da manutenção do poder de compra”, diz Barbosa.

Recuperação do Setor de Serviços na Mira dos Investidores

Recuperação do setor de serviços na mira dos investidores

Recuperação do setor de serviços na mira dos investidores 1000 626 SVN Invest

Por Priscilla Arroyo e Beatriz Lopes –

No ano passado, em meio à crise provocada pelo isolamento social, o Ibovespa teve um desempenho volátil, mas encerrou o ano com avanço de 2,92%. As empresas que negociam commodities se mostraram resilientes. A ação da siderúrgica CSN (CSNA3), segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil, valorizou 125,7%. 

Mas neste ano, de acordo com os analistas da XP, Joaquim Alvez e Hugo Damasio, o foco dos investidores deve se voltar, também, para as empresas do setor de serviços. Muitas companhias tiveram de suspender as operações por conta da pandemia, e a expectativa é que a retomada das atividades aconteça com força nos próximos meses.

Esse movimento reflete a perspectiva para a recuperação da economia como resultado do avanço do programa de vacinação no Brasil. Economistas esperam uma alta de 3,21% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2021.  

“No cenário ideal, com a aplicação de 1,5 milhão de vacinas por dia no Brasil, a gente iria ver a população adulta vacinada em dezembro”, diz Alvez. Mas não é isso que está acontecendo. “O governo está aplicando, em média, de 600 mil a 1 milhão de doses diárias, por enquanto”, afirma. 

Mesmo com a vacinação aquém do ideal, Damasio ressalta que a demanda por alguns papéis, de maneira pontual, já mostra a potencial força dessa recuperação.

A ação da CVC (CVCB3) é um exemplo. A operadora de viagem foi uma das empresas mais impactadas pela crise sanitária no ano passado. 

No entanto, “a ação da CVC, subiu 27% em abril deste ano, no pico da pandemia no Brasil”, afirma Damasio. Para ele, os investidores estão olhando para frente, tentando avaliar o lucro das companhias nos próximos 12 meses.

Expectativa para o Ibovespa

Mesmo com o ritmo de vacinação abaixo do ideal, os especialistas seguem otimistas para o Ibovespa, que deve seguir na faixa dos 120 mil pontos.

Os analistas da XP apresentaram essas perspectivas durante live da SVN apresentada pelo  head de Renda Variável Angelo Amaral, que aconteceu na quinta-feira (29).

Durante a conversa, eles destacaram projeções para os principais indicadores econômicos do Brasil. Além da agenda econômica, os investidores devem estar atentos durante todo o ano no andamento do programa de vacinação contra o coronavírus, e também nos movimentos que formam o cenário das eleições presidenciais de 2022. 

“Temos a preocupação adicional do cenário político, até porque, no ano que vem entram as eleições. (…) Mas agora, a tendência é que a gente saia dessa fase de pandemia, rumo à retomada do crescimento da economia”, diz Alvez.

Cenário Político

Os especialistas consideram dois fatores essenciais para projetar o cenário econômico do Brasil. O controle das contas públicas segue no radar dos investidores. Em abril, a aprovação do Orçamento 2021 elevou a confiança dos agentes do mercado, mas as incertezas continuam em meio ao aumento dos gastos por conta da pandemia e a diminuição da arrecadação de impostos.   

A instabilidade política é outro ponto de atenção. Em outubro de 2022, o Brasil terá as novas eleições presidenciais. Segundo pesquisa do Poder Data, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui 51% da intenção de votos dos brasileiros, que avaliam o trabalho do atual presidente Jair Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. 

As projeções devem mudar nos próximos meses. Mas, por agora, os analistas consideram o cenário binário entre Lula e Bolsonaro no segundo turno.

Dólar cai 3,4% em abril

Dólar cai 3,4% em abril com aprovação do Orçamento 2021

Dólar cai 3,4% em abril com aprovação do Orçamento 2021 1000 667 SVN Invest

Renan Mazzo

O dólar caiu 3,45% frente ao real em abril ao recuar de R$5,63 para R$5,43. Foi a maior queda mensal desde novembro de 2020, quando a moeda norte-americana desvalorizou 6,83% frente ao real. No ano, o dólar ainda acumula alta de 4,68% (até 03/05).

