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Entenda os CRAs, títulos de renda fixa do agronegócio

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Por Jhonny Oliveira

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são títulos de renda fixa oferecidos ao mercado com o objetivo de arrecadar recursos para financiar a cadeia produtiva do setor de agronegócio (indústria, logística, produtores rurais, entre outros). 

Os CRAs possuem como lastro recebíveis do agronegócio e, em alguns casos, contam com garantias reais que oferecem ao investidor uma segurança ainda maior ao realizar os aportes. 

Conheça os pontos fortes dos CRAs: 
  • Beneficia todo o ciclo produtivo do agronegócio com a destinação dos recursos para a economia real;
  • Tem taxas de remuneração flexíveis e mais atrativas, que podem estar atreladas ao CDI, IPCA, prefixadas e índices de preços;
  • Seus prazos de vencimento são variados, com possibilidade de resgate antecipado dos títulos via mercado secundário (sujeito a uma nova precificação);
  • Isento de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e de Imposto de Renda (IR) para pessoa física sobre os rendimentos e ganhos de capital auferidos na negociação antecipada dos títulos. Isso permite um resultado adicional de rentabilidade de ao menos 15% em comparação aos títulos bancários.

Quando o investidor direciona recursos para títulos de crédito privado como os CRAs, na prática, ele se torna um credor da empresa e passa a ter direitos equivalentes aos dos demais credores que investem seus recursos na capacidade produtiva da companhia. 

Por tratar-se de uma modalidade de investimento que não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), é aconselhável observar a qualidade de pagamento da empresa emissora e as garantias que são oferecidas na operação. 

O ideal é que não haja uma concentração maior do que 10% do patrimônio financeiro total do investidor nessa modalidade. O produto está sujeito às condições de negociação específicas a serem acordadas em eventual resgate antecipado e sofre também influência da volatilidade do mercado, que pode influenciar na sua rentabilidade ao longo do tempo. 

A modalidade pode oferecer boas oportunidades, pois se encontra em expansão. O CRA é uma categoria de investimento relativamente nova, uma vez que foi aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2009. Por isso ainda está concentrada em emissores com maior participação de mercado.

Erros de investidores

Investimentos que não pagam Imposto de Renda

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Por Jhonny Oliveira

O Imposto de Renda (IR) incide sobre os rendimentos de muitos investimentos. Isso deve ser levado em conta no momento de calcular o retorno de uma aplicação. Diversos fatores influenciam nessa avaliação, como o cenário econômico e as projeções e expectativas para o prazo do investimento. É possível que o rendimento líquido – descontado o IR – possa ficar abaixo dos índices econômicos de referência no período. No pior cenário, o investidor pode até ter um juros real negativo (que não superou a inflação) no seu aporte. 

Mas há maneiras de driblar a mordida do leão com a escolha de algumas modalidades de investimentos que têm como principal característica a isenção de IR para pessoa física. Essas aplicações foram estruturadas para estimular o desenvolvimento de determinadas áreas da economia do Brasil à medida que fortalecem o crédito para atividades essenciais, como o agronegócio, a construção civil e a infraestrutura. 

Opções para diversificar a carteira com segurança e isenção fiscal:

