29 de janeiro de 2019

As influências da economia mundial na hora de se fazer investimentos

O que esperar do cenário econômico atual? Essa é a grande pergunta que ronda a cabeça de boa parte das pessoas antes de fazer investimentos neste momento. O Brasil tem um novo presidente e uma equipe econômica que estão no comando do país há um mês. Os países desenvolvidos enfrentam situações, como a desaceleração da economia, isso sem contar as nações que tem problemas políticos, que afetam diretamente o crescimento.
Então, nada melhor que especialistas no mercado para trazer uma perspectiva sobre o que se esperar da economia mundial e brasileira para esse ano. Por isso, a SVN Investimentos, convidou Sérgio Zanini e Gino Olivares para uma palestra para clientes e convidados. O evento foi nesta terça-feira (29 de janeiro), na ACIM – Associação Comercial e Empresarial de Maringá.
Sérgio Zanini, gestor da Sagmo Capital, tem larga experiência internacional, com aproximadamente 20 anos dedicados ao mercado financeiro de Nova Iorque, Londres e São Paulo, tendo atuado em bancos de grande porte, na área de trading. No Brasil, trabalhou, em bancos como o Itaú BBA.
Gino Olivares é doutor em economia pela PUC-RJ. trabalhou como economista-chefe da Brookfield e da Opportunity Asset Management. Também foi economista da gerência de estudos econômicos do Banco Central do Peru. Tem vasto conhecimento nos mercados local e internacional e de gestão de risco. Sagmo Capital nasceu há quase um ano como uma gestora de recursos independente com DNA internacional e foco global. O objetivo é gerar, para seus investidores, retornos consistentes de longo prazo, por meio de investimentos nos mercados internacionais e brasileiro. “A Sagmo busca participar de oportunidades sem restrições geográficas, como aconteceu no ano passado, quando alguns dos nossos investimentos foram feitos no México”, comentou Zanini.
Olivares deu um panorama dos comportamentos dos mercados mundial e brasileiro. Ele disse que é preciso fazer uma análise de alguns fatores antes de comprar ou vender ativos. “Temos que olhar para o comportamento da economia. Isso nos dá parâmetros para fazer as aplicações com mais garantia. A gente olha para os bancos centrais dos Estados Unidos, da Europa, da China e por fim, do Brasil e a partir disso, se toma a decisão”, explicou o economista.

Ele disse que desacelaração do crescimento das economias mundiais não significa o início de uma recessão. “Não há muito com o que se preocupar com esse cenário externo porque essas oscilações fazem parte de processo. Para esse primeiro semestre estamos otimistas”, tranquilizou Olivares.
O economista recomendou que os investidores precisam ficar de olho aos eventos geopolíticos, como a crise na Venezuela, que podem ser determinantes no cenário macro-econômico. “As economias estão altamente interligadas e os acontecimentos têm reflexos no Mundo inteiro. Por exemplo, a Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do planeta e metade da produção é exportada para os Estados Unidos. Por isso o presidente Donald Trump mostra interesse no que acontece nesse país sul americano, porque o preço dessa comodity influencia diretamente a economia norte americana”, afirmou.
Para Sérgio Zanini, o investidor precisa entender em que classe de ativos pretende investir – moedas, bolsa ou renda fixa, e adequar o quanto está disposto a correr risco. “Quando você investe em qualquer produto, principalmente a bolsa, está exposto ao que acontece no resto do mundo. Por isso é muito importante conversar com o assessor de investimentos para saber onde estão as melhores oportunidades”, recomendou o gestor da Sagmo Capital.


Segundo Zanini, o cenário brasileiro é de expectativas. “Estamos no inicio de um governo, que vem de um partido pequeno e inexperiente. É normal você ter erros de comunicação, como declarações contraditórias entre ministros. Agora, é preciso que o presidente Bolsonaro dê mais detalhes sobre o projeto das reformas que precisam ser feitas, como a da Previdência. Ele tem que sinalizar para o mercado que está investindo o capital político para que esses projetos possam andar e ser aprovados o mais rápido possível. São ações urgentes para o crescimento do país.O mercado e o empresariado estão dando o benefício da dúvida para o governo e a intenção precisa se tornar realidade”, ressaltou o gestor da Sagmo.

 

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