No cenário doméstico, a aprovação do Orçamento de 2021 e a retomada das pautas ligadas às reformas estruturais no Congresso foram avaliadas pelo mercado como um passo em direção à estabilidade fiscal, e por isso contribuíram para o bom desempenho do real em abril.

Com esse movimento, a cotação se aproximou dos R$ 5,40, patamar próximo ao apontado pelo relatório Focus – que reúne a expectativa de economistas para os principais indicadores da economia – para o final de 2021.

O retorno do movimento de alta da taxa básica de juros (Selic), aliado a uma possível melhora na estabilidade política e fiscal, pode contribuir para a continuidade do movimento de queda do dólar em relação ao real em maio.

Impacto nos investimentos

O fortalecimento do real abre uma boa oportunidade de dolarização da carteira de investimentos. Com a taxa de câmbio na faixa de R$ 5,50, as aplicações em ativos dolarizados ficam mais atrativas. Por isso, é um bom momento no ano para os investidores diversificarem o portfólio com ativos atrelados ao dólar.

Dica: entre em contato com o assessor de investimentos para escolher as melhores opções de aplicações internacionais que se encaixam no seu perfil.

Retrospectiva abril

O dólar iniciou o mês cotado a R$ 5,66. As duas primeiras semanas foram marcadas por um movimento de depreciação do real por conta da preocupação em relação ao impasse da sanção do Orçamento 2021. Dessa forma, a cotação atingiu a máxima do mês – R$ 5,75.

A segunda metade de abril foi marcada por um forte movimento de queda do dólar. Além da proposta do Orçamento 2021 ter sido aprovado com vetos, o que foi bem avaliado pelo mercado, a reforma fiscal voltou a ser colocada em pauta.

Outro fator positivo foi o superavit de R$ 2,1 bilhões das contas públicas, o que mostra controle dos gastos do governo, e por isso colaborou para que o dólar chegasse na cotação mínima no mês, de R$ 5,32, no dia 29.

Além dos fatores internos, questões externas também influenciaram esse movimento de queda. O DXY, o índice que mede o valor dólar em relação a uma cesta de moedas estrangeiras, recuou mais de 2%.

A queda do DXY reflete a continuidade do programa de estímulo econômico do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Além de manter as taxas de juros perto de zero, o Fed pretende injetar US$ 2,5 trilhões no sistema bancário este ano.

A entrada de dólares no mercado contribui para arrefecer a sua demanda mundial, o que colabora para a estabilizar a cotação em relação a outras moedas.

Perspectiva para maio

Um importante ponto de atenção para o mês de maio é a CPI da Covid 19, que pode causar um aumento da instabilidade política e, por consequência, a desvalorização do real. Isso acontece, pois em momentos de instabilidade, os investidores estrangeiros tendem a tirar capital do Brasil. Esse movimento diminui a oferta de dólar no mercado e, por consequência, eleva o seu valor de negociação, o que significa a perda de força do real.

Outro ponto que deve ter impacto no câmbio é a decisão da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A previsão é que o BC eleve a taxa de juros em 0,75% na próxima reunião do Copom, que acontece nos dias 4 e 5 de maio. Uma decisão diferente do esperado pode incentivar a desvalorização do real.

Além desses pontos, a continuidade da pauta da reforma fiscal e a retomada da economia como reflexo dos planos de vacinações são fatores que devem se manter no radar dos investidores.

Dinheiro na Poupança é prejuízo.

Dinheiro na poupança é prejuízo

Dinheiro na poupança é prejuízo 1000 640 SVN Invest

Equipe de Especialistas da SVN

Neste Dia do Trabalho, nossa dica é mostrar como o seu dinheiro pode trabalhar por você! 

Hoje a poupança, definitivamente, é a pior opção… 

Sua reserva de dinheiro vale horas de trabalho, horas da sua vida. Aquelas economias que estão no banco, perdendo valor, são o tempo da sua vida perdendo valor. Literalmente.

Não é difícil chegar nessa conclusão. Vou contar pra vocês a história da Paula.

Paula trabalha como autônoma 8 horas por dia, 40 por semana, 160 horas por mês.

Seu salário é R$ 10 mil, o que faz cada hora de labuta valer R$ 62,50 .

Como ela estava pensando em mudar de emprego, decidiu organizar as finanças. E começou a fazer uma reserva de emergência.

Para isso, deixou de pedir comida por delivery e cortou todas as outras despesas extras que podia. Com esse esforço, conseguiu economizar R$ 1.666 por mês por um ano. E assim chegou à primeira meta que tinha traçado de guardar R$ 20 mil.

No ano passado, com a pandemia, ela deixou esses R$ 20 mil parados na poupança. O seu salário foi cortado, então ela não conseguiu mais juntar recursos.

Mas Paula achou que as suas economias estavam ‘salvas’ na poupança. Quando, na verdade, ela estava perdendo dinheiro. Um amigo investidor a alertou sobre a perda. Mas ela achou um exagero.

Em janeiro, Paula assistia ao noticiário e ouviu algo sobre a inflação, que somou 4,52% em 2020. Ela ligou para o amigo e perguntou quanto rendeu a poupança no ano passado: “2,11%, já com o desconto da inflação”.

Foi então que percebeu. Tinha perdido dinheiro.

Quanto (?), perguntou ao amigo, que começou a fazer contas.

“Quem começou 2020 com R$ 20 mil na poupança, terminou o ano com o dinheiro valendo R$ 518 menos. Isso significa a perda de poder de compra por conta da inflação.

Paula não entendia, então o amigo explicou melhor.

“Com o rendimento da poupança, você tinha R$ 20.422 na conta. Mas as coisas que conseguia comprar há um ano com R$ 20 mil, agora custam, em média, R$ 20.904. Por isso, você perdeu R$ 518 em poder de compra”.

Agora ela começou a fazer as contas. O seu dia de trabalho vale R$ 500. Se assustou quando percebeu que perdeu mais que um dia todo de labuta (em poder de compra) pela teimosia de deixar as economias na poupança.

Prometeu para si mesma que a partir daquele momento ia valorizar mais os seus recursos e começou a pesquisar opções da Renda Fixa, tão seguras quanto a poupança e que protegem o poder de compra do dinheiro.

A história da Paula é a mesma de muitos brasileiros, que por descuido deixam grandes quantias de dinheiro paradas.

Existem muitas histórias como essa

Só no ano passado, os brasileiros colocaram R$ 166,3 bilhões na poupança. Talvez pela insegurança causada pela pandemia, esse foi o maior valor de depósito computado pelo Banco Central desde 1995, quando o dado começou a ser medido.

Ao todo, as contas de poupança do Brasil guardam mais de R$ 1 trilhão, o que é um recorde também.

Tem muita gente perdendo dinheiro! Quanto maior a quantia guardada, maior é a perda.

Imagino que isso aconteça porque em épocas passadas, quanto a taxa de juros estava acima de 10% ao ano, até valia a pena deixar o dinheiro parado.

Mas agora, com a taxa de juros em 2,75%, é um desperdício – não só de dinheiro como de tempo de trabalho.

Por isso, compartilhamos com vocês um conselho importante: pesquisem, conversem sobre alternativas. Busquem recomendações de profissionais. Existem muitas possibilidades para defender e aumentar o patrimônio. Encontre a que seja mais adequada pra você. Se pintar dúvidas, nos escreva. Estamos aqui para ajudar.

O que são Investimentos em Renda Fixa?

O que são investimentos em renda fixa?

O que são investimentos em renda fixa? 1000 676 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Como o próprio nome diz, trata-se de aportes nos quais o rendimento é definido no momento da aplicação. Um dos investimentos mais populares da renda fixa é a poupança, remunerada com base na taxa básica de juros, a Selic, que está em 2% ao ano, o menor patamar da história- percentual inferior à inflação.

Para melhorar o rendimento sem correr muito risco, uma opção são os títulos públicos, modalidade na qual ao comprar um papel, o investidor empresta dinheiro para o governo e recebe juros como remuneração por esse empréstimo. Trata-se de um tipo de investimento que está entre os mais seguros do mercado por se tratar de um “empréstimo” ao governo.

Os títulos do Tesouro Direto se diferenciam em três grupos: prefixados, pós-fixados e híbridos. Os prefixados são papéis que os juros são fixos e estabelecidos no momento da compra, o que permite ao investidor saber a quantia exata que receberá no vencimento do papel. Um exemplo é o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).

Já na categoria dos pós-fixados, a remuneração é atrelada a algum indicador de referência como a Selic. Os híbridos, por sua vez, pagam um valor fixo mais a variação de algum indicador, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do País.

Assim como o governo arrecada recursos com a emissão de títulos públicos, os bancos fazem o mesmo com os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Os mais comuns são os pós-fixados, remunerados por um percentual do CDI – indicador de referência de renda fixa que representa a média dos juros das operações de empréstimo de curtíssimo prazo realizadas diariamente pelos bancos entre si, taxa que geralmente segue a Selic.

As melhores oportunidades são papéis que oferecem retorno de mais do que 100% do CDI. Aplicações de até R$ 250 mil são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Dentro da renda fixa existe a possibilidade de comprar também títulos de empresas, as chamadas debêntures. Os recursos levantados pelas companhias com esses papéis são usados para financiar grandes projetos, por isso trata-se de uma opção que usualmente oferta prazos longos de vencimento, que podem chegar a uma década. Os aportes não contam com a garantia do FGC.

Ainda na modalidade de títulos privados, há opções como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Ao comprar esses títulos, o investidor contribui para o desenvolvimento dos setores, por isso há a vantagem de não pagar Imposto de Renda, e há, ainda, a garantia do FGC.Para investidores com perfil moderado de risco e horizonte de retorno de médio e longo prazo, os Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são uma opção. Trata-se de títulos de créditos oferecidos por empresas dos respectivos segmentos.

IGP-M ou IPCA? Qual índice acompanhar.

IGP-M ou IPCA: qual índice acompanhar?

IGP-M ou IPCA: qual índice acompanhar? 1000 563 SVN Invest

Willian Leal

O IGP-M e o IPCA têm como função medir a inflação. Mas eles são índices calculados de maneira distinta. O grupo de produtos que formam o IPCA é mais restrito. Já o IGP-M abarca itens que representam uma fatia muito maior da economia.

O IGP-M, ou Índice Geral de Preços Mercado, é medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e está baseado em três outros indicadores: o Índice Preços ao Consumidor (IPC), que verifica o custo de vida das famílias; o Índice de Preços Amplo (IPA), que determina os preços de  produtos do agronegócio, como milho, soja e também de matérias primas, como o minério de ferro, além de produtos industrializados; e o Índice Nacional do Custo de Construção (INCC), que mede os preços do segmento de habitação. 

De maneira direta, o IGP-M engloba os preços de todos os ciclos de produção. Por conter itens vendidos ao mercado internacional, como a soja e o minério de ferro, ele é mais afetado pela cotação do dólar. O IGP-M é o indicador usado, historicamente, para balizar os contratos de aluguel. 

Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, é verificado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O seu cálculo é feito com base em uma cesta de produtos que tem como objetivo mensurar a variação no custo de vida das famílias. 

São consideradas nessa conta a variação de preços nos segmentos de alimentação e bebidas, artigos de residência, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.

O IPCA é o indicador de referência para o sistema de metas de inflação, mecanismo no qual o país assume o compromisso de manter a inflação dentro da faixa indicada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em 2021, a meta é que o IPCA termine dezembro em 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (2,25% e 5,25%). 

IPCA e os investimentos

Como a inflação mede o poder de compra, ela é um dos indicadores do desempenho da economia. Por isso, impacta nas aplicações financeiras de maneira direta ou indireta. Quando pensamos de forma mais pontual, em produtos de investimento, o objetivo é garantir que o retorno obtido seja igual ou, de preferência, superior ao IPCA.  

Aqui vale destacar o conceito econômico de “rentabilidade real”, ou o valor que o investidor ganha com uma aplicação já descontado o valor da inflação. Se um produto apresentar, por exemplo, rentabilidade de 6% ao ano, e a inflação estiver em 4%, o ganho real será de 2%. Esse é um raciocínio primordial para avaliar o retorno de qualquer investimento. 

Há algumas opções na renda fixa que mantém o poder de compra com baixo risco. Eles oferecem uma taxa de retorno mais a variação do IPCA, como o Tesouro IPCA+ com juros semestrais, e o Tesouro IPCA+. 

Quem investe, ou está estudando sobre o assunto, deve acompanhar de perto as oscilações dos índices de inflação do País. Isso ajuda a tomar as melhores decisões no momento de montar a carteira de investimentos. Em um cenário de inflação alta – acima do teto da meta, de 5,75% em 2021 – a dica é dar preferência para aplicações de longo prazo.

o que é securitização?

O que é securitização?

O que é securitização? 1000 667 SVN Invest

Priscilla Arroyo

Adaptada do termo inglês “securitization”, a securitização ou titularização é a conversão de dívidas a receber por empresas – como duplicatas, cheques e parcelas de cartão de crédito – em títulos negociáveis no mercado financeiro.

Para as companhias, trata-se de uma alternativa para se capitalizar com mais prazo para pagar em relação ao que é oferecido em um empréstimo tradicional, feito em um banco. A prática é muito usada por empresas do setor imobiliário para financiar obras.

Para entender o processo na prática, considere a construção de um edifício: as parcelas de dívidas assumidas pelos compradores dos apartamentos com as empreiteiras e incorporadoras podem ser agrupada por uma empresa securitizadora — empresa autorizada pelos órgãos reguladores — e depois transformada em títulos a serem ofertados no mercado financeiro.

Por assumir o risco da dívida, investidores que comprarem os títulos irão ser recompensados recebendo juros por isso.

Dessa maneira, a empreiteira levanta os recursos para a construção de forma mais barata em comparação a um empréstimo em uma instituição financeira.

Trata-se também de um instrumento para incentivar o desenvolvimento de setores essenciais para a economia do País, como o imobiliário e o agronegócio.

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são exemplos de títulos securitizados bastante conhecidos. Ao comprar esses papéis, o investidor tem a vantagem de não pagar Imposto de Renda (IR).Há ainda os Fundo de Direitos Creditórios (FIDCs), uma comunhão de recursos que destina parcela acima de 50% do seu patrimônio líquido para aplicações em direitos creditórios.

O que é NDF

NDF, um seguro para operações de câmbio

NDF, um seguro para operações de câmbio 1000 707 SVN Invest

Renan Mazzo –

Em 2021 a cotação do dólar atingiu o valor de R$ 5,12 no início de janeiro. Cerca de dois meses depois, na segunda semana de março, a cotação chegou ao nível de R$ 5,87. Diante da diferença, a pergunta é: como se proteger desta forte oscilação do câmbio? Uma das maneiras mais comuns no mercado é recorrer a operações de NDF.

O NDF (ou Non Deliverable Forward, na sigla em inglês) é um dos instrumentos mais utilizados por importadores e exportadores para mitigar o problema da variação cambial. Trata-se de uma operação na qual o cliente se compromete a realizar a compra ou a venda de uma moeda estrangeira em um determinado valor e em uma data futura.

Podemos dizer que essa estrutura funciona como uma espécie de seguro. Vamos considerar o exemplo de um importador. Esse profissional realiza um NDF se comprometendo a pagar R$ 5,60 pelo dólar daqui a 45 dias. Caso chegue no final do período e o dólar esteja custando R$ 5,50, o importador deixará de ganhar 10 centavos. Porém, caso a cotação esteja a 5,80 no final do prazo, o cliente não terá o prejuízo de 20 centavos.

Quais as principais vantagens de realizar um NDF?

A principal vantagem dessa ferramenta é proporcionar maior previsibilidade de receitas e custos. Essa estabilidade faz com que a empresa ou produtor possa manter o foco nas suas atividades operacionais, sem se preocupar com a oscilação da moeda. Trata-se de um instrumento que, inclusive, ajuda na melhora da produtividade

Respondemos as questões mais comuns relacionadas ao tema:

O NDF pode ser utilizado apenas por Pessoa Jurídica?

– Não. Pessoa física também consegue realizar este tipo de proteção

Há desembolso de caixa?

– Não há. O ajuste financeiro ocorre apenas na data da liquidação, e o valor é igual à diferença entre a taxa acordada e a cotação do dólar no dia

Os prazos e valores são flexíveis?

– Sim, há possibilidade de encerramento a qualquer momento mediante acordo entre as partes.

O NDF pode ser utilizado apenas para proteção?

Não, ele também pode ser utilizado para aumentar a exposição cambial em determinados momentos (especulação).

Além do NDF existem diversas outras maneiras de realizar hedge (proteção) para vários ativos no mercado financeiro (moeda, comodities, etc). Por isso, é muito importante consultar um especialista que vai avaliar a operação e poderá apresentar as soluções mais eficientes de maneira personalizada.