Letra de Crédito Imobiliário (LCI): título de renda fixa emitido por uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central. A sua finalidade é aplicar os recursos captados no fomento ao crédito imobiliário. Possui garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA): com dinâmica similar à do LCI, a finalidade desses títulos de renda fixa é estimular o crédito ao agronegócio. O aporte é igualmente garantido pelo FGC para aplicações de até R$ 250 mil. 
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI): são títulos de créditos imobiliários oferecidos por empresas do segmento. Por exemplo, o investidor adquire uma parcela do “pacote” da dívida de longo prazo contraída pelos compradores dos apartamentos de um edifício a ser construído. Dessa maneira, contribui para financiar o empreendimento, permitindo que a construtora – ou incorporadora – antecipe os valores que receberia ao longo do tempo de seus clientes. Essa modalidade é voltada para investidores com perfil moderado de risco, já que não conta com garantia de FGC para o valor investido. 
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA): ofertado por empresas do setor, tem como objetivo financiar projetos do agronegócio. Trata-se de um produto similar ao CRI, que também não conta com garantia de FGC. Por isso, é ideal para investidores com perfil moderado de risco e com horizonte de retorno de médio a longo prazo.
  • Debêntures incentivadas: são títulos de dívida de empresas. Ao adquiri-los, o investidor se torna credor das companhias e recebe por isso uma taxa de retorno acordada no momento da aplicação. Essa remuneração pode estar atrelada ao IPCA (taxa oficial de inflação), CDI ou ser  prefixada. As debêntures permitem que as empresas captem recursos no mercado a um custo menor em comparação aos empréstimos tomados em instituições financeiras. Para o investidor pessoa física, trata-se de mais uma forma de diversificação em renda fixa que traz bons rendimentos. Quando recursos captados têm como destino projetos voltados para infraestrutura, o Governo Federal permite a isenção fiscal sobre os rendimentos, por isso são denominadas debêntures incentivadas. É uma modalidade que não conta com FGC, por isso é importante observar as garantias oferecidas ao financiamento do projeto e as condições financeiras da empresa emissora dos títulos.
  • Fundos Imobiliários (FIIs): é uma modalidade indireta de investimentos no mercado imobiliário, na qual o investidor negocia na Bolsa de Valores as cotas de fundos que aplicam recursos em diversos segmentos do setor, como prédios comerciais, galpões logísticos e industriais, hospitais, shoppings, títulos imobiliários, entre outros. Ao investir em fundos imobiliários, o investidor passa a ter direito a parte dos aluguéis e juros recebidos mensalmente. No longo prazo, o investidor pode se beneficiar também com a valorização das cotas do fundo. Os dividendos recebidos mensalmente (juros e aluguéis) são isentos de IR para pessoa física – caso o fundo seja negociado na Bolsa, tenha mais de 50 cotistas e o investidor não detenha mais de 10% do patrimônio do fundo. Já o ganho de capital realizado na venda das cotas será tributado com alíquota de 20% para o investidor.
  • Ações: Ao comprar ações, o investidor adquire parte das empresas de capital aberto, listadas na Bolsa de Valores. Trata-se de um ativo indicado para investidores com perfil moderado e/ou agressivo, aptos para lidar com a volatilidade. As cotações das ações são bastante sensíveis ao temperamento do mercado e da economia, e isso influencia em tempo real o patrimônio de quem investe. É uma boa opção dentro da renda variável para aqueles que buscam melhores retornos ao longo do tempo.

Para os investidores que realizam vendas de ações menores ou iguais a R$ 20 mil no mês, há isenção do IR sobre o ganho de capital. Para negociações acima desse limite, a alíquota incidente é de 15% em operações iniciadas e encerradas em datas diferentes, que deve ser recolhido via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) até o último dia útil do mês subsequente da realização do lucro. Os dividendos recebidos das empresas pelos investidores são isentos de IR. Já a remuneração via Juros sobre Capital Próprio (JCP) tem alíquota de IR de 15% na fonte. Dividendos e/ou JCP são tipos de remunerações pagas aos acionistas e refletem as opções tributárias das companhias emissoras dos papéis. 

Você aprendeu que:

Os investimentos isentos de IR são, de forma geral, orientados para investidores com horizonte maior de prazo para retorno do capital, pois na renda fixa muitos produtos possuem carências de meses ou anos. Já na renda variável, a flutuação de preços não permite garantir a venda dos ativos em preço igual ou maior ao que foi pago, principalmente no curto prazo. 

Por isso, o ideal é estruturar uma carteira de investimentos que atenda ao perfil específico de cada investidor. Essa estratégia considera as necessidades de recursos imediatos, a parte do patrimônio que pode ser alocado em carência, e o montante separado para estar alocado em produtos que podem sofrer alguma variação negativa, com o objetivo de proporcionar um  retorno maior no longo prazo. 

assessor de investimentos

Saiba como começar a investir

Saiba como começar a investir 2560 1709 SVN Invest
Por Thais Skodowski

Investimento é aplicar recursos com o objetivo de se obter algo. Aqui, estamos falando de investimento financeiro. Isso significa aplicar dinheiro em algum ativo ou produto financeiro com a expectativa de ganhar mais no futuro. 

Por exemplo, você aplicou R$ 1.000 em títulos públicos e após quatro anos recebeu R$ 1.500. Isso é investimento. Ou seja, investir é diferente de poupar. Quando você investe, o objetivo é que esse dinheiro se multiplique. Isso é diferente de poupar, quando os recursos só ficam parados na conta.

Resumindo: investir é fazer o seu dinheiro trabalhar para você.

Mas de onde surge esse dinheiro adicional? Dos juros compostos. Quem investe está fazendo um empréstimo para uma organização, que pode ser o Tesouro Nacional, financeiras, empresas e bancos. 

Qual é o melhor investimento?

Há vários fatores que devem ser levados em conta na hora de escolher o melhor investimento.

O primeiro deles é que o investidor precisa estar ciente sobre risco e retorno. Essas duas variáveis implicam diretamente no valor do retorno dos aportes. Afinal, quanto maior o risco de um produto financeiro, maior será o potencial de retorno em cima dele.

O melhor investimento é o que está mais adequado ao seu perfil do investidor. Isso está diretamente relacionado ao risco. 

Existem três perfis de investidores: 

  1. Conservador: está disposto a correr menos riscos, ou seja, ele vai escolher um produto financeiro que o risco é menor mesmo que isso signifique receber menos dinheiro no futuro. Ele tem medo de perder o montante que investe. A palavra desse perfil é segurança.
  2. Moderado: não está disposto a correr tanto risco, mas também busca por ganhar acima da média. A palavra desse perfil é diversificação.
  3. Agressivo ou arrojado: não teme correr altos riscos para conseguir grandes lucros. Geralmente é alguém que conhece bem o mercado financeiro. A palavra desse perfil é rentabilidade.

Além do perfil do investidor, são fatores que interferem na escolha do melhor investimento o prazo em o dinheiro será investido e a quantia que se dispõe. É igualmente importante definir se os aportes serão mensais.

Com essas perguntas respondidas, já é possível buscar qual o melhor investimento para você.

Tipos de investimentos

Há ativos com características específicas para atender os mais diversos objetivos dos investidores. A maior parte deles são divididos em renda fixa ou renda variável. Essas modalidades apresentam diferenças importantes: a renda fixa tem menor risco e menor retorno. Já a renda variável tem maior risco e maior retorno.

Renda fixa:

É quando o investidor tem uma previsão do retorno. Os investimentos em renda fixa podem ser:

Pré-fixados: quando a quantia de juros que será paga já é definida no momento que o investimento é acordado.

Pós-fixados: a quantia de juros será definida apenas quando o título vencer.

São exemplos de títulos de renda fixa:

– Tesouro Direto: comprar um título do Tesouro Direto é como emprestar dinheiro para o governo. Ideal para iniciantes e aqueles que têm pouco dinheiro para investir. Permite aplicações a partir de R$ 30 e oferece liquidez diária, ou seja, é possível resgatá-lo com facilidade.

– CDB (Certificado de Depósito Bancário): Como o próprio nome diz, o investidor empresta dinheiro para os bancos. O mínimo investido depende da instituição bancária, mas é possível encontrar CDB a partir de R$ 500. 

– LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito ao Agronegócio): títulos de renda fixa. Os recursos captados pela LCI são utilizados pelo setor imobiliário, já os da LCA para os participantes da cadeia do agronegócio. 

– Letra de câmbio: o título de renda fixa é emitido por financeiras. Costuma apresentar rendimentos melhores que os títulos citados acima. 

– Debênture: são papéis de dívida das empresas, ou seja, o investidor vai emprestar dinheiro para uma companhia e receber juros por isso. 

– CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são títulos securitizados de renda fixa. CRI está relacionado ao setor imobiliário, e CRA ao agronegócio.

Renda variável:

Investimento em renda variável é aquele que o retorno não pode ser definido no momento da aplicação. A remuneração pode variar conforme as expectativas de mercado. 

São exemplos de ativos de renda variável:

– Ações: ao comprar ações, o investidor se torna sócio da empresa comprando uma parcela dela. Ao fazer parte do negócio, o investidor fica sujeito aos lucros e prejuízos da companhia.

– Opções: são um contrato que dá ao investidor o direito de comprar ou vender certo ativo por um valor definido em uma data específica futura.

– Fundos de investimentos: reúnem recursos de várias pessoas e esse montante é aplicado de maneira conjunta no mercado financeiro. Os ganhos obtidos com essas aplicações são divididos entre os participantes do fundo. Há fundos de renda fixa e de renda variável.

– Fundos de Investimentos Imobiliários: o mesmo conceito que os fundos de investimentos, com a diferença que os recursos são aplicados em ativos do mercado imobiliário.

O que fazer para começar a investir

Quando você tiver definido o objetivo, o valor que quer investir e já sabe qual é o seu perfil de investimento, o próximo passo é abrir uma conta em uma corretora.

As corretoras são instituições financeiras que disponibilizam diversos produtos do mercado financeiro para os clientes.

Também é importante estudar bastante sobre o assunto. Para montar uma carteira de investimentos diversificada, é preciso acompanhar as variações do cenário econômico e do mercado financeiro. Isso nem sempre é uma tarefa fácil. Para realizar os aportes com mais segurança, você pode contar com a ajuda de um assessor de investimentos.