26 de novembro de 2018 - 15:12

Site Exame – 4 dicas para investir em renda fixa

De acordo com Caio Copetti, assessor de investimentos com mais de 10 anos de mercado, a renda fixa é a modalidade preferida do brasileiro quando se trata de investimentos no mercado financeiro, tendo em vista que, com esses ativos, é possível aproveitar as elevadas taxas de juros do Brasil. Diante desse cenário, o assessor destacou 4 principais dicas para você aproveitar as melhores oportunidades do ramo.

1 – Conheça o seu perfil de investidor – o primeiro passo antes de escolher um produto é saber qual o seu objetivo com aquele recurso, em termos de tempo de aplicação, riscos e rentabilidade. É importante lembrar que aplicações em períodos mais longos resultam em taxas melhores, como aplicações com menor carência oferecem retornos menos expressivos.

2- Saia da poupança – nos últimos anos a poupança vem perdendo para a inflação, ou seja, os preços aumentam mais do que o seu dinheiro rentabiliza, e no fim das contas, você acaba perdendo dinheiro. Para que você não seja atingido por essa perda, e realmente tenha seu dinheiro rentabilizado, existem outras opções como títulos públicos, fundos de investimentos e ativos de crédito privado. Papéis que possuem características diferentes para que sejam oferecidos de acordo com o objetivo de cada investidor.

3- Invista em crédito privado – já pensou em emprestar o seu dinheiro para uma empresa? Dentro de diversos ativos de renda fixa nota-se grande destaque e crescimento no crédito privado. Somente neste ano, superou-se 80 novas captações, somando um volume acima de 33 bilhões de reais. O meio utilizado para essa aplicação é através de CRA (certificado de recebíveis do agronegócio), CRI (certificado de recebíveis imobiliários) e debentures (papéis que tem como garantia seus próprios emissores ou bens dos mesmos). Esse meio oferece uma captação mais barata para a organização e uma taxa mais atrativa para o investidor, retorno que pode alcançar duas vezes a poupança, mantendo a mesma isenção de imposto de renda, flexibilidade e liquidez nos ativos, uma vez que existe a possibilidade de venda para outros investidores antes do vencimento.

4- Compare sempre antes de investir – assim como comparamos várias marcas e modelos quando vamos comprar um carro zero km, deveríamos ter o costume de comparar nossos investimentos e seus distribuidores. Por se tratar do seu próprio dinheiro, e muito provavelmente de um relacionamento duradouro com a instituição que você escolher, faça suas comparações e escolha a melhor casa para aplicar seu capital de acordo com o seu próprio perfil.

Conclusão

Para o segundo semestre de 2017, o assessor enxerga que a taxa básica de juros poderá cair um pouco, no entanto, ainda continuará alta se comparada com taxas de outros países emergentes. Somando esse dado com a instabilidade política, vemos que o momento é de cautela, ou seja, aplicações seguras e de longo prazo podem ser uma ótima opção.

Matéria publicada no site da Revista Exame.

Caio Copetti é assessor de investimentos na SVN Investimentos